MÃE

Para, Marcela, Marianne e Moacyr
(meus filhos)



Na mocidade, quase toda mulher dada
a divagação e a indefinido anseio,
idealiza um esposo e um lindo ninho cheio
dos encantos que traz a gente pequenina!

Não fazendo exceção as normas da vida,
lembro-me, também tive este doce sobressalto,
o inquieto devaneio do instinto mulher
em ser Mãe, nossa suprema sina vivida!

Mas eu, que tal missão ousaria merecer,
a fim de transfundir a seiva do meu ser
noutro ser, e escutar a melodia Mamãe!


O milagre da natureza rompeu-se no interior
do meu ventre qual três sementes em terra
fértil, me fazendo MÃE neste Paraíso superior...


Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
MAIO


 

 

 


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Sala de Poetas
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2008

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