SUPER-HUMANIZAR
Quero falar do lado coisa do ser, não a dita poeticamente, mas na medida em que graças a ela consiste na relação de uma sensibilidade do ser na existência real. O sentir não é um objeto, mas sim a capacidade interior, não esquecendo da outra metade do pensamento, que é de dispersar a unidade, remetê-lá ao múltiplo, conjurando a hipóstase moral de cada Um.
A verdade é paradoxal; ela é pragmática. Façamos o Ser pensante, pensar com todo seu peso interior, sobre cada um dos pólos de sua íntima contrariedade dos fatos, vamos com ela aos dois extremos de sua opugnância!
A preciosidade aguça as vertentes opostas da verdade que advém, pela e na coincidência afilada dos acontecimentos.
Repratiemos no SER os oxímoros divinos, que a ele pertencem: a nossa responsabilidade de super-humanizar este Universo em que vivemos!
"Na verdade, nossas vidas passam por várias vidas...
A travessura do Mundo, brilha nesta manhã, dentro do meu Ser, ainda, nesta vida!"
Efigênia Coutinho
Janeiro de 2005