VISÃO
Efigênia Coutinho
Enfadada sina, não mais me persigas;
Pare com a severa voz que murmura;
Se for a preceito do amor, ou da ternura
Não tentes domar, muito menos mitigues.
Inda meu fraco coração tu abrigas,
Mesmo conhecendo tamanho mal,não curas.
Deixa-me sozinha com minha loucura
Enfadada sina, não mais me persigas
É tua vereda, teu desígnio fartar de pejo
Tua doce alma perseguida por outra
Quão colorida nestes outros laços te vejo!
O sonho arqueja na doce visão dos agrados
Ao amor, segue, rendendo-se qual um raio
Correndo esfuziante, em teus braços caio!
Balneário Camboriú
17,11,2008
NU (O) PRAZER
Francisco Coimbra
por tuas veredas me perco e encontro
sem enfado obedecendo sou do Fado
uma música que minha musa dentro
de si encontra fadista com quem falo
este canto que no poema dá encanto
ao bailar das palavras abraçadas nós
do nosso corpo astral dando espanto
às estrelas que não nos deixam a sós
pois no Universo plantamos os versos
soltando em gozo um perfume nosso
onde quem quiser poderá ler/ver sos
feito de sinais plenos completo prazer
do qual ouso dizer chegar até ao osso
onde gravamos as letras com (o) fazer!
Portugal
2008 Novembro
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