LENDAS AO FUTURECER


Percorrendo densas névoas
da meia-luz duma aurora
pelas campinas de arvoredos,
aos sons florais, vi raios
erguer a prumo a se fundirem
na despedida do luar, inspirando
leve aragem em Sílfides, por onde
bamboleavam-se solene cerimonial
Por rituais de Salamandras...

Relampejo agreste, ressurgindo
de bravura quase jazida por
utopias verdadeiras, para remover
os acontecimentos de um jeito
definitivo para nunca terem que
se frustrarem diante dos ímpios.

Mas, para quem aguarda o
esplendor dum Amor que
não morre se há sanha, que
não se amedronta nas trevas.
Conservando-se jovem depois
da tempestade, para ,quem sabe,
no próximo alvorecer voar
com o coração dum Poeta
pelas lendas do Futurecer.


Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
Setembro 2008

 

 

 


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Sala de Poetas
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2008

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