Nunca direi: te amo!
ainda que preciso
seja.
Escuta, pois, a canção
que faz arder meu
coração...
Nos extremos a
orquestra muda
regida por meus sonhos
e desejos;
no limiar, a partitura
ainda é a mesma
que descobriste
escrita em minha pele.
Meus sonhos prosseguem
em sustenidos
enquanto os desejos
corroem-me a carne.
E eu só queria
arranhar pautas em tua
pele
e soprar teu falo
como se este fora a
frauta de Pan!
Talvez haja alguma
significância em
dizer-te:
Te Quero Homem!
Mas
tudo já foi dito e
repetido...
Dizer mais é puro
desperdício.
Maria
Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
2000