Devota

Al caer la tarde
cuando el febo ya declina,
con mi alma ungida de ternura y suavidad.
Me pongo a imaginar sin enfadarme 
en mi esclavitud de amor que es mi destino.

Entonces me apresuro en venerar
tu imagen y cuando mi corazón palpita,
mis labios murmuran frases de amor.

Soñar así, me da placer 
y dentro de este templo,
vibro, exulto.
Sí, devota a ti imagino
.

Efigenia Coutinho

 

 

 


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Sala de Poetas
AVSPE
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2008

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