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Poesia, Morta,Torta!
Efigênia Coutinho Tua alma sem esperança morta, Não levanta vôo,da poesia torta. As quimeras foram alquebrando A frente dum mundo fustigado... Na angústia, o pensamento, Louco, ferindo qual navalha, A esmorecer todo sentimento Que em migalhas se retalha. Ao mágico encanto de viver, Do garbo amor, escória se fez. Tornando-o desencanto do ser Tudo corroeu, ao se desfazer... O inaudível não enlouquece. É centelha morta sem prece, És poesia muda recalcada... Se perdendo sem ser amada! Balneário
Camboriú
Outubro 2009 PROCURA INÚTIL
Odir Milanez da Cunha, de passagem Não encontras aqui o que procuras. Os meus velados versos dizem nada. Nebulosa difusa, que, apagada, aos céus resiste, mesmo que às escuras! Os meus versos são frágeis criaturas urdidas por paixão desencontrada. Erguem castelos sem nenhuma entrada, cantam louvores vãos às Escrituras! O que procuras não está aqui. Construí-lo tentei, mas foi em vão. Da planície dos sonhos me perdi! Sequer conseguem ser uma canção... Pelo que vejo e pelo que senti, meus versos são vazios de emoção! Talvez falte ao poeta o coração, o coração que se perdeu por ti... Janeiro - 2010. Efigênia Coutinho
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