Ilusão
Efigênia Coutinho
 

Iludi-me achando que  altivo e soberbo,
sentias sem receio algum o desabrochar
dum afeto luminoso. Sendo Semente,
Flor e Fruto duma paixão cheia de Vida.


Seria tudo Ilusão? Adivinhei-o;
Tudo sei hoje:vigilante, em defensivo,
O coração que tento e dissipa-se
Revira, treme de susto dentro do peito!


Erra quem diz que as paixões são cegas;
Deixa-se Viver sentir...Vens insisto;
Que mais esconder-se, se tu'alma entrega-se?
Alimentando caules verdes e frescos!...


Como sinto-o com o Amor dentro
(vejo-o pulsar em seu peito)
Que, negando o Amor que em vão me negas.
Mais a si mesmo do que a mim resistes!
 

Preciso o quanto antes entreabrir a
garganta para o sopro que me vai
sufocando, a convocar o elo das coisas
reunindo-as para ungir-me com elas!



Curitiba - Julho de 2004




 

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