HUMANIZAR O MUNDO


Caminhando na contramão
apenas uma fieira de vida,
é o tempo entre uma palavra
nua e a próxima, revirada!

Como negociar o grande
jogo da vida ? O jogo da
disjunção, elo de vida
cheio de contrariedades?

Conto com a lira que sabe
acompanhar e retesar
mantendo os antípodas
numa contrariedade paroxizada.

A certeza é paradoxal;
a verdade é pragmática
vamos com ela a dois
extremos da opugnância.

Aguçam vertentes opostas
que advêm pela coincidência
afilada por sua adversidade.
Repatriemos os oximoros...

No verso e reverso do mundo
ao homem pertence a
responsabilidade poética de
super-humanizar o mundo!


Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
Junho 2008


 

 

 


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