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          Eventos - AVSPE  1 a 8 de Junho vai-se comemorar a
        

         Semana Mundial do Meio Ambiente
 
             
CONVITE - Venha fazer parte deste Protesto
               
SEMANA DO MEIO AMBIENTE Por Victor Jerônimo
              Victória Falavigna (7 anos)Porto Alegre - RS


Mande seu  TEXTO OU POESIA  para
malumourao@bol.com.br


LISTA DOS PARTICIPANTES


 Paráfrase da “Canção do Exílio”
(de Gonçalves Dias)
Miriam Panighel Carvalho


Meu país tinha palmeiras,
Lá cantava o Sabiá;
Que hoje quase não canta
Porque poucos deles há.

Nosso céu, tem sim, estrelas,
Mas, nas várzeas não há flores,
Nossos bosques têm queimadas,
Há mais ódio e desamores.

Ao deitar, todas as noites,
A lembrar ponho-me cá;
Daquelas lindas palmeiras,
Do canto do Sabiá.

Meu país tinha primores,
Mas já não os vejo cá.
Ao lembrar –sozinho, à noite-
Quanta tristeza me dá!
Onde estão minhas palmeiras,

Onde anda o Sabiá?

Permita-me, Deus que eu morra,
Sem que tenha de ver cá;
Mais depredação das matas
E a extinção do Sabiá,
Destas matas brasileiras
Qu’igual no mundo não há.

Miriam Panighel Carvalho

Canção do Exílio
(Gonçalves dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


(De Primeiros cantos (1847)
 

 

AMAZÓNIA
Maria Mamede

Mancha verde na paisagem!
Pulmão do mundo terreno
De tão grande, tão pequeno
Para os males que traz a aragem;
No verde prenhe de cores
De seres, animais e flores
De sons, de tons e de cheiros
Ouve-se o urro e o grito
Do finito ao infinito
Dos bosquímanos primeiros.
E confunde-se a cantata
Dos rios, na verde mata
Que a brisa acariciando
Chora e pergunta ao vento
Se haverá algum momento
Arrependido, profundo
Em que o homem e o mundo
Saibam amar, respeitar
E proteger realmente
A dádiva maravilhosa
Dessa mancha esplendorosa
Que dá vida á Terra inteira...
Soubesse eu a maneira
De atingir corações!
Escreveria mil versos
A dizer a toda a gente
Que a vida sendo fugaz
Tem tempos de eternidade
E qualquer um é capaz
De viver fraternidade
Em harmonia e em paz...
Pudesse eu ser mensagem
E naquilo que escrevesse
A toda a gente dissesse
Que o acto mor de coragem
é a singela certeza
De ser "Recado de Amor"
E sentir-se devedor
Dessa tela de beleza
Que nos deu o Criador!...

Maria Mamede

(Maia - Portugal - 30/Maio/07)

 

 

O GRITO DA NATUREZA
Naidaterra

O que deseja mais o homem,
destruir marte com sua ambição?
Grito aqui na terra por socorro
através das minhas manifestações
e ninguém me ouve...
Minhas estações imploram por mais
atenção, algo está errado e ninguém nota...
O homem me desmata, me faz respirar
poluentes, preciso do equilíbrio para
manter a humanidade viva...
E o homem quer ir a marte, talvez não
haja tempo para isso, pode ser que a terra
e a humanidade seja destruída antes disso.
Esqueçam marte e a ambição...
O planeta terra sou eu...
E eu estou morrendo.
PENSEM!
Naidaterra
Maio/2007

 


VISÃO DO FUTURO
Mercêdes Pordeus

Quis projetar o meu olhar para que me desse uma visão do futuro
Busquei nessa visão, contemplar um mundo que fosse mais puro
E nesse momento visionário alcei a um vôo planetário
Como numa ânsia, naquele desejo de alcançar o mundo imaginário
Tentei ver no presente um futuro que fosse mais solidário
Quis ardentemente, que naquela projeção nada fosse obscuro.

Tentei mentalizar as crianças de hoje sendo os homens do amanhã
Como seriam as crianças fruto de um lar pleno de amor e sem fome?
E como se portariam aquelas crianças de rua vivendo o terror?
Busquei uma resposta para cada situação, buscando no afã
Uma das respostas encontrei imediatamanete: o amor leva ao valor
Os valores da família e sociedade...e as carentes? Qual semente?

Para a situação do pequeno marginalizado...ficou a incógnita
Que participação terá na sociedade, no mundo sem oportunidade?
Tudo que conheceram desde o nascimento foi a marginalização
A desconfiança e o medo por parte dos irmãos que com a proximidade
Demonstraram temor, pavor dos alienados pela sociedade
Isso, quando não fizeram o mal maior, da sua inocência a violação.

Depois busquei ainda, antever o meio ambiente que os acolherá
Qual seria o habitat, o meio de atuação desses seres no futuro
Tristemente veio à minha mente a devastação do meio ambiente
As florestas, os rios, o ar, as matas, tudo de Deus um presente
O ser humano contemporâneo já os destrói em massa, atualmente
Como encontrarão as crianças e jovens seu habitat futuramente?

Qual a qualidade de vida daqueles inseridos no futuro contexto?
Se para cuidarem dessa riqueza, os homens tudo destroem , sob pretexto
Da modernidade, em nome da qual, violaram o bem, o legado
Que transmitirão para futuras gerações...seus próprios filhos
Se o homem atual não teve a coragem de neles pensar e seu futuro
Preferia, nunca ter tentado fazer a minha projeção para a visão do futuro.

DO APOCALÍPSE AO CÉU:
Uma reflexão sobre a mudança da matéria

Se neste planeta vivessem,
todos os seres nascidos,
com certeza sobrepostos
tantos corpos acumulados,
tão famintos e sedentos...
De aspectos repugnantes
como em filmes de terror.

Se a morte não fosse em tempo,
realidade da vida
para os seres biológicos,
qual seria a saída?

Os limites geográficos
para a inteligência humana,
que ao mundo animal se emana...
mesmo que toda as ciências,
trabalhando em seu máximo,
não daria solução
à tanta poluição...

Nossos corpos tão bonitos!
Limp inhos e cheirosinhos
por que temos bom espaço,
água limpa, cereais e frutas,
mel, iguarias e vinhos
produzidos em espaços
para o consumo do humano,
ser de inteligência e técnica
que cria e re-cria o mundo,
a vida e o que ela comporta,
mesmo que seja em poesia.

Então aquela visão
da morte como um castigo
não seria tais horrores:
Pernas de humanos, cabeças de árvores,
serpentes, vespas e mãos,
arranhado-se em disputa
por qualquer coisa que fosse
para saciar sede e fome.

A morte é um evento
que ainda por conseqüência,
permite a dignidade
e a integridade de seres,
que em outros tempos viveram,
como agora o que há em vida,
outras vidas, outros seres
terão seu tempo e espaço.

Dessa visão aterradora,
salvamo-nos por um mistério
que atormenta e violenta,
nosso desejo de ser...
Eternos...
Enquanto vivemos...
Em corpo físico, e
In memória!

Escrito por: Salete Cardozo Cochinsky

Del APOCALÍPSE al CIELO
Una reflexión en el cambio de la sustancia


Si en este planeta vivieron,
todos los seres que nasceran,
con el traslapo de la certeza
tantos cuerpos acumulados,
tan hambriento y sedentos...
De aspectos repugnantes
como en películas del terror.

Si la muerte no era en tiempo,
realidad de la vida
para los seres biológicos,
¿cuál sería la salida?

Los límites geográficos,
para la inteligencia del humano,
que al mundo animal se emana,
mismo con todas las ciencias,
trabajando en su máximo,
no daría la solución
a la tanta contaminación...

¡Nuestros cuerpos tan bonitos!
Limpinhos y cheirosinhos
porqué tenemos buen espacio,
agua limpie, los cereales y las frutas,
miel, iguarias y vinos
producido en espacios
para la consumición humana,
ser de la inteligencia y de la técnica
que crea y re-él crea el mundo,
vida y qué sostiene,
mismo que sea en poesía.



Entonces esa visión,
de la muerte como castigo,
no sería tales horrores:
Piernas del humanos, jefes de árboles,
serpientes, avispas y manos,
arranhado en conflicto
por cualquier cosa que fuera
para saciar siede y hambre.

La muerte es un acontecimiento
que aúnque la consecuencia,
permite la dignidad...
e la integridad de seres,
que en otras tiempos viverón...
como ahora qué hay en vida
otras vidas, otros seres,
tendrán sus tiempo y espacio.

De esta visión aterrorizante,
nos ahorramos por un misterio
que él tormento y violento,
nuestro deseo de ser...
¡Eternos!...
Mientras que vivimos,
En el cuerpo físico e
“¡En memoria!”

Traducido por Saly de su escrito original enm idioma português.
Observación: Esse escrito origino el escrito DEL APOCALISE AL CIELO: la redención, pero publicado en sitio Argentino los lectores solicitaran para traducir o que en la epoca no mi fue posible por yo no saber traducir por la quantidad de palabras con poco uso en lo cotidiano. 


 

NATUREZA EM PROTESTO !
Socorrinha Castro / florzinha

Certo dia, a natureza,
já cansada de ser maltratada
e, já não vendo mais toda sua beleza,
começou a se sentir mal amada.
As plantas e animais se reuniram
para fazerem uma passeata,
exigindo seus direitos
pois suas vidas estavam ameaçadas!

E todos se reuniram
para uma longa discussão,
animais de todas as espécies,
do maior ao mais pequenino,
suas metas eram uma só:
Queriam salvar seus destinos!

O leão, cheio de bravura,
como rei dos animais
por todos foi escolhido,
era O líder dos demais.
E num rugido tão forte
que ecoou pelo ar,
começou logo dizendo:
ATENÇÃO NO QUE VOU FALAR!

Já não me sinto tão rei,
pois nós, os animais selvagens,
estamos sendo perseguidos
por homens de falsa coragem,
e a maioria de nós
se encontra em extinção,
o meu rugir não é o mesmo,
não me sinto mais o Rei Leão!

E o sapo, pequenino,
começou a coaxar,
nosso habitat está ameaçado
e isso me faz pensar,
se continuarem poluindo as águas,
onde é que vamos morar?

O jacaré irritado
logo entrou na discussão,
Vivemos sob ameaça
do homem que quer tirar nosso couro,
se ele consegue, viramos bolsa de madame,
que vai lhes render muito ouro!

E uma linda arara colorida
que atrasada acabou de chegar,
pousou com uma ave rara
prá na discussão entrar.
Somos aves tão bonitas
e queremos viver em liberdade,
nosso destino é voar pelo céu e pelos ares,
não nascemos prá ser prisioneiras,
queremos ser livres de verdade!

E a natureza toda reunida
prestava muita atenção,
e até chegavam à chorar
por sentir tanta emoção.
Até que um altivo eucalipteiro,
em nome de todas as plantas
tomou a palavra ligeiro.

Estamos morrendo sufocadas,
somos o pulmão do mundo,
e se continuarem a fazer queimadas
e a matar nossas vidas,
que pena, o coração do homem
também vai morrer,
pois nosso oxigênio, é sua vida !

Precisamos achar um jeito,
do nosso meio ambiente salvar,
pois todos nós somos vida
e ninguém pode tirar!

E depois de longa discussão,
o ainda Rei Leão encerra a reunião.
E Com faixas e cartazes,
todas em defesa da vida,
saem numa passeata bonita
gritando em alto tom :
A NATUREZA QUER VIDA !!!

Socorrinha Castro / florzinha
JP - PB - Brasil

 



PRESSÁGIO
ATAHUALPA PESSOA VIANNA


A natureza agredida, vilipendiada,
Arrebenta em drásticas pulsações,
Vinga-se como uma deusa alucinada,
Libertando terremotos e vulcões.

A sociedade humana dos bilhões,
Pelo ouro de Midas escravizada,
Escrava de desmedidas ambições,
Continua pelas guerras castigada.

Horrível é a noite do tempo vindo!
Talvez Satanás esteja intervindo,
Face à transgressão à lei de Deus.

E esse povo que progride infenso
à ordem do Amor e do Bom Senso,
Caro pagará pelos erros seus...


MEMBRO DA AVSP
ATAHUALPA PESSOA VIANNA

 

O condomínio dos pássaros
Jose Balbino de Oliveira

Certamente que aquele beija-flor tinha perdido a rota, quando veio acariciar a rosa solitária que enfeitava a janela do meu apartamento.
Era uma rosa rubra. Talvez pelo colorido chamativo, o beija-flor se afeiçoou a ela, primeiro pela beleza, depois, pelo nectar de suas pétalas.

No primeiro dia chegou timidamente, assustado. Queria naturalmente saber se o ambiente era amigo: Encontrou um coração aberto, e foi voltando a cada hora, no decorrer das nescessidades ou por misteriosa saudade.

Trazia a alegria...trinava... e no belo dia de chuva, fêz uma imensa festa no fio de energia, tomando banho, abrindo as asas, num intenso louvor à vida.

No quarto dia, quando já estava acostumado à sua presença única, apareceu com uma amiga, e pelo olhar pude deduzir que seria um novo amor.

Na semana que iniciava, comecei a notar, e com desespero, que a unica rosa do meu jardim suspenso, estava murchando. Mas me lembrei que havia ainda uma possibilidade de cativar por mais algum tempo o meu amiguinho marrom - clarinho, e bico longo.

Pronto! Lá estava o suporte cheio de agua com açucar e algumas flores desconhecidas, aliáz, flores indicativas como a mostrar que se poderia experimentar, embora sem perfume algum. Uma bicada e aconteceu o milagre!
Foi um sucesso o meu ventre de plástico transparente e flores artificiais!

Encantei-me com a ideia de que com quatro rosas e muito doce, eu poderia alegrar a vida de mais alguns beija-flores da redondeza, que estavam perdidos, com falta de flores, ou famintos.

Lavava e cuidava das minhas rosas artificiais, elas eram a garantia dos meus amigos, e a cada dia aparecia um diferente.
Foram se convidando... fazendo uma corrente...comprei mais rosas, e o meu jardim suspenso de rosas artificiais promovia um balé de pássaros que voavam para frente e para tráz, numa coreografia de anjos de todas as cores, todos os tamanhos e uma crença: A felicidade!

Cheguei a ficar feliz quando o vizinho da direita, e o da esquerda, começaram a imitar a ideia.
A principio fiquei preocupado pelo fato deles estarem "roubando" o carinho dos meus convidados, mas depois verifiquei que eram tantos, e o meu vizinho estava usando um açucar diferente, proprio para eles e com vitaminas e sais minerais.
Que bom saber, comprei a ideia! Se era para a saude e felicidade deles, porque não?

Então, as crianças taciturnas dos apartamentos aprenderam a sorrir!

As mulheres idosas plantaram amoreiras, e começaram a aparecer o assanhaço e as saíras!

Um casal de namorados jogava canjiquinha no banquinho onde costumavam trocar beijos, e apareceram as rolinhas, e o condomínio foi se transformando em uma grande festa!

Até "João-de-mal" que vivia se confrontando com a vida, se rendeu, e se tornou o xerife da passarada:
Plantou no jardim as Madalenas, as Namoradeiras e a flor Morena.
Provia a todos e voltou a ser feliz!

O prefeito inventou uma condecoração para homenagear os habitantes do condominio;
O padre rezou missa campal e abençoou com muita agua benta!

A saudade me pegou pela mão e eu voltei la outro dia, e fiquei imensamente feliz, por ter produzido com grande simplicidade, um sentimento!

A vida prospera, borbulhante de flores e de pássaros!

Fulgurante, como nos tempos primeiros!


Com os meus sonhos,
perturbo o infinito!
(zé canjica)



Terra, Mar e Céu - I
Rosângela Jacinto

Terra,
doce aroma
montanhas
rios
fogo a revolver-lhe as entranhas
arvoredos floridos,
que iluminam os olhos.

Mar,
incontidas lágrimas
de sais
nas águas
banham os corpos
lavam a vida
purificando.


Céu,
puríssimo azul
foi um dia
hoje cinza
fumaça
no ar
escurecendo.




Terra, Mar e Céu - II
Rosângela Jacinto

Terra,
doce aroma
das montanhas
no interior,
o fogo revolve-lhe as entranhas
com indignação,
pela insensatez do homem.

Mar,
incontidas lágrimas
de sais
misturadas às águas
pedindo socorro
clamando por vida
e respeito.


Céu,
puríssimo azul
ontem,
hoje o cinza
a fumaça no ar
das cidades
que contamina e mata.


Rosângela Jacinto - Curitiba, Paraná, Brasil, 06/06/07



*ANIMAIS*
*SONIA ORTEGA*

Animais racionais
e os irracionais...
Quais sao os ideais?
Quem sao os animais?

Racionais que fincam
as espadas,
na Espanha,
nos irracionais...

Racionais
que exterminam,
na Africa,
os irracionais...

Irracionais ou racionais
que nas guerrilhas do mundo
matam-se?
Animais!

Os animais
e os irracionais
na desprotegida
e vital Amazonia...

Diz...
Voce...
Quais sao os ideais?
Quem sao os animais?

Pense...
E enquanto pensas,
Irracionais racionais
exterminam-se...
e aos animais!

*SONIA ORTEGA*

 

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