Tempestade


Por essa pupila luzente e molhada,
um enigma sacro soberbo de ternura,
vem pela ampla noite de gozo e loucura
estende-se, quente e perfumada.

É por onde ansioso olhar alucinado,
embebe-se da noite espessa,
rompendo dela uma voz em cruz,
chega murmurando cânticos de Luz.

Parece a voz dos Anjos, com teu olhar
falando, murmuras sonhos a completar,
contando todas as histórias de Amores.

E chegas por ela, qual divindade sorrindo,
por silfos de sonhos de volúpia, ao enredo
duma Tempestade de Risos e Lágrimas!

Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
Agosto 2007


 

 

 


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Sala de Poetas
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