151- Natal de Luz
António Zumaia

Muita luz e muito amor,
é essa a nossa esperança;
Com a vinda do SENHOR,
haja PAZ e temperança.

No mundo não haja dor,
nem o homem a roubar;
Não se espalhe o terror,
ou fome para suportar.

Ao mundo vamos dar LUZ,
como Cristo ensinou;
No alto da sua CRUZ,
o seu amor nos mostrou.

Dar amor ao nosso irmão,
pois de amor nós precisamos;
Porque ao se dar a mão,
mostra-se o quanto amamos.

Vem até nós ó DIVINO,
livrar-nos de todo o mal.
Nessas palhas PEQUENINO,
ÉS dimensão do NATAL...

Sines - Portugal
02/12/2008


152- "EM VERDADE VOS DIGO...
Humberto Rodrigues Neto

que nem sempre o Natal é dos lojistas,
nem, tampouco, dos finos restaurantes,
os quais contam, quais meros comerciantes,
com vossas propensões materialistas...

nem culpeis as indústrias da alta moda
de enriquecer mercê do cristianismo,
já que atendem ao vosso egocentrismo

de ser destaque em festas da alta roda...

eu não condeno que ao seu capital
o negociante o justo lucro tome,
mas que não ouse a um pobre, morto à fome,
fechar-lhe a porta neste meu Natal...

em todo lar há sentimentos ledos,
mas de quem sou, nenhum de vós lembrais;
até os `meus pequeninos´ gostam mais
do bom velhinho que lhes traz brinquedos...

e em tal data, por todos festejada,
mostrais de vós mesquinhos aparatos,
prendas levais a asilos e orfanatos
e o ano inteiro não lhes dais mais nada...

mesmo ante a mágoa desses vãos engodos
entendo vosso espírito imperfeito,
e a ir ver-vos no Natal jamais rejeito,
levando a minha paz ao lar de todos...

e se fizerdes do Natal bom uso;
se o tornardes da fé divina messe,
e orardes ao Senhor singela prece,
não mais serei ali... um mero intruso”!


153- Ó Natal!
Miguel Russowsky

Ó Natal! Ó Natal! Que lembranças me deixas!...
Brinquedos e ilusões das horas minhas, gratas...
Meninos a mostrar seus ternos e gravatas,
Papai Noel beijando as lourinhas madeixas...

... E lá dentro, mamãe.. meus avós.... sua queixas...
A toalha de linho ornamentada em pratas...
Os copos de cristal... As bandejas cordatas
cheinhas de avelãs... O peru com ameixas...

Estou na mesma casa...estou na mesma sala,
E o que mudou?... Agora as bonecas têm fala
e chegam do Japão brinquedos de robô.

Pacotes a curtir pelos cantos, repletos...
Casa cheia! É Natal!... Filhos, noras...netos...
(Meu Deus envelheci!) Eu hoje sou o avô.


154- NATAL Século XXI
(Autor:António Paiva (Cândido)

A ceia tem que ser tradicional:
Bacalhau com batatas e alguns grelos,
Rabanadas, filhós e caramelos,
Porque amanhã é dia de Natal.

Lá fora cai a neve de Dezembro
Mas na casa, aquecida, está-se bem.
Já nada lembra a gruta de Belém,
E eu, talvez, também, já não me lembro.

De manhã há risinhos de alegria
E olhos esbugalhados da euforia
De verem os presentes reclamados.

Bem perto, numa casa de pobreza,
Há lágrimas de fome e de tristeza
A salgarem o olhar dos desgraçados!

Cândido


155- É Natal... Outra vez !!!...

O Natal se aproxima, a tradição e a força
da lembrança em família, e a saudade se instala.
A árvore na varanda armada naquela ala
onde todos a vissem e a tocassem, reforça
a figura de um pai amoroso e feliz.

Em novembro já via o galho apropriado
tinha de ser bem grande e num vaso apoiado,
coberto de algodão na quente São Luís.

Lembrava deste tempo em casa de seus pais,
aa árvore que tombou pesada no quintal,
com a neve a lhe cobrir lá no frio Portugal.

O algodão no Brasil representava a neve,
e a saudade que tinha a sobrar na leve
tarde do Maranhão, neste país topical.

No galho apropriado ao peso dos presentes,
penduravam-se ali das lembranças dos parentes
que chegavam até cartas ao pai Noel.

E na espera ansiosa a criança ficava,
até outra manhã quando já acordava
na árvore procurando o presente do céu.

Hoje tenho a saudade, e do tempo passado
lembro os natais da infância e dos filhos queridos.
Nossos netos também, recebem atraídos
por esta tradição... do avô esse legado.

Magé ? RJ, 07.12.2008
Benedita Azevedo


156- TIREM-ME DAQUI ESSE NATAL...

Tirem-me daqui esse tônico-fogo,
Placebo dourado de nossas inocências,
Arroz vermelho invadindo pulmões.

Bandeira fria
Enxofre consumista
Mito sufocante das Primaveras.

Tirem-me daqui essa figura histriônica,
Vermelho-poder que engana,
Sorriso postado, alquimista de inverdades.

Bandeira fria
Enxofre consumista
Mito sufocante das Primaveras.

Tirem-me daqui esse pai-menstruação,
Transgressão, às avessas, da própria Inteligência,
Sacerdote pagão em fossas rituais.

Bandeira fria
Enxofre consumista
Mito sufocante das Primaveras.

Tirem-me daqui esse “natalel” das ilusões,
Limpemos tanto sangue de nossas entranhas,
Esmaguemos esse mistério dissimulador.

Bandeira fria
Enxofre consumista
Mito sufocante das Primaveras.

Tirem-me daqui essa lâmpada diluída em tradições ocas,
Caranguejo feiticeiro, galo morto das madrugadas,
Mefistófeles usurpador das glórias do Menino Jesus.

Bandeira fria
Enxofre consumista
Mito sufocante das Primaveras.

Ary Carlos Moura Cardoso


157- POMPAS NATALINAS

Quando o dia raiou, apagou-se a Estrela-guia.
No capim seco da manjedoura, Jesus dormia,
Mas logo acordou , ao ser beijado por Maria.
O primeiro sorriso de Deus foi na estrebaria,
Para a mãe, como um alento ante ao que viria,
Depois do brilho no Natal, o ódio e selvageria,
Herodes matando crianças , extrema covardia.
Começa assim a história que o Pai não queria,
Submeter o Filho dileto à crueldade da Paixão.
Daí o contraponto nos mistérios da Redenção:
As pompas alegres do Natal e da Ressurreição.

Alceu Sebastião Costa
Dezembro de 2008


158- Sonhos de Natal
Iára Pacini

O horizonte nos aponta promessas,
nem que seja em sonhos, objetivos...
Paramos para refletir e nos conduzimos,
com maior esforço para atingi-lo,
navegar, voar, e, se possível,
podermos assim chegar em terra firme.
Pretendemos, com cabeça firme chegar...
Ser fiel aos nossos sonhos e objetivos,
renova céus e terra,
mas cumprir a si mesmo, alcançá-los
é difícil...mas tente,
pois a recompensa vem.
E acredite com alegria e fé
que o que o ano novo será
plenamente realizado.
Tente...


159- Cordel de Natal...
Gustavo Dourado

Dos idos da Babilônia...
Zagmuk festival...
O Natal é festa antiga:
Tanto quanto o Carnaval...
Na velha Mesopotâmia:
Era ato cultural...

Marduk enfrentava o caos:
Fazia-se um festival...
As pessoas se uniam:
Para combater o mal...
Para salvar o povo:
Em sacrifício ritual...

Qual o significado do Natal?!
Solstício de Inverno/Verão...
Ritual e liturgia...
Crística manifestação...
Luzes da cosmogonia:
Na cidade e no sertão...

Confraternização de paz:
Prazer e gastronomia...
Baco e Dioniso na festa:
O cristal da alquimia...
Pão e vinho consagrados:
A divina eucaristia...

Família, paz e amor:
Na cultura ocidental...
Zeus batalha com Cronos:
No Olimpo sideral...
Em Roma a Saturnália:
Nas raízes do Natal...

Jantares, festas na ruas:
Velas e ornamento...
Sol invitcus brilhante:
Dáva-se o nascimento...
Alegria e presentes:
Era grande o movimento...

336 depois de Cristo:
Surgiu o nosso Natal:
Ouro, incesso e mirra:
Na raiz do festival...
Reis Magos e Pastores:
Da banda oriental...

Tinha jejum e comunhão:
Um lanche era servido...
Como o tempo evoluiu:
Novo rito definido...
Frutas, bolo, panetone:
Muito assado e bom cozido...

São Francisco fez presépio:
A árvore Lutero enfeitou...
Ato de ecumenismo:
O costume prosperou...
Meias e sapatinhos:
Nas chaminés nos chegou...

A Coca-Cola criou:
O Papai Noel atual:
Em 1881:
Publicidade total...
O bom velhinho tornou-se:
Um mito fenomenal...

Jesus foi incorporado:
Pelo Imprério Romano...
Houve adaptação:
De Cristo o sol arcano:
Alfa e Ômega que brilha:
No universo soberano....

Depois veio o peru:
Hábito americano...
Bacalhau e rabanada...
Um costume lusitano
Biscoitos deliciosos:
Desde o tempo romano...

Uvas, vinhos, champanhe:
Pinheiro, Árvore de Natal...
Enfeites e ornamentos:
No rito tradicional...
Menino Jesus em cena:
Missa do Galo ao final...

Pra você tudo de bom:
Saúde...Fraternidade
Um Natal de harmonia:
Luz...Solidariedade...
Paz...Amor e Alegria:
Sucesso e Felicidade...

Um Ano-Novo de glórias:
Sua estrela vai brilhar...
Que tudo se concretize:
Possa a vitória alcançar
Realize os seus desejos: Conjugando o verbo amar...

Gustavo Dourado


160- AINDA HÁ NATAL
EM BLUMENAU

Acordam os acordes do violino
Do Natal aflora o Hino...
Natal?
Natal!
No camarim agitam-se os corações
Silêncio!
Como se estivéssemos esperando
o "fantasma da ópera"
que cochila no telhado
esperando liberar a chaminé...
Sombras! ...arrepios!
Maestro!
Abrem-se as cortinas do tempo
...do templo da alma!
Amareladas cortinas
gastas pela inércia, pelo vento
ou consumidas pelas traças
...já transparentes e finas
permitem visualizar o palco...
Boêmios vagam e jogam o olhar
que adentra pelas frestas...

Ainda há Natal!
Deleito minha face cansada
nas cordas do violino e penso:
...não importa o compositor
a orquestra, a sinfonia, a letra
a música ou o autor...
Ouve-se a voz entoando...
Começa o espetáculo
Quem é o artista?
Se, Beethoven, Pavarotti, Sinatra, Jobim,
Chico, Mozart, Johann Strauss ou Choppin
seja quem for...
Quero sonhar!
Sonhar o que já era ou ainda virá
Então!
Entoa está voz
que cochile dentro deste "EU"!
Vamos sufocar a tragédia
o drama, a chuva a lama...
Violino na mão...
Corações ao alto!
Atenção!
Um Samba do Morro
Um Tango Argentino
...ou Bolero de Ravel
Lá bem o Papai Noel!
Júbilo!
AINDA HÁ NATAL
EM BLUMENAU

Ilka Bosse
Bailarina das Letras
Blumenau - SC Brasil - Natal/2008

Deixando aflorar o drama, otimismo e dor...

161- Natal 2008

O mundo mais do que nunca está a necessitar
De cristãos natais, aqui, ali, acolá em qualquer lugar
Tem-se a sensação de que a desunião prospera num galopar
Os noticiários de norte a sul e transversal ao globo espelham
Apertos de mão e compreensão ninguem quer conhecer
E muito menos essa fraternidade praticar
Abraços então, tornam-se proceder em extinção
Mesmo que os homens sejam vizinhos e haja o conhecer
O que estará fazendo tanto mal ao humano coração?
Não há valor algum em confraternizar só em dezembro
Pois essa rotina tirou do ato a ideal sensação
Passou a ser muito mais gesto de obrigação
Precisamos, sim, disseminar a expontaneidade do sentimento
Aquela a valorizar o respeito ao limite do irmão
Tanto em janeiro quanto em dezembro ou em qualquer estação
Necessitamos fazer valer a fraternidade cristã
O perdão deixado do alto do monte das oliveiras
Pelas fendas que esvariam todo o Seu sangue
E quando efetiva e concretamente alcançarmos essa compreensão
Então teremos natais a cada hora, a cada dia, a cada mês
É impossível, não! É muito dificil, por isso só o temos agora
Mas jamais será uma útopia ou algo que se joga fora
Caso cada um tenha a crença de que pode tornar realizável
Iniciando por si, procurando a cada irmão transmitir:
A igualdade, a união, a fraternidade em Cristo
Porém, saindo da teoria e praticando sem nada medir.
Lúcio Reis
Belém-Pará
08/12/08


162- Natal..Reencontro com Jesus
Erondina Sampaio

Quando paro para pensar o que é o Natal?
Percebo que a resposta que eu tenho não é
a mesma de muitos!
Natal é reviver o Nascimento
Daquele que veio para ensinar-nos a
Amar Incondicionalmente.
É revestir-me de ternura para sentir a
vibração do vento nas folhagens, trazendo
enfim a noticia do nascimento.
É voltar no tempo e compartilhar esse
momento supremo de doçura e
encantamento.
É saber que posso sentir,
aqui bem junto de mim,
a presença amiga desse Anjo de Luz.
Olhar para o céu, ver nas estrelas o sinal
de que está chegando novamente,
para trazer-nos Harmonia,
Alegria, Paz e Felicidade,
o meu amigo Jesus.
Natal é abrir o coração e ouvir,
num êxtase de pura emoção,
uma voz suave e doce a dizer-me,
"Eis me aqui..."
"Venho a vós porque me chamastes...
Não se turbe o vosso coração
Eu estarei convosco todos os dias e
até nos encontrarmos na eternidade".
É repartir o pão, dando ao irmão
o coração, num gesto de amizade.

FELIZ REENCONTRO COM JESUS
FELIZ NATAL
E UM ANO NOVO
DE MUITA LUZ.
-SOL-
08/12/2008


163- Presença de Amor
Luli Coutinho

É chegada a noite de luz!
Tão esperada em doce emoção
Um bouquet de flores brancas
Na fábula e lírica oração do amor

Enquanto isso a noite espera,
Um Deus menino de sonho!

Ressurgido o cavaleiro alado
Em nuvens celestiais
Com asas de anjo e perdão
E na face traços angelicais

E ele chega à visão enfim
O olhar azul pousado em mim
Como um presente na canção
Aos enfeites da minha oração

É quando vislumbro o azul
Iluminando o ar da humildade
A sagrada presença na filosofia
Nos versos de amor e sua poesia

Dá-se a luz ao amor!
A imagem da vida em Natal
Em si um espelho do mundo
A mim um reflexo fundo.

Luli Coutinho
08/12/08
São Paulo – SP


164- NATAL

Existe uma época
em que seres humanos
gostam de ajudar aos outros.
Ficam sensibilizados
com a fraternidade
do Natal.

Natal, segundo dizem
e para as crianças.
Será,pois amo Natal.
Com sua árvore enfeitada.
A simbologia que tudo traz.

Natal tempo de esquecer magoas.
Tempo de amar aos outros.
Natal tempo de recomeçar.

Nesta época parece
que o mundo para.
As pessoas ficam mais belas.
O coração bate mais emocionado.

VERA SALBEGO
escritorars@yahoo.com.br


165- QUIMERAS

Embriagado pelo sono
acalentei nos seus sonhos
olvidando dos deveres
e de todos os mandamentos
refazendo os atalhos
para não perder o caminho
no encanto do teu canto
abandonei-me aos teus carinhos
te trazendo para o meu ninho
enebriando-me de amor
esqueci-me dos espinhos...
Escravizado por tua imagem
descortinei meu destino
dei a você a minha alma
sou teu e de mais ninguém.
Me perdi no teu pecado
e nos erros do passado...
amaldiçoei meio mundo
pelos sofrimentos de outrora
sugado pelo velhos tempos
juntei alegrias e lamentos
sem ligar para o que dizem,
perdido por um momento
com os mais lindos pensamentos
caminhei entre as flores
que levadas pelos ventos
são quimeras daqueles tempos
como um barco nas tempestades
Naufragando em alto mar.

© Geraldo de Azevedo


166- NATAL DE LUZ
Susana Petraglia Kovalczuk

E eis de novo o Natal de luz
Em todo mundo reluz
O brilho de muitas luzes
E os homens fazem da data
Fartas festas de magnatas
Que em seus mundos reluzes

Nunca esqueçam meus irmãos
De todos darmo-nos as mãos
Numa corrente de luz
Rezemos, cantemos e pensemos
E nesta noite lembremos
O aniversário de Jesus

A festa e sempre tão linda
Que na memória não finda
O Menino na manjedoura
Façamos desta noite estrelada
Um hino de fé encantada
E seja sempre duradoura

Aos amigos da Sala dos Poetas
Da academia literária da AVSPE
Peço um encontro de fé
Que todos na hora da ceia
Façam um brinde em cadeia
Pelo muito que a AVSPE é

Façam também caridade
Escolhendo na sua cidade
Uma criança ou idoso que espera
Comprem roupas, enfeites com amor
Brinquedos e doces de muita cor
E ouvirás a música das Esferas.

Por fim reflitam silentes
E façam tudo diferente
Nesta festa divinal
Louvar, e enviar muita luz
Ao aniversariante Jesus
Verdadeiro significado do Natal.


167- SONHOS DOCES
Rogério Martins Simões

Mãe, quando é Natal?
- Meu filho, hoje é dia de Natal!
Mãe!, o Menino não veio, onde está a minha trotineta?
- Meu filho, Ele deixou-te um presente, no sapatinho, dentro da chaminé!
Mãe! Eu pedi uma trotineta igualzinha à dos outros meninos!
- Meu filho, as meias fazem mais falta
e a mãe tem “sonhos doces” para ti!
Mãe! Para o ano o Menino vai pôr a trotineta no sapatinho?
Sim meu filho!
Prova os sonhos!

Avô, quando é Natal?
- Netinho, hoje é dia de Natal e a bisavó fez-te sonhos!
Avô, o Pai Natal não veio, onde está o jogo que pedi?
- Netinho, ele deixou-te muitos presentes e até uma trotineta…
Mas, avô, não era aquele jogo que queria e para que serve a trotineta?
Avô vais trocar o jogo, não vais?
- Sim netinho!
Saboreia agora os sonhos…

(Diálogos da alma e do poeta)


168- Natal o Navidad.

En esta Navidad yo
deseo regalar un poema
a toda la gente, esa que es buena,
la que trabaja toda su vida,
la que frecuentemente olvida
la fecha en que el Hijo de Dios
vino a salvarte a vos.
Para eso murió en la cruz
el que se llamó Jesús.
Por eso quiero que medites
en este hecho trascendental.
Dios nos cedió a su hijo
y nos lo dió sin temor.
Responde con mucho amor
y él te lo habrá de regresar.
¡ Feliz Navidad!

Oscar Néstor Galante.


169- O Espírito do Natal
Marise Ribeiro

Na pobreza de uma manjedoura
Nasceu Jesus, um ser de luz.
Veio para nos ensinar a ter fé,
Para disseminar na Terra o bem,
Fazer-nos entender o perdão
E amarmos o próximo como irmão.

Jesus, Peregrino do Amor,
Em breve passagem neste mundo,
Não se esqueceu dos famintos,
Dos necessitados, dos enfermos,
Dos desajustados, dos amorais,
Nem dos carentes de paz.

Neste Natal, data de seu aniversário,
Agradeçamos fazendo a nossa parte:
Distribuamos uma fatia de magia,
Realizando pelos menos alguns sonhos,
Repartamos um pouco do que temos
E façamos os corações mais risonhos...

Estaremos dando assim um presente
Àquele que nos ensinou a caridade...
Estaremos nos enfeitando de amor,
O verdadeiro espírito natalino,
E então com as bênçãos do Redentor
Comemoraremos Jesus Menino!

Marise Ribeiro
08/12/08


170- MEDITANDO EN NAVIDAD
(Ruth Madrid V.-Valdivia,Chile)

¡La Navidad está cargada de infancia!
Y,hoy, ya grande, me pregunto
¿Por qué no estabas conmigo,Madre?
Yo vivi la triste y dulce ignorancia
de creer que llegarias ,
aunque fuera por la tarde.

¿Sabes? Me rompí un codo ese día…
Pero papá me curó
Sin saber de enfermería
Y me consoló en mi llanto
De niña sola y perdida.
Me compró un vestido nuevo,
Y también a mis hermanos,
Y nos llevó a gozar de la Pacua del Soldado.
.
¡Era todo tan hermoso!
Allí conocí a Jesús
Que tenía padre y madre.
Era un niño todo luz.
Me dijeron que era Dios
Y yo pregunté, ignorante
En mi niñez y candor,
¿Y quién es ese Señor?
Y alguien me respondió
¡Niña!¡es el Creador!
.
Recuerdo que yo quería saber más,
Pero el problema olvidé
Cuando la cabeza alcé
Y vi a Papá Noel:
Venía en un carretón
Tirado por un corcel…
¡Oh!…,no eran renos…
Pero mi padre me dijo
Reno lo llama Noel…
.
Recuerdo que ese viejito
De barbas blancas
Me sonrió con ternura:
¡Toma,niña,un regalito
Que te envía con dulzura,
El Niño Jesús Bendito.
¿Sabes Madre, que mi primera
Muñeca me la regaló Jesús?.
.
Hoy soy grande y comprendo
La grandeza del Amor
Encarnado en el misterio
De ese Niño que es Dios:
Hace más de dos mil años
En un pesebre nació.
Y,lo grito a porfía
¡Él es Cristo,
Es el Mesías ¡
.
Las serpientes del temor
Ahora se quedan mudas.
Brilla la luz de esperanza.
Dios es Verdad
Y viene de las Alturas
Para regalarnos Paz.
.
La tierra se hace más pura,
Para los hombres de bien,
Pero otros nunca llegan
A la Cueva de Belén
..
¿Sabes,Madre?
Donde quiera que tú estés,
Yo te envío mi cariño
Y mis deseos de Paz
Porque al conocer a Cristo
Yo aprendí a perdonar
.

171- É Natal

A cidade está iluminada
Nas ruas, pessoas correm apressadas
É Natal!
A noite abraça os desejos
Que surgem como lampejos...

É Natal
E o corre-corre não cansa
Tudo anima, provocando esperança
E em cada olhar há vestígios de criança
Por que é Natal
Tudo acontece de forma bem natural...

É Natal
E o coração do ser humano amolece
Não importa o que esteja vivendo
Rende-se, irremediavelmente, à prece
Porque é Natal
E todo o mal e tristeza ele esquece

É natal
E o mundo muda de cor
Tornando-se claro e brilhante
Como chama viva de amor
Queimando forte e vibrante
Reluzindo em esplendor...

É Natal
E o silencio abraça a alma
Acalma a humanidade
Como a embalar seu sonhar...
É Natal
As mãos estendem a palma
Buscando outra alcançar
Num gesto de fidelidade
De quem aprendeu a amar

É natal
E o Universo se aquieta
Todo cosmos se enfeita
Silente, a aguardar
Nasce então o poeta
Que de pronto se sujeita
Desde cedo a poetar

É Natal
E a mais bela poesia
Que ele pode versejar

De seu dom fazendo jus
É traduzir o Natal
Como fonte de alegria
Valorizando a vida
Com a chegada de Jesus

Priscila de Loureiro Coelho
 


172- Natal de Mudanças

Neste natal de mudanças,
sinto haver diferenças...
lampejam as esperanças,
reduzem-se as sentenças!

Brilham no céu as estrelas,
com os estranhos bailados;
aqui ficamos a vê-las,
decifrando seus ditados!

E elas claras, anunciam
nas rotas pelos espaços,
os caminhos de mudança...

Os corações amaciam,
povos reforçam laços,
renasce nova bonança!

Arlete Piedade


173- PROP0STA DE NATAL
Áurea Miranda

Natal, o mor dos eventos
das promessas e das festas:
brindes, louvores, serestas
? um dia no calendário.
Depois, são mais de trezentos
os que acontecem no ano,
com todo um quotidiano
entre miséria e calvário.

Onde está o Cristo nas viagens
dos corações ? o ano inteiro?
É só mais um passageiro
num dos vôos de dezembro?
Será o autor das miragens
que logo desaparecem?
Será que elas acontecem?
? Não sei. Aliás, eu nem lembro

se um dia foi diferente,
embora exista a lembrança
do meu tempo de criança,
quando a gente se esforçava
para ganhar um presente
do Pai Noel? ofertado
só para o bem-comportado
? que o pilantra não ganhava.

Mas, conforme fui crescendo,
notei muita discrepância
entre as certezas da infância
e as realidades da vida:
quanto mais se vai vivendo,
mais se nota indiferença
entre as promessas e a crença
na dádiva merecida.

Por isso, no meu agora,
parto de nova proposta:
que o Natal seja a resposta,
conquistada em cada abraço,
por cada um, mundo afora,
que se interrogue, consciente,
querendo mesmo ser gente:
?Que faço a partir de agora??

E, então, nos anos vindouros,
será Natal o ano inteiro:
cada voz um mensageiro
de um novo porto seguro.
Conjuguemos os tesouros
da fé com nosso trabalho
na manjedoura-agasalho
das sementes do futuro.

POA, 10/12/08


174- Natal, tempo de amar!
Carla Alexandra Ezarqui
Borborema - SP

Papai Noel, árvores enfeitadas, presentes;
crianças vivenciando a magia do Natal.
Risos, abraços, beijos, fraternidade;
Adultos vivenciando a magia do amor.

A família toda se une,
as pessoas se revêem depois
de muito tempo distantes;
e o nascimento do Altíssimo
Senhor é celebrado

É um dia também em que
refletimos sobre o ano que se findou,
sobre todas as provações pelas quais passamos
e as conquistas que obtivemos;
e novos planos para o ano
que se iniciará são feitos.

É uma época para apreciar
os lindos enfeites de Natal,
sem esquecer que por trás desses,
de tanta beleza e fartura;
escondem-se muitas crianças
passando fome, sem amor.
E que não encontram motivo
algum de felicidade no Natal;
agradecem apenas por estarem vivas.

É uma data para dar Graças
e compartilhar com o maior
número de pessoas
o grande pouco que temos.

É amar a todos com fraternidade,
pensando que a cada Natal
melhoramos ao menos um pouco
o nosso mundo que ainda é muito pequeno,
embora tão moderno e informatizado;
está longe de conhecer a grandiosidade
de Deus e da sua capacidade de amar.


175- JESUS CRISTO
JRonaldo-JR

Quem foi (é) Jesus Cristo ?
Homem-Jesus ou um mito ?
O que esse Homem fêz ou faz ?
É só volver a anos atras

Quem é esse Homem com tanto poder ?
Quem é ELE na realidade
Que a todos curou e até se fez renascer
Não seria sabe a própria Verdade ?

Diziam na época que era um político
Não! é o nosso maior amigo
Como sempre tenho dito
Nós trouxe o grande " conflito "

Não seria o supremo ideal ?
ELE está acima do bem e do mal
Não foi encontrado seu corpo carnal
Ah! não era (é) um corpo normal.

Ah! nada é um mistério
Tudo está de acôrdo com o Ministério
Onde nosso nível de consciência
Não tem ainda toda a ciência

ELE é nossa luz
Por nós se deixou pregar em uma cruz
É o filho amado do Criador
Que à todos fêz com muito amor

Amai-vos uns aos outros como EU vós amei
Essa é a única LEI
São palavras do MEU PAI
Sempre ORAI E VIGIAI

 

Natal, por que me faz infeliz?
Maria Antônia Canavezi Scarpa
 
 
Porque você vem todos os anos
cheio de brilhos e estrelas,
me lembrar que ficarei infeliz,
quando seu esplendor, explodir nas ruas
nas vitrines e nas janelas,
que se enfeitam para saudar sua chegada
 
Quanto mais tento entender,
mas eu sinto um aperto, atravessar
meu coração, tão vazio de sentimentos,
desejosa, que sua passagem seja num repente
e para seu retorno cumpra todos os dias
de ausência e espera
 
Poderia contar todos os motivos
mas não quero, guardo-os para mim,
todos esses sentimentos e tristezas
que nasceram nas suas raízes,
quando em meu peito, ainda ardia
a esperança de ser sempre um dia feliz...
 
Tenho tantas razões para falar sério
e me arriscar a não chorar,
mas ainda não consegui apagar
ou colorir este quadro negro,
que me ensinou, tantas lições amargas
numa das suas breves passagens...
Feliz Natal!

Tília Cheirosa

 

 

 


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