TERNURA


Ninguém ... Ninguém sabe que canto
chorando, e a alma ascende pelas
altas esferas do Universo, e ao alto
dela, ouvem-se Arcanjos e Querubins...

Ninguém... Ninguém sabe que canto
Versos bordados a ouro e lágrimas.
Ah, minha Alma! Eis-me aos teus pés,
em prantos ao som do teu encanto...

Correm os sonhos por mares distantes
e expira o teu choro na voz do Paraíso,
calmo e puro aos meus olhos se revela,
Sendo frágil tom de noites soalheiras.

O coração almeja um céu destemido!
Olha-me, assim! De pronto, chorei por
ter nascido... Agora, olha-me assim:
com ternura, por ter-te conhecido....

Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
Abril 2006

 

 

 


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Sala de Poetas
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