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LISTA DOS
PARTICIPANTES
Estação Veracel HISTÓRIA
1961
As áreas denominadas Tucundupi, São Miguel e Imbiruçu de Dentro,
no Extremo sul da Bahia, são adquiridas por Iva Lee Hartman, dando
origem à Fazenda Americana, com 12.000ha.
1964
A Fazenda Americana é invadida por posseiros.
1973
Com o asfaltamento da BR 101 e da BR 367, intensifica-se o
desmatamento na região.
1977
Flonibra faz inventário florestal da área adquirida.
1978
Flonibra efetua corte seletivo de
aproximadamente 1.000 ha de florestas próximas à estrada.
1984
As áreas de Imbiruçu de Dentro e São Miguel são invadidas e
destruídas por posseiros. Iva Hartman perde parte das terras.
1989
Flonibra é incorporada à Cenibra.
1990
Cenibra vende as terras para a Floresta Rio Doce – FRD.
1992
FRD vende a Fazenda Americana para a Veracruz Florestal, hoje
Veracel Celulose.
1994
Veracel cria a Estação Veracel e inicia a implantação de
infra-estrutura para visitação.
1994 a 1997
Pesquisas sobre a fauna e a flora da região são realizadas por
especialistas.
1997
Início do Programa de Ecoturismo.
1998
Estação Veracel é reconhecida pelo Ibama como
RPPN.
1999
Estação Veracel é reconhecida pela Unesco como Sítio do Patrimônio
Mundial Natural (sPMn).
Estação Veracel FLORA
Estação Veracel está inserida em uma das regiões
de maior diversidade de plantas arbóreas do planeta, onde estudos
comprovaram um número recorde de espécies arbóreas - 450 espécies
por hectare. A região já foi chamada de “hiléia baiana” já que,
paralelamente aos elementos típicos da Mata Atlântica, apresenta
espécies com características da floresta amazônica.
Na região, sobrevivem várias espécies raras e ameaçadas de
extinção, como o pau-brasil, o jacarandá e a maçaranduba, além de
uma grande variedade de orquídeas, filodendros, palmeiras e
bromélias.
A fisionomia geral da vegetação da Estação Veracel é homogênea,
ainda que se destaquem quatro diferentes formações: florestas de
tabuleiro, matas de galeria e, em menor escala, as mussunungas e os
brejos.
As florestas de tabuleiro são assim chamadas porque ocorrem nos
platôs. Na comparação com outras formações de matas neotropicais,
apresentam elevada diversidade de espécies e densidade de lianas.
Ocupam quase metade da área da Estação (49,7%), com concentrações
de floresta praticamente virgens, com árvores centenárias de
pau-brasil (Caesalpinia echinata) e jacarandá (Dalbergia
nigra).
Já as matas de galeria são formações típicas dos vales que
entrecortam os tabuleiros. Entre as espécies típicas deste sistema
sobressaem o jatobá (Hymenaea rubriflora) e a juçara (Euterpe
edulis). A mata de galeria primária responde por 26% (ou 1.566
hectares) da área total da reserva.
A mussununga arbórea da Estação Veracel apresenta espécies como a
carobinha Jacaranda obovata), o ipê-branco (Tabebuia roseo-alba)
e a samambaia (Pteridium aquilinum).
Veja a tabela
Intensidade de Ocorrência
INTENSIDADE DE
OCORRÊNCIA DE ESPÉCIES VEGETAIS NA ESTAÇÃO VERACEL
|
Tipologia vegetal |
Sigla |
Área Total(ha) |
Percentual da Área total % |
| Floresta de Tabuleiro Primária |
FTP |
2.994,49 |
49,34 |
| Mata de Galeria Primária |
MGP |
1.565,60 |
25,80 |
| Floresta de Tabuleiro em Estágio Avançado |
FTA |
736,70 |
12,14 |
| Mata de Galeria em Estágio Avançado |
MGA |
6,66 |
0,11 |
| Floresta de Tabuleiro em Estágio Médio |
FTM |
458,50 |
7,55 |
| Mata de Galeria em Estágio Médio |
MGM |
1,52 |
0,03 |
| Floresta de Tabuleiro em Estágio Inicial |
FTI |
76,60 |
1,26 |
| Mata de Galeria em Estágio Inicial |
MGI |
0,02 |
- |
| Mussununga Arbórea |
MUA |
146,8 |
2,42 |
| Mussununga Degradada |
MUD |
9,09 |
0,15 |
| Áreas de Agricultura e Pecuária |
APE |
0,05 |
- |
| Brejos |
BRE |
28,7 |
0,046 |
| Área de Influência de Incêndios |
AII |
10,96 |
0,18 |
| Áreas Antropizadas |
AAN |
33,94 |
0,56 |
| TOTAL |
Créditos fonte geradora
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