OUSADIA PARA SER FELIZ
Efigênia Coutinho (Mallemont)
Por ser sempre um assunto de debate, deixo meus pensamentos sobre : FELICIDADE, claro que daria para escrever um livro, mas se tornaria cansativo, darei pinceladas sobre este sentimento milenar que todos desejamos sentir! Simplificando: tudo o que se procura se esconde atrás do ego. Andar até este, é tão difícil quanto viajar para Londres no inverno, sem impregnar-se de umidade.
No entanto, uma força misteriosa atrai todo ser vivente para está tal Felicidade! Sempre estamos tentando aspirar livrar-se do duplo de si mesmo e encontrar sua unidade mais plena num outro. É o que eu chamo de amor.
Pelo âmago de nossa alma, reside essa irresistível vontade de escancarar a verdade a respeito de si mesmo, ainda que esta luz queime olhos alheios. Mas somente nos, tidos como loucos conseguimos, pois não arcamos com o peso desse intricado labirinto de conveniências sociais que vão das relações de parentesco às promoções profissionais. Não correm atrás de suas máscaras. Ousam extrapolar o conceito. E se abraçassem a lógica formal diriam que a razão é a imperfeição da inteligência.
Temos um grande exemplo, o jovem Francisco despiu-se e partiu resoluto ao encontro de si mesmo naquele Outro que o habitava. Ficou nu para agasalhar-se por dentro. Mas, hoje, somos invadidos por toda essa gama de coisas estranhas a nós mesmos – mercadorias supérfluas, grifes, status, parafernália eletrônica - e que, entretanto, julgamos tão familiares, e até necessárias.
Tenha certeza, a vida tem gosto de uva: tão doce, sempre breve e acarolada, deixa sede. Mesmo quando se mergulha do outro lado de si mesmo. No momento que você se livra de convenções, está a um passo deste encontro magnífico com a Tua real felicidade, você experimentará o sabor do êxtase, e descobrirá que é uma virtude da inteligência.
Efigênia Mallemont Balneário Camboriú - 2004