
Templo de amantes
Eugénio de Sá
A natureza e eu, binómio antigo
Que me não canso de ver renovado
E sempre dou comigo deslumbrado
P’las ternas sensações do seu abrigo
É um campo que ondula à suave brisa
Pejado de papoilas escarlates
São as nobrezas dos arbóreos mates
Das belas folhas que o orvalho alisa
E se aos sentidos isto não bastasse
Inda os gorgeios de aves esfusiantes
Me faz querer que o tempo ali parasse
Por isso a natureza é templo de amantes
Como se nela o amor se sublimasse
No casto respirar dos ares purificantes
Bogotá, Colombia
Outubro de 2009
Reflexión Natural
Victória Aristizábal
Reflexionando sobre la vida incierta
Cómo se observa la naturaleza muerta…
No mas florecen las rosas románticamente
Cuando la tarde muere en cálido sosiego
Gime el viento en su oración de ruego
Pidiendo de nuevo la vida arborescente
En trémolo de angustia la Natura llora
En su ruinosa soledad del pasado añora
Todo el verdor que latía en sus entrañas
Como los picos de la sierra opalescente
donde el aire y el agua fluían fuertemente
Y la aurora y rocío de todas las mañanas
Los paisajes son lienzos muy borrosos
Que yacen con tristeza entre colosos
De cemento, de vidrio, y de metal
El poder económico como argumento
Ante cuerpos que respiran con lamento
para una tecnología y ciencia demencial
Bogotá, Colombia
Outubro de 2009
O Esplendor da Natureza
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)
Como são singelas as cores da natureza
no seu exuberante esplendor matinal
as rosas nascem a sorrir com delicadeza
mas, com a falta do oxigênio, morrem no final.
As estações são perfeitas em suas cores
O Criador assim o fez, escolhendo seus matizes
mas a ambição e a destruição humana gera dores
queimando o que há de mais belo pela raiz.
A dor maior é ouvir o grito da vitória
o homem serrando a árvore com bravura
com seu prazer doentio, findando uma história,
e a natureza vive numa constante paúra.
Temos lindo lagos para encher de peixes
Mas é poluído que nem o fundo se ver
é por conta da ambição, não se queixes
temos jogo de cintura para sobreviver.
Se assim continuar, vamos nos afogar
Sofrendo, chorando no mar da desilusão,
Sem possibilidades até de dialogar,
Será o fim do planeta, morre seu coração!
Fortaleza, 05 de outubro de 2009
Às 23h22min
A FORÇA DA NATUREZA
Marcial Salaverry
A força da Natureza,
se manifesta, ora com suave beleza,
como no desabrochar de uma flor,
no nascimento de um animal...
ou então deixando-nos extasiados,
com o espetáculo sem igual
do nascer ou o por do sol...
A maravilhosa beleza
que encontramos em uma noite de luar...
Coisas da Natureza...
as estrelas e sua beleza sem par...
O movimento das marés,
subjugados à força lunar...
As plantas, crescendo lindas e viçosas,
as árvores, com sua sombra benfazeja,
e também dando-nos frutas gostosas...
Também quando fica enraivecida,
provocando tempestades, furacões,
tornados, raios e trovões...
é um espetáculo belo,
perigosamente belo...
A lava que escorre quando da explosão
de ira da Mãe-Terra, pela boca de um vulcão...
Belo... terrivelmente belo...
Temos que saber ver a Natureza,
em sua inexcedível beleza...
Seja quando na suave tranquilidade
de uma romantica noite de luar,
seja na furia de uma tempestade,
que nos obriga a um abrigo procurar...
Seja na beleza incrível de um pico nevado,
seja na fúria incontrolável de um vulcão,
quando ocorre sua erupção...
Sempre fico mirando extasiado,
todas as manifestações da Mãe-Natureza,
perco-me na contemplação de sua beleza...
e me ponho a devanear...
e com o amor a sonhar...
Marcial Salaverry
A cigarra
Estranho e singular destino o teu!
Um canto que soluça ou que gargalha!
Um corpo que se rompe e se estraçalha,
Em holocausto ao filho que nasceu.
Que é lagarta já, dentro do chão,
Que irá crescendo e irá se evoluindo
E outra cigarra, então, irá surgindo
Para cantar no ermo, em solidão...
Depois... A mesma estória... o mesmo fim!
As notas que modulam, qual clarim,
Prenunciando a morte que vem vindo...
Em vão ao tronco do arvoredo agarras.
És como as cordas de frágeis guitarras
Que, a um simples percutir, vão se partindo!...
Antonio Lycério Pompeo de Barros
(Brasília – DF)
Renovo no cerrado
Alegria! Renovo no cerrado!
Pois o céu derramou divino pranto,
Despertando na terra, por encanto,
As sementes das flores do passado...
As mangueiras florindo, lado a lado,
Pequizeiros viçando em todo canto,
Passarinhos cantando no recanto...
O cajueiro florido, o chão molhado.
De alegria, o cerrado se ilumina,
verdejando a lixeira retorcida,
Revivendo os terrenos já crestados!
Vida nova, que o tempo descortina,
Devolvendo, ao cerrado, força e vida,
Renovando seus campos calcinados!
Edir Pina de Barros
Cuiabá (MT)
TERRA MÁGICA
Ana da Cruz
Pôr-do-sol, ar puro, onde a natureza jaz natureza.
Dezenas de milhares de pássaros,
entre garças, tuiuiús, colhereiros, taimãs, parcos,
inhumas, gaviões, baguaris, biguás e cafezinhos...
Ao contrário do resto do mundo,
impossível é não ouvir seus cantos,
misturados numa sinfonia de vida.
De um décuplo ecossistema,
surgem vários pantanais,
onde até as inundações são imprevisíveis.
Décadas marcam suas enchentes e secas.
Rio Negro, Corumbá...
E Deus, pela planície inundada
faz do Paraguai um Nilo.
Os peixes pintados, surubis, barbados, curimatãs
vivem entre aguapés coloridos
e flores que brotam onde o lôdo é branco.
São lagoas e baías, doces e salgadas,
multiformes e multicoloridas.
Dava para pintar uma aquarela!
As onças, morcegos, capivaras, guatis,
tamanduás, tatus, veados, emas...
ainda sobrevivem junto com os bugios
(que namoram enquanto batem palmas).
Piranhas, sucuris e o homem: cheiro da morte.
O homem que devia ser o guardião do meio ambiente,
seu melhor amigo na sobrevivência,
é seu maior predador.
Devia aprender a valorizar a vida
com as jacuíras e jacarés:
as jacuíras são precavidas
e imitam o canto de outros pássaros,
para sua extinção não ser consumada;
os jacarés nem respiram,
fingem-se de mortos, tentando sobreviver
sob o sol que os protege.
Quem sabe, seguir as lições do boi de piranha,
que, mesmo doente, dá a vida por outras vidas.
Devia perceber que a natureza luta pela vida
e ele, que faz parte da natureza,
devia preservar a terra quietude,
"placenta de mundo".
E o homem simples continua
dando as lições de sobrevivência
que os 'cultos' insistem em ignorar.
Minha homenagem Ao Pantanal de Mato Grosso, escrita em 1994,
publicada em "Ao Meu Amor", 1997. Mazza Edições. Edição Esgotada.
LLUVIA
Ana María Zacagnino
Gotas mil, gotas que vuelan,
de algo mas bajo que el cielo.
Y en la mitad de su vuelo,
casi todas van al mar.
¡cuántas gotas! muchas de ellas,
se han posado en mi ventana.
Y ya que el blancuzco mármol,
encuéntrase a la intemperie,
tórnase mas suave y tenue,
cuando el agua clara va.
¿Acaso sabes que forman
todas esas gotas juntas?
Lo sabe la ciencia humana,
lo sabe el niño que estudia,
ésas gotas forman juntas,
bueno está, que juntas forman
entre todas...¡una
lluvia!
Ana María Zacagnino
Libro Mis Versos
Argentina -Buenos Aires
DIVINO ESPELHO
Carmo Vasconcelos
Langorosa, em sossego a meditar,
Entre os tons multicor da natureza,
Aguardo que me abrace essa beleza
E venha a doce musa me beijar.
A brisa vem tocar-me de mansinho,
Sussurros de águas calmas me entontecem,
Visões do paraíso me adormecem;
E em sonhos, vem poesia pelo caminho.
A levitar plos céus da mansidão,
Me inspiro dentro do Divino espelho,
Extasiada plas cores da Criação!
E é vergada ao fulgor dessa estesia,
Que ante a celeste pintura eu me ajoelho,
E em prece vou bordando a poesia!
03/Novº/2007
In E-Book “Sonetos Escolhidos II”/ed. 2009
http://carmovasconcelosf.spaces.live.com
Primavera
Arlete Piedade
Em cada primavera a natureza inteira renasce
Os caules tenros emergem na manhã reluzente
Névoas se dissipam aos raios do sol que nasce
E fios de água fresca brotam de cada nascente
Pelos ares, avezinhas se entrecruzam, chilreando
Em alegres revoadas que enchem de alegria o céu
Pelos caminhos, pares de namorados se beijando
Lembram ao universo, que o amor nunca morreu
Mesmo que a terra inteira agredida trema e aqueça
E nos mares as águas subam e as margens inundem
A nossa mãe natureza pede que ninguém a esqueça
Para que nossos filhos tenham firme a sua fortaleza
É preciso que todos juntos lutem e as coisas mudem
Para que cada nova primavera a purifique e fortaleça!.
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