
QUATRO ESTAÇÕES
Fahed Daher ®
“Se as saudades de tudo te povoam a alma
talvez o inverno se aproxima agora...”
Oh! Primavera. Oh! Doce primavera
do sol, da luz, do sonho, da quimera,
quando a alma resplandece e voa na procura
de algo inatingível, preso na aventura
entre chorar e rir, mas sempre triunfante.
Depois chega o verão e cresta nossa pele.
O sol a pino, o fogo da realidade,
a sombra é pouca, o pó, e já o suor invade
os olhos e ha um ardor onde não há o que gele...
Tudo se queima, tudo se incendeia em luz.
Ah! Quando o outono chega e as folhas emurchecem
e o vento muda o rumo, o sol posto no ocaso,
com apenas as cores, não aquecem
na mesma intensidade.
Um misto de saudade e de ventura
perpassa nossa mente já sentida
da alegria e da loucura
de querer vencer, vencer! Vencer!
A folha murcha, a pele se resseca,
é o momento da busca do repouso.
A natureza manda envelhecer
embora a vida nunca envelheça.,
Da natureza ordena sempre renascer,
posto que o tempo, implacável, sempre espera
que o inverno frio e descorado
abra as cortinas para a primavera.
13.03.98 - 18 horas
Pres. Da Academia de Letras Centro – Norte do Paraná (Apucarana)
Academia de Letras de Londrina – Centro de Letras do Paraná
Patrono Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores
Elos Club de Londrina - Soc. Brasileira de Médicos Escritores

NATUREZA EM PRANTO...
There Válio
Chuvas torrenciais inundam o planeta
Devastando e sulcando a terra.
O sol belo e formoso,
Já quase nem mais aparece!
Sequelas da devastação desenfreada,
Castigam a terra com ventos e tempestades,
Seus mares em fúria invadem as praias,
Tsunamis arrasam cidades...
Natureza e humanidade choram juntas
Pela perda das belezas altaneiras...
Flores lindas, perfumadas, coloridas,
Cujo néctar sustentava belos pássaros!
Mas ainda resta um pouco de esperança...
O sol amigo e criador aquece a vida,
E se renova a fé e a alegria...
De um novo dia renascer... sanando as dores!
Pilar do Sul-SP. -14-10-2009

Meu desabafo - SOS urgente!
Jussára C Godinho
Estou doente e tão carente
Minha condição é deprimente
Meu verde cheira queimado
O meu galho foi cortado
E não dá mais pra quebrar o galho
O pássaro no chão caído
O celeste azul destruído
O imenso mar poluído
O extinto animal ferido
Meu ar está asfixiado
O clima muito abafado
Quase tudo está acabado
O homem está demente
Não há mais selva, nem serpente
O mundo está tão diferente
Acabaram com o ser vivente
Trocaram tudo por cimento
Agora restou apenas o lamento
Pelo mau comportamento
Pra que tanto experimento
Sem nenhum comprometimento
E sem o menor sentimento?
O homem chegou sorrateiro
Pensou só em ganhar dinheiro
E está destruindo-me por inteiro
Eu sou a Natureza!
E estou agonizando
A fumaça me sufocando
O lixo me enterrando
De piedade estou precisando
Ou será que é a Humanidade
que de mim está necessitando?
Eu estou morrendo
E o Homem sofrendo
Com seu ato horrendo
Ele foi me vencendo
E eu desconhecendo
Sua falta de pudor
Agora peço com clamor
Ajuda-me, por favor!
Antes que seja tarde
Não seja covarde
E tente entender
A Vida precisa viver!
Jussára C Godinho - Ju Virginiana
AS QUATRO ESTAÇÕES.
Vera Salbego
Deus criou as quatro estações
Para que o homem
Aproveitasse todos os momentos da vida.
O verão para saborear o sol
E a natureza com toda sua essência.
A primavera para olhar e sentir
Os aromas da natureza.
Com todo seu esplendor.
Sua majestade em flor.
No outono as folhas caindo
E a gente sentindo na pele
O ventinho que vem de mansinho.
E os dias que vão escurecendo mais cedinho.
Chega o inverno.
Que Deus criou para o homem
Voltar-se mais para junto da família.
Do aconchego do lar.
Para interiorizar-se.
Buscar no intimo de cada ser.
A reflexão de si mesmo.
E poder continuar assim.
A caminhar e viver junto às quatro estações do ano.
CAMPOS
Vera Salbego
As vacas mugem nos campos
Os quero-queros cantam
E os meninos sorriem
Ao amanhecer na fazenda.
O dia passa voando
E os meninos correm no gramado
Brincando, brincadeiras infantis.
O sol reflete seus raios
As flores nos jardins
Trazem seus coloridos.
Colorindo assim a vida
Daquela gente.
Entre as vacas no campo
E os quero-queros que cantam
Trazendo sinfonia a nossa existência.
Natureza
Julia Parreira
Natureza outrora
Bela exuberante,
Verde, iluminada,
Trazia as cores
Do arco íris.
E nas águas,
Todas as vidas
Do Universo.
Hoje, pela mão
Do homem transformada,
Quase sem vida,
Inanimada, desfolhada,
Desaguada, soluçante
Pede socorro,
Para que o amanhã
Seja florido,
Belo e verdejante.
13/10/09
A GRANDE MÃE
Itana Goulart
A Natureza nos tem alertado,
que precisamos dela cuidar,
recados ela tem enviado,
mas ninguém vê, nem quer escutar.
Somos poucos, é verdade
porém podemos lutar
pois como poetas que somos,
salvá-la podemos tentar.
Através de nossos versos
um alerta podemos dar...
A Mãe Natureza,
com certeza nos agradecerá!
PerfumedeMulher™
RJ,22/08/2009
APOCALIPSE
Myria do Egito Souza
Que há de restar
se sol sumir dentro
de sombras
odientas?
Que haverá
se os que ficarem
sucumbirem
atônitos?
Cogumelos venenosos
nos céus apocalípticos
apagam luzes.
Arvores carpideiras
e mares soluçantes,
arautos do fim.
Liberdade é o segredo da natureza
Marina Mazzoni
Já pensei que caminhar no campo
Era sonho
Já imaginei que nadar no lago
Era ópio...
Que nem gazela sem rumo
Que nem papoula enebriando
Sem fim
Agora penso que ser livre
É respirar no campo
Nadar no mato...
Que não se preserva árvore
Sem liberar homens...
É tudo uma coisa só
Gente e árvore
Campo e bicho
O desafio da lei
É ser fora da lei.
Sem regras, sem tempo
Quando será que
O mato vai invadir as cidades?
A MÚSICA QUE A CHUVA FAZ
Izabel Martho (29/01/2008 - 06hs31 - terça-feira)
Quer música mais bonita
Que a chuva lá fora nos beirais
Pingos grossos na janela
Pingos finos nos florais?
Quer música mais bonita
Que o chilreio dos pardais
Notas finas nos arbustos
Notas graves nos pombais?
Quer música mais bonita
Que a voz dos bem-te-vis
Sons agudos lá em cima
Sons miúdos cor de gris?
Quer música mais bonita
Que o som que o melro faz
Pequenino de seu peito
O alento que nos traz?
O Trem
Diane Mazzoni
O trem já está saindo, está soltando a sua fumaça
Soando seu apito, está partindo lá da praça.
A trupe atrasada vai correndo igual foguete
Passa o bilheteiro que pergunta: - E seu bilhete???
Meu Deus eu esqueci... E agora bilheteiro?
O trem já esta partindo... E eu não tenho tempo!
Então sai da frente com essa trupe atrapalhada.
Vocês irão descer na próxima parada!
Desse bilheteiro a gente ri, a gente afasta...
Saltando de vagão e fazendo muita graça!
Cambalhota, pirueta, gargalhada e palhaçada...
Crianças vão sorrindo para a trupe boa praça.
Upa, opa, opa! Olha só o que encontramos
Fantoches bem alegres parecidos com os humanos.
Eles pulam, eles dançam, eles brincam, eles cantam...
Fazem tudo que queremos, pois fantoches são de pano!
Olha o sacolejo, se segura minha gente!
Mas que susto eu levei o trem parou bem de repente
Estragou? Descarrilou? Ou foi o freio que travou?
Não importa, se acalmem, vejam onde o trem parou...
Estou cercado por montanhas, pedra, água, cachoeira.
Da cidade ou da roça vem de ontem, tem poeira!
Olhem para frente, como podem querer mais?
É da terra, é do ouro isso, é Minas Gerais!.
Venha
participar, convide seus
amigos!
avspe.academia@gmail.com