Natureza
Efrigênia
Coutinho
Natureza
tem
sonho
da
Eternidade
Lá
longe,
onde
o
clarão
deste
sol
acende
Imenso
astro
constante
que
nos
depende
A
natureza
toda
sua
imensidade.
Fausto
embelezamento
humanidade
destes
que
te
agridem,
e
que
te
ofende.
Suplica
o
coração,
que
o
sonho
se
rende
Envia,
Anjos,
Arcanjo
em
solidariedade.
Oprime,
flagelada
toda
a
natureza
em
coro
definhando
lhe
clama
implora
Sentimentos
realeza
desta
nobreza.
Natureza,beleza,
ninguém
ignora
Minha
mais
pura
oblata,
de
ti
carece
Ousando
sublimar-te,
tu
me
enobrece.
Outubro
2009
Balneário
Camboriú

Natureza
Vânia
Moreira
Diniz
Vivi
sempre
cercada
de
pedra,
Asfalto
foi
a
minha
poesia,
Mas
a
natureza
é
como
a
palavra,
Muita
beleza
sempre
eu
veria.
Amo
as
flores
tão
lindas
e
delicadas,
Que
encerram
mistérios
sem
par,
Suas
cercanias
serão
sempre
visitadas,
E
por
vezes
o
encanto
me
deixa
sem
ar.
Os
passarinhos
gorjeiam
em
alegria,
Pequeninos
e
tão
cheios
de
histórias,
Quando
o
canto
silencia
dá
melancolia,
E
sua
liberdade
é
sempre
uma
vitória.
As
árvores
são
troncos
poderosos,
Protetores
carregam
tradição,
Indicam
vigor
e
potência
maravilhosos,
E
inspiram
logo
uma
canção.
O
sol
com
seu
brilho
entorpece,
De
tanta
beleza
reflete
fulgor,
Seu
calor
agradavelmente
aquece,
E
olhando
não
sabemos
a
cor.
O
céu
,
as
estrelas
e
a
lua,
Encanto
o
mais
fascinante,
Formosura
de
veemência
crua,
Que
sempre
achei
deslumbrante.
Não
há
palavras
para
tanta
pujança,
Seu
nome
sempre
será
natureza,
Criatividade
que
Deus
onipotente
lança,
Cada
dia
com
mais
e
maior
certeza.
Ter
em
volta
a
natureza
já
é
viver,
Encontro
em
cada
canto
uma
efusão,
E
mesmo
na
certeza
absoluta
do
morrer,
Caminho
pela
rica
estrada
com
paixão.
Vânia
Moreira
Diniz

A
Florbela
Espanca
(singela
homenagem)
(minha
Madrinha
Poética,
musa
inspiradora,
Mestre
da
Poesia
Portuguesa)
Feliz
agora
de
te
cuidar
em
“Flor”
Viçosa,
só,
atormentada
e
bela
Embalar-te
no
meu
colo
com
amor
como
filha
à
mãe
no
colo
dela.
Rua
das
Flores,
Chiado,
descendente
Sorvo
teu
choro
de
amor,
desesperada
Sentada
aqui,
neste
sol
poente
Conto-te
a
vida,
dura
e
marejada.
És
rio
das
palavras
que
percorro
Que
bebo,
em
enleios
de
magia
Suaves
e
cruéis
esgares
dum
povo
P’ra
mim,
a
heróica,
a
peregrina
Inspiradora
musa
em
movimento
Charneca
em
mágoas,
fonte
cristalina.
Manuela
Silva
Neves
Portugal,
Lisboa,
21
Setembro
2007

PREITO
Á
NATUREZA
Humberto
Rodrigues
Neto
Ah...
Natureza!
Que
cruel
regime
te
impõe
o
homem,
perdulário
e
ateu!
Agride
fauna
e
flora,
alheio
ao
crime
de
estragar
o
que
Deus
nos
concedeu!
O
ar,
o
sol,
o
azul
que
esmalta
o
espaço,
o
homem
faz
réus
de
equívocos
critérios;
enche
os
céus
desse
trágico
bagaço
de
pós
mortais
e
gases
deletérios!
Quando
se
rouba
à
mata
a
ave
inocente
e
polui-se
a
mercúrio
a
água
dos
rios,
é
nessas
horas
que
o
Senhor
pressente
o
quanto
somos
maus
e
somos
frios!
Da
árvore
que
estala,
vindo
ao
chão,
evola-se
um
lamento
ao
infinito,
mas
não
o
ouve
o
autor
da
infanda
ação,
pois
só
Deus
é
capaz
de
ouvir
tal
grito!
Natureza:
viemos
de
outras
plagas
pra
crescer
nos
reencarnes
sucessivos,
mas
te
enchemos
de
pústulas
e
chagas,
inda
presos
a
instintos
primitivos!
Falhos
que
somos
desde
os
cromossomos,
de
nós
tirai,
Senhor,
machado
e
serra;
lembrai-nos
que,
afinal,
nada
mais
somos
que
meros
forasteiros
sobre
a
Terra!

CATACLISMO
Antonio
dos
Anjos
Diante
das
proibições
impostas
E
das
acusações
brancas
enviadas
Do
remetente
a
mim
como
destinatário
Deixam-me
certo
até
onde
poderei
chegar,
Talvez
na
linha
branca
do
raciocínio
Haja
um
aclive
de
idéias
E
um
declive
de
interpretações.
Mesmo
assim
me
esquivo
Das
blasfêmias
inocentes
pronunciadas
E
me
debruço
na
janela
da
transparência
Que
me
julga
sem
provas
E
me
joga
na
masmorra
da
dúvida
Se
eu
pulo
ou
não
nos
braços
do
amor.
Autor:
Antonio
dos
Anjos
02
de
outubro
de
2009.

SINTO
DEUS
EM
A
NATUREZA
Sá
de
Freitas
Eu
sinto
Deus
aqui
entre
essas
cores,
Da
mata,
das
colinas,
da
pastagem;
No
sopro
morno
da
gostosa
aragem
E
na
cascata
com
os
seus
rumores.
Eu
sinto
Deus
nos
pássaros,
nas
flores,
Nas
plantações,
na
terra,
na
folhagem,
Em
qualquer
uivo
de
um
animal
selvagem,
E
mesmo
até
nos
simples
roedores.
Vejo
o
Poder
do
Criador
Divino,
Desde
o
inseto
humilde
e
pequenino,
Até
ao
azul
do
céu
que
não
tem
fim.
Então
me
ajoelho
e,
como
nunca,
crendo,
Faço
uma
prece
e
vou
Lhe
agradecendo,
E
aí
O
sinto
bem
perto
de
mim.

NATUREZA
Susana
Custódio
Na
sombra
das
matas,
do
sol
me
aquieto
Os
tons
que
vejo
são
mais
de
mil
Embrenhada
na
Natureza
me
completo
Olhando
o
céu
de
cor
anil
Perante
esta
vastidão
me
inquieto
Amo
as
cores
da
Primavera
em
Abril
O
mundo
parece
um
jardim
secreto
Ver
que
o
destroem
me
faz
sentir
débil
Quão
mal
tratada
és
Natureza
Há
muito
que
se
ouvem
os
teus
ais
Evocas
ao
mostrares
a
tua
grandeza
E
moribunda,
vais
pedindo
amor
e
atenção
Eu,
só,
impotente,
fico
com
a
certeza
Que
tu
natureza
estás
em
constante
aflição
05
de
Outubro
de
2009
Portugal
–
Sintra

ÁGUA
VIDA
Germano
Gonçalves.
A
água
vem
da
fonte,
está
nos
Deuses
aos
montes
Água
como
semente,
água
que
alimenta.
Os
corpos
da
gente
sem
água
somos
mortos.
Água
instrumento
de
fé.
Lava
o
pecado
do
homem
e
todos
os
irmãos.
Tornando-os
cristão,
banhando
os
pés.
Água
segredo
da
vida.
A
água
é
bela
vem
do
céu
abençoa
a
terra.
Água
que
flui
nas
cachoeiras
Água
que
jorra
na
praça
da
bandeira
Jorra
aos
montes
fenômeno
mirabolante.
Vem
da
chuva
está
no
mar
e
no
rio
Cessa
a
sede
nos
enche
de
brio
Infinita
e
eterna
tua
beleza.
É
natureza
.

PERDA
E
ABANDONO
calypso
thereza
escobar
negligencio
a
natureza,sou
agregada
incapaz
todo
meu
oportuno
despreza
e
odeia
o
capaz,
todas
as
fôrças
aprisionadas
me
reduzem
ao
nada
e
nada
transforma
a
angústia
que
vozeia
o
ego
em
camada.
o
grito
não
cala,nem
é
questão
de
amar,se
perda
de
amor
abafado
lançou
ao
espaço,sonhos,
visóes
e
os
tornou
infeliz,
depositei
e
saí
estraçalhada
das
idéias,não
sei
descrever,agora,
se
loucura
furiosa
trará
a
arte
da
educação,o
dó
da
situação.
misturo
uma
despedida
com
as
tralhas
de
angústia,da
fala
sem
som
nenhum
gesto
feito
me
leva
estender
as
mãos
e
anunciar
a
morte
da
pretensa
poeta,tola
viajante
que
não
quer
recuperar
seu
retorno
a
humanidade!
calypso
thereza
escobar

SIMPLES
HUMANO
MORTAL
(comunhão
com
a
natureza)
ALEXA
WOLF
Até
à
ponta
do
cabo
caminhei
E
durante
bastante
tempo,
Ali
fiquei,
E
sonhei!
Estava
anestesiada
com
tanta
beleza
Sentindo
em
mim,
Toda
a
força
da
natureza,
Olhei
para
baixo
Fechei
os
olhos
E
senti-me
saltar,
Não
sei
bem
porquê!
Como
por
magia
Ou
divina
poesia,
Meus
braços
eram
asas
Meus
dedos
penas
longas
Olhei
o
horizonte.
Como
era
bom
rasgar
o
vento
Atravessar
o
laranja
do
pôr
do
sol
Furar
as
nuvens
brancas
Sentir
salpicos
de
água
De
um
mar
verde
prata.
E
voei,
voei...
Alegremente
Como
uma
andorinha...
Mas
gritava,
gritava
Oh
que
cabeça
a
minha
Neste
encanto
do
voo
de
ida
e
volta
Não
vi...
Que
eu
era...:
UMA
GAIVOTA!
Uma
gaivota
linda
Com
penas
cor
de
nuvem
Nas
patas
e
no
bico
Eu
roubara
o
laranja
ao
sol
E
às
asas
acrescentei
A
prata
Que
do
mar
encontrei.
Porém:
Vozes
inocentes,
Límpidas,
Cristalinas
Chamaram
por
mim...
Aterro
num
voo
planado
Sinto
os
pés
em
chão
firme
E
dou
por
mim
a
sorrir.
Olho
em
redor
Vejo
crianças
Um
homem
sorridente
E
reconheço...
Regresso
à
minha
família
Como
simples
humano
mortal!
ALEXA
WOLF
Venha
participar, convide seus
amigos!
avspe.academia@gmail.com