A CANÇÃO DA FUTURIDADE


Tu vês as árvores, vês os pássaros, o que sucede,
os dias e as noites... Vês a primavera que retorna
sempre depois do inverno, e o outono que vem
após o estio; vês raízes, rios , nuvens, pássaros...
Com os tons mais variados e com os sons celestes!

Eu revejo enamorada o rio que me fala sempre, ainda,
sempre, de dia de noite, á luz do sol e á das estrelas;
repete aos meus olhos e aos meus ouvidos, com a água
descendo perenemente, um murmúrio que não cala nunca!
É quando o Amor canta a mais bela canção da FuturIdade.

Eu, repara tu, sou o tempo que passa, e , vindo do alto,
desço, sempre, sempre, sem nunca parar, até o levo nas
corredeiras e restituo ao mar as gotinhas das geleiras.
Porque eu nunca descanso, sou um tempo que vai
passando e que não retorna jamais ao mesmo lugar!

Às vezes quisera voltar atrás, mas em vão se resiste
ao tempo que passa, à onda que desce e, após uma
pequena paragem, também a onda rebelde e arrastada
pelas outras, que vêem depois, e desce e desce
lá, donde não se volta mais. Assim é a FuturIdade!


Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú
Julho 2008

 

 

 


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Sala de Poetas
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2008

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