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PRECE DA PAZ AMBIENTAL
Efigênia Coutinho

É nesta Floresta aqui, onde me
ajoelho, e para me unir, também
eu, modesta criatura do meu
Planeta, edificando minha
Prece Universal. Onde calco
com meus joelhos todas essas
folhas mortas, que se acumulam,
de geração em geração, umas
sobre as outras, para servirem de
humidade sobre a terra, cedendo
lugar ás suas novas e majestosas
folhas. São as folhas verdes do
alto de seus ramos, que cantam
a canção da vida, que não repousa nunca!
E as folhas secas debaixo, e sobre as
quais pousam os meus pés e os meus
joelhos, murmuram ao meu ouvido a
PRECE DA PAZ AMBIENTAL...
Balneário Camboriú Maio 2007

PLANETA TERRA
Daniel Cristal
Sem destino, eu escrevo à criança
que há em todos nós: ganhamos senso
se pentearmos o planeta como a trança
que à filha fazemos com carinho imenso.
Somos todos filhos desta imensa urbe,
somos todos carentes do amor dum pai,
( e da mãe nem se fala! ); nada turve
este consenso, que morre e se esvai...
Morre na queimada vasta da floresta
que sangra pela fresta na verdura;
corte imberbe dessa trança numa festa
da ávida loucura... sem ter cura.
Portugal
in: http://ecosdapoesia.net/crestomatia/amazonia_1.html

Mutilando o Verde
Malu Mourão
Ó minha Padre Correia!
Antes, eras a Rua da Itália.
Agora, és esta coisa feia,
Pois o homem te retalha.
E com sua vil ignorância,
Vai fazendo assim morrer
O verde de minha infância,
Que um dia vi crescer.
Hoje há direitos pra tudo.
Até mesmo pro assassino
Que mata o teu direito mudo,
De seguir o teu destino.
Velho oitizeiro!… E agora?
Onde cantará o passarinho,
Anunciando bela aurora
E me acordando de mansinho?
Hoje eu não ouvi cantar
A tua passarada feliz.
Só uma serra - elétrica zoar
Com seu tinido infeliz
Se o progresso é assim,
É ver o meu Ipu mutilado,
Vou guardar só para mim,
As lembranças do passado.
E eu peço para a AFAI,
No meu apelo inerente.
Pra que unida com a AMAI,
Salvem o meio-ambiente.

Árvore
Raymundo de Salles Brasil
Abrigas, sem vaidade, a tantos quantos,
Vindos de lutas, buscam refrigério;
Não cobras um real por serem tantos,
Não usas esse sórdido critério
Ao que sorri feliz, ao triste, ao sério,
Dás, a todos, os mesmos acalantos...
És um delubro puro e sem mistério,
Templo das alegrias e dos prantos.
E ainda dás o fruto ao que tem fome,
Sem sequer perguntar nem mesmo o nome
Ao cansado e faminto repousante.
Oh! Árvore! tu és, não só um templo,
És, também, um belíssimo exemplo
De bondade - frondosa e verdejante!

As cores da Amazônia
Armando Sousa
Verde de mil e um verdes, vida a subir.
Agarrando o sol
Planície do verde olhando o céu, a florir.
Casa e mesa das mariposas de mil cores a casar
Beleza de diferentes pássaros a voar
Subindo às alturas, para do verde sair.
Amazônia, pulmão que a natureza nos deu.
Folhas são ventoinhas purificando o ar do céu
Dentro de seu verde tanta vida
Beleza para nós desconhecida
Tantos sonhos selvagens, frutos esquisitos.
Podem ser de amor ou de morte da Amazônia gritos
Numa certa clareira, moças deitadas.
Cobrindo suas vergonhas
São cores, muitas cores, tom garridas, pintadas.
Cabanas construídas de folhas de bananeira
Quando chove, é ali que se realiza toda a brincadeira.
Macacos voam fugidios
Mil qualidade de peixes e piranhas nos rios
Debaixo de tanta frescura, vive gente primitiva sorrindo.
Mas a civilização vai seu lar destruindo
Com enormes queimadas
Deixando as cores da Amazônia desbotadas
Debaixo dos mil verdes, nossa saúde nas flores.
As raízes são venenos da nossa doença
Tudo isto pode fazer passar nossas dores
Aumentar no viver nossa Crença
Debaixo do verde repuxos ou lanças de pau
Dão vida a vida com o cacau
Névoas respiram chuva torrencial
Não queiras conhecer os segredos dos fluviais
Formam oceanos de espuma amarela
Deixado os verdes aveludados
Em linda aguarela
O sol raia, grande alegria.
Ouve-se o batuque, musica de poesia.
Por Armando Sousa
armando
Armando.sousa@sympatico.ca
http://www.pequeninapoesias.com.br

MÃE NATUREZA
Fernando Reis Costa
Ó estirpes que se extinguem da beleza
Que a mãe Natureza ao homem deu!
Vemos hoje que a própria Natureza
Está sendo destruída… e se perdeu!
E o homem, ambicioso e com frieza,
Quer mais e muito mais em cada dia:
Destrói cada vez mais a Natureza
Buscando tostões na tecnologia!
Lembremos a paisagem, outrora linda;
Hoje… terra de cinzas, tão queimada;
No ar, o oxigénio quase finda…
E se a destruição continuar ainda
No ritmo que leva, acelerada…
Do homem-suicida fica “nada”!

Amazônia, um grito de socorro!
Teka Nascimento
Um grito ecoa nas matas,um som abafado
dilacerante,olho à minha volta,
procuro entender, mas não é aceitável.
Agora a voz que pede socorro,
implora clemência, e ninguém estende a mão.
Eu estou petrificada, sem condições de
correr para ajudar.
Um bater de asas, passa por mim.
Barulhos estranhos, movimento desconhecidos,
e apenas aquele grito ecoando!!!!
Sinto cheiro de morte,de fumaça, de horror!
Aquele grito nos meus ouvidos, parecendo dizer...
Pare!!! não façam isso!!!
Ninguém ouvia, o mundo ficou surdo....
E a destruição vinha com força de um gigante,
esse gigante adormecido, que não acorda para salvar
a sua maior riqueza.
Aquele grio continua...superei a minha inércia...acordei!
E faço coro com aquele grito sufocado...só que o meu é audível,
e grito a plenos pulmõessss
Pare!!!!!!!!
Salve a Amazônia...Salve a vida do planeta.
Acorda gigante...olha a sua terra...cuida dela
antes que outros se apropiem de uma vez!!!!!
ACORDA BRASIL!!!!!!

Lágrimas do Tempo
Maria Thereza Neves
sem rumo os traços do destino
sem hastes e memória
nas folhas que voam secas
nas frases presas
nos rasgos de tinta em fúrias doentes
tantas palavras sem voz
sento na saudade
sinto o cheiro da manhã
e as lágrimas do tempo
13/10/06

DEIXE O MUNDO RESPIRAR
Célia Jardim
O homem está perdendo o juízo
não percebe o irreparável prejuízo
não tem limites, é um inconseqüente
não vê o futuro que está pela frente
Sua ganância é tamanha
usa de todas artimanhas
destrói em nome do progresso
e acha que está fazendo sucesso
Esquece que a natureza não tem cópia
sem pensar destrói o original
o ar que respira ele não vê
e talvez nunca respire outro igual
A Floresta Amazônica, pulmão do mundo
sofre amargamente esta inconseqüência
respira menos a cada segundo
sufocada por tamanha violência
Uma árvore a menos não faz falta
mas lentamente se perde a mata
onde está a sabedoria humana
que agem de uma forma tão insana
Não se constrói uma floresta em um dia
é preciso se conscientizar
preservar o pulmão do mundo é um dever
o mundo precisa respirar
Célia Jardim

Mata Atlântica
Augusta Schimidt
Mata Atlântica,
Pedaços verdes de um país gigante
Amostras preciosas de rara beleza,
Santuário de vida
Orgulho do coração
Deste Brasil irmão.
No inicio da colonização
A Mata Atlântica cobria
Um grande pedaço de chão.
De norte a sul
Do litoral ao interior
Exuberantes montanhas
Enfeitavam a nossa costa
Com suas belas e frondosas arvores
E quem por aqui passava
Não mais se afastava.
Veio a ocupação,
O progresso chegou
Muita cana e café se plantou,
Pastagens e cidades se formou.
Hoje,
Da Mata Atlântica original
Vê-se cadeias de montanhas
Abrigando cascatas cristalinas
Cujas águas dançarinas
Mergulham nos rios do litoral.
Mata Atlântica,
Bela, Suntuosa,
Com suas bromélias e orquídeas
Samambaias e palmeiras,
Floresta majestosa
Abrigo dos animais.
Augusta Schimidt
05/07/04
15.hs
Do livro Ciências, Geografia e Magia

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