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          Eventos - AVSPE  1 a 8 de Junho vai-se comemorar a
        

         Semana Mundial do Meio Ambiente
 
             
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SEMANA DO MEIO AMBIENTE Por Victor Jerônimo
              Victória Falavigna (7 anos)Porto Alegre - RS


Mande seu  TEXTO OU POESIA  para
malumourao@bol.com.br


LISTA DOS PARTICIPANTES


Triste Realidade?
Ilda Maria Costa Brasil -
Porto Alegre - RS

Olho a catástrofe provocada pela poluição
na natureza,
onde um dia a beleza era algo maravilhoso,
uma das mais lindas paisagens do universo
e constato que, num toque cruel,
tudo foi alterado, ou destruído pelos homens,
perpassando-nos um vasto caos ecológico,
conseqüência da falta de conscientização
de muitos cidadãos, uma vez que há fábricas
e lixões por todos os lados.
Que grande utopia
foi, ao ver campos verdes e limpos,
acreditar que essa era a nova realidade.
Por pouco tempo, permite-me
sentir o cheiro envolvente das flores silvestres
e sonhar que passaria a respirar ar puro!
As folhas e as flores pareciam dizer:
- "Somos aromatizadas e inocentes."
Não permitam que os homens nos tirem daqui
ou construam algo, fazendo com que o meio ambiente
não tenha mais sentido...
No meio campestre, o vento me embala
e adormeço aspirando a vida.
Alguns industriais na área, colhem-nas
e as levam as vitrines de floriculturas.
Ora o aroma se propaga no ar; ora, a morte.
Há os que as compram
para expressarem sentimentos sublimes,
assim como outros as adquirem para simplesmente,
ornamentarem ambientes por uns dias
e depois as jogam fora.
Enquanto operários produzem, sem a consciência
do destruir, muitos poluem a natureza
e caso tudo continue como está,
na verdade, o mundo terá um fim certo: a morte.
Quando máquinas provocam ruídos ensurdecedores
ou odores desagradáveis, o meio ambiente lamenta
a alienação dos homens.



A AMAZÔNIA É LINDA
Antonio Cícero da Silva

A Amazônia é muito linda
Com fauna e flora a cantar
Irei lá ainda
E contra invasores lutar.

É riqueza natural
O homem não sabe fazer
Que com instinto mal
Faz a Amazônia sofrer.

É pulmão do planeta
Que precisa funcionar
É natural princesa
Pelo bem a lutar.

Amazônia é fantasia
Realidade e harmonia
É berço de muitas vidas
Que jamais será vencida...


PREITO À NATUREZA
Humberto - Poeta


Ah... Natureza! Que cruel regime
te impõe o homem, perdulário e ateu:
agride fauna e flora, alheio ao crime
de estragar o que Deus nos concedeu!

O ar, o sol, o azul que esmalta o espaço,
O homem faz réus de equívocos critérios;
enche os céus desse trágico bagaço
de pós mortais e gases deletérios!

Quando se rouba à mata a ave inocente
e polui-se a mercúrio a água dos rios,
é nessas horas que o Senhor pressente
o quanto somos maus e somos frios!

Da árvore que estala, vindo ao chão,
evola-se um lamento ao infinito,
mas não o ouve o autor da infanda ação,
pois só Deus é capaz de ouvir-lhe o grito!

Natureza: viemos de outras plagas
pra crescer nos reencarnes sucessivos,
mas te enchemos de pústulas e chagas,
inda presos a instintos primitivos!

Falhos que somos desde os cromossomos,
de nós tirai, Senhor, machado e serra;
lembrai-nos que, afinal, nada mais somos
que meros forasteiros sobre a Terra!

--- o0o ---


HAVIA...
Joaquim Sustelo

Havia uma floresta densa e verde
Que o vento balouçava de caminho
Num gesto de quem ama e nunca perde
De dar, sempre que passa, o seu carinho.

Havia um bando de aves, o chilreio
Que mergulhava o espaço em melodia;
Um rio de águas claras pelo meio
Entoando outra canção em sintonia.

Havia um campo vasto onde a semente
Crescia pela força do seu chão;
Apenas chuva e sol como presente
E dando com amor um fruto são.

Havia um céu azul onde as estrelas
À noite cintilavam com esplendor;
E as nuvens recortavam entre elas
Os quadros deslumbrantes de um pintor.

Havia um Mundo-Terra que girava
A namorar o sol, em estado puro;
E todo o ser vivente então achava
A Terra um paraíso, com futuro.

Porém chegou o homem. Inconstância
Em gestos que eram ódios… ambições...
A fúria desmedida e a ganância
Que tem o alvo posto nos cifrões!

Atira-se à floresta, faz o corte
Destrói a bel-prazer e negoceia...
E sem notar que traça a própria morte
O que inda dela resta, incendeia!

Nessa ambição-loucura que o anima
Conspurca o céu azul, o ambiente...
As cores viram cinza, muda o clima
O rio vai poluído na corrente...

Por via de um pensar que é tão pequeno
Agora em toda a parte o perigo espreita;
Os frutos são colhidos com veneno
E o homem sofre efeitos da maleita.

Das fábricas se eleva o negro fumo
Sem respeitar limites, convenções...
Depois o nuclear… piora o rumo
Desastres que mutilam multidões!

Ó gente que em postura tão nefasta
Destrói sem ter noção desse valor!
É tempo de parar, de dizer basta!
Ficando a Terra um ermo, pobre e gasta
Teremos nossa noite sem alvor…


Joaquim Sustelo
(em OS MEUS CAMINHOS)


A FÁBULA DE “MARY - TAKA”
Alceu Sebastião Costa

Aos pés do meu portão, solitária, triste,
A pobre “Mary-Taka” não se entrega, resiste,
Quase sem forças, exposta à própria sorte,
Com sede, com fome, é o pasto para a morte.

Eu, passando, por acaso, dela me avizinho,
Com cuidado, apanho-a com amor e carinho,
Faço-lhe um afago, estimulo os seus movimentos,
Quero tirá-la dali, aliviar os seus tormentos.

Horas se passam e o pássaro toma prumo,
Alimentada, o corpo quente, busca o seu rumo,
As asas fortes só querem retornar à liberdade,
Mas, antes, vai me dizer toda a Verdade.

“Mary”, por favor, antes de ir, me conte,
O que houve? Para um amigo nada se esconde,
Vejo seu bando toda tarde passar em algazarra,
Parecem unidos, fazem da vida verdadeira farra.

E de repente, você sozinha, abandonada,
Contrariando o que aprendi, quase nada,
A respeito do bem-querer na natureza,
O seu destino me traz grande surpresa.

“Mon ami”, primeiro quero lhe agradecer,
Pois estava a um fio de minha vida perder,
Quando você apareceu e tão logo me socorreu,
Por muito pouco esta pobre ave não morreu.

Agora, a sua pergunta com pesar eu respondo,
Existe um culpado, que não é ave, não escondo,
O bicho homem transformou o planeta Terra
Num deserto sem fim, parece até praça de guerra.

Falo da guerra surda, suja, devastadora,
Da moto-serra impune e cruel agressora,
Que sem piedade e sem avaliar o perigo,
Destrói a flora e põe a fauna ao desabrigo.

O meu bando enfrenta o sufoco dessa agressão,
Resultado de tal loucura, sem freio, sem direção,
Você chama de algazarra, de farra, a nossa falsa alegria,
Esses gritos são de revolta diante de tanta patifaria.

Não temos mais uma árvore segura para dormir,
Voar, voar... sem ter para onde ir,
Vem o cansaço, a fome, a sede, a queda,
A solidariedade, por tudo isso, deixou de ser regra.

Assim, como eu, muitos ficam pelos caminhos,
Não há mais rosas, predominam os espinhos,
Como podem as maritacas os seus pares socorrer,
Se mal sabem por quanto tempo, ainda, irão sobreviver?

Talvez, este fato venha a ficar na história,
Sirva de alerta para quem, como você, tem memória,
Não foi simples acaso que nos colocou frente a frente,
A sintonia com Deus tem efeito permanente.

Aquecimento global e conflitos no século 21
Inês Marucci


Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental,
pois o bem ou o mal de uma pessoa inevitavelmente afetará o todo.
A elevação do nível dos oceanos, as secas e as enchentes provocadas pelo aquecimento
global detonarão conflitos armados nas próximas décadas, por causar mudanças climáticas,
principalmente nas regiões tropicais e pobres da África e da Ásia,
que serão as mais atingidas, certamente conflitando com países ricos localizados nas regiões temperadas
do norte do globo, que se isentarão dos piores efeitos do aquecimento,
atribuído à queima de combustíveis fósseis.


O aquecimento global aumenta as chances de conflito segundo o Instituto de Meio Ambiente
e Segurança Humana da Universidade da ONU e seus efeitos mais imediatos
serão provavelmente a desertificação e a degradação do solo,
prevendo-se a longo prazo, a migração de centenas de milhões de pessoas a locais não afetados.
Segundo pesquisas, o conflito parcialmente provocado pela degradação do solo na região
de Darfur-Sudão, matou 200 mil pessoas.

No longo prazo, a elevação do nível dos oceanos provocada pelo
derretimento das calotas polares e de geleiras poderia tragar
grandes faixas de terra de países como Bangladesh,
fazendo com que milhões de pessoas emigrassem,
aumentando as chances de conflitos em torno do domínio da terra.
As mudanças climáticas exigem medidas de segurança,
contra as terríveis desavenças sobre o petróleo.


O acordo internacional de Quioto, em vigor desde 16/02/2005, que visa a redução
da emissão dos elementos poluidores causadores do efeito estufa no planeta,
cujo principal objetivo é diminuir a temperatura global nos próximos anos,
infelizmente foi rejeitado pelos Estados Unidos, país pioneiro em contaminar o mundo,
na sede de acelerar o desenvolvimento industrial.


Se a humanidade não se conscientizar imediatamente e regredir a menos de 60% a poluição nociva,
estes gases letais duráveis por dois séculos na atmosfera,
funcionarão como bomba do tempo ativada para explodir a qualquer instante.
Há que se reverter este quadro letal pela preservação
da vida no planeta, enquanto há tempo de viver.

Inês Marucci
Brasil-15.05.2007



Réquiem, para um mundo sem compaixão
Clicia Pavan

Chora triste a água dos rios
Deixe-me correr livre para o mar...
Grita os animais selvagens
Deixe-nos correr pelos prados e florestas...

Um vento sombrio envolve a terra...
Cinzas do passado, das queimadas!
Desvanece a pura esperança...
Derradeiros fulgores do crepúsculo
Se diluem em trevas.

A deusa aurora espera a luz do sol...
O rouxinol procura pela virgem sedutora
A estação das flores, dos amores
A doce primavera...

A natureza agonizando,manifesta-se
Em gritos de dor, em súplicas de amor...

Uma triste canção,Um réquiem
Para um mundo sem compaixão
Deixai-me viver, por minhas lágrimas
Ou dai-me o repouso eterno, senhor!


A riqueza da Amazônia
José Lisboa Mendes Moreira


"O bater de asas de uma borboleta
no Brasil pode causar um tornado no Texas?"
Edward Lorenz (29-12-1979)



Caos, em grego e também em português, significa desordem. Não é, todavia, a acepção dos modernos cientistas do caos.
“O caos – diz o matemático Ian Stewart – não é aleatório. É um comportamento aparentemente aleatório que resulta de regras precisas. O caos é uma forma cripta de ordem”. A ciência do caos tem aplicações práticas em vários setores, máxime em finanças e na climatologia. É por aqui que queremos focalizar a Amazônia.
Ela não é, como se dizia, o pulmão do mundo, mas, certamente, é um regulador do clima do planeta. Se a Amazônia sofresse um processo extensivo de desmatamento, haveria uma queda na quantidade de umidade que é lançada na atmosfera através da evapotranspiração. Isso acarretaria uma diminuição da pluviosidade, desencadeando um ciclo no qual a cobertura florestal sobrevivente iria se tornando cada vez mais árida. Com o tempo, as repercussões atingiriam até o sul do Brasil, levando a seca a seus extensos terrenos agrícolas. Em nível planetário, contribuiria para a Terra ficar mais quente. Uma temperatura global mais elevada causaria chuvas intensas e concentradas, enchentes e erosões. O solo ficaria menos úmido e haveria longas estiagens.
A Amazônia é rica de madeiras nobres e em seu subsolo há minérios valiosos, mas a grande riqueza, incomensurável, é ela mesma. Vivemos na cultura do lucro, na prevalência do ganho monetário e do imediatismo. É difícil renunciar à derrubada das árvores, à extração dos minérios e a transformar tudo em moeda.
São muito recentes os sinais de reação à cultura do lucro vislumbrados nos slogans exibidos em cartazes pelos manifestantes de Seattle e de Praga: “Pessoas, não lucros” e “O mundo não está à venda”.


Amazônia devastada
Cáritas Souzza

AMAZÔNIA
Caritas Souzza

Semana Mundial do Meio Ambiente
1 a 8 de junho

Amazônia...
Sanha de enriquecimento a qualquer preço
De madereiros cruéis
Que ceifa sem escrúpulos
A vida das árvores centenárias

Que tristeza ver retalhos de teu verde
Transformados em móveis, lambris,
Portas e adereços
Em divisão de vegetação tombada

Amazônia...
De Chico Mendes
Seringueiros e povo nativo
Dos pássaros, Araras e Gavião Real
Dos Igarapés, Rios e Afluentes
Que morrem lentamente
Na dor que não se acalma

Amazônia...
Humilhada
Ao aceitar pela força que a oprime
Que Plantem capim e soja
Sobre as cinzas de castanheiras seculares

Amazônia...
De Deus e dos homens
Curumins e curupiras
De sorrisos abertos
Natureza em essência
Maior tesouro vivo
Da humanidade

Caritas Souzza


CONSERVE O PLANETA TERRA
FAHED DAHER ddaher@net21.com.br


Deus nos doou de graça a natureza,
cheia de vida e cheia de beleza,
pra crescermos felizes, pra cantar.
Concedeu-nos a santa consciência,
mostrou-nos o caminho da ciência,
na determinação do bem de amar.


Mas de repente se quebrou a barra
e nos entramos numa grande farra
e nos chamas reis da criação!
Matamos tudo, desnudamos terras,
insatisfeitos deflagramos guerras
e promovemos a poluição.


Derruba a mata, queima, sacrifica,
despreza o córrego, a ravina...Implica
quando tem de fazer curva de nível.
Levanta chaminés sem mais nem menos,
despeja pelas águas mil venenos,
buscando o lucro só, mesmo o impossível.


Pare um momento a doida carruagem!
O que se faz é muita sacanagem
em nome do progresso e do porvir.
A terra é una, santa indivisível,
o que se faz é mesmo tão terrível
que tudo poderá se destruir.


Não continue, pare, não destrua,
dê mais amor à sua terra nua,
cuide das águas e dos animais.
Não se produzam lixos nucleares,
nós precisamos limpo nossos ares
e os corações amando muito mais.


FAHED DAHER- Médico. Apucarana ®

 

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