SONETO À PRIMAVERA


Serpenteando por águas cristalinas
vai esta breve paixão pelo rio longo,
coração perturbado em chamas sibilinas...
Vai adentrar a sua alma no céu oblongo.

O meu olhar reduz-se à sua ternura,
reduz-se a uma pupila cheia de meiguice,
e desliza no rio cheio de verdura
auscultando o concerto de Afrodite.

Sussurrando gemidos no escuro,
o gozo da loucura torna-o formoso
e o rio é perturbado no percurso
pelo esto arrebatado e fogoso.

Só a ara traz prazer e sedução
na bela Primavera da emoção.


Efigênia Mallemont (Coutinho)
05.09.2003


 

 

 


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