Soneto em louvor do Autor [1]
Felix da Silva Freyre

Em fogueiras d’amor já consumida
Da Madalena a vida escandalosa,
Da penitência Fenis prodigiosa
Renasceo pela graça a melhor vida

Tambem a tua penna esclarecida
Da Fenis o immortal indulto goza
Que inflammada ja voa sentenciosa
Para a posteridade renascida.

Ella só desta Fenis decantará
Toda a exemplar rarissima excellencia;
Com que assim renascida ao Ceo voará:

Que para descrever da Penitência
A Fenis, háde a penna ser tao rara,
Que Fenis também seja da eloquência.

 

 


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