Palavras Nuas
 Efigenia Coutinho
 

Quem sonha acorda, discorda
Vem frase de língua a falar...
Soltas ao vento, em horda.


Neuma dentro do sonho,
O balancim com andor a vagar...
Imagens dum tempo bisonho.


Ritmo limiar com intenção,
Que as portas de palavras a olvidar.
Sejam abertas com precisão.


Breve pausa sem fachada,
Somente vai o tempo enganar.
Pois ele não tem retomada.


Há ventos ruidosos nos ares,
Revirando tempos a passar...
Não faz vincos similares.


É o tempo duma palavra nua,
Entre dois corpos a sina lavrar...
A vida que em mil cores continua.

 
Balneário Camboriú
2010
 
 
Efigenia Coutinho
Presidente Fundadora
AVSPE