Branco Amor
Efigênia Coutinho

 
Abraço-o com meus olhos num encanto
Acarinhando num sorriso de aurora
Sem limites do momento como um canto
É o desejo de matar a saudades nesta hora.
 

Vou enganando essa  cruel saudade
Que guardei  no passado da memória.
E num sonhar acordada, busco na  realidade
Enganar  essa  tristeza de minha trajetória.
 

Fugazes são todos esses tolos sentimentos
Que sem  fim se tornam mera ausência.
Quando tudo está perto, no exato momento,
Tudo esqueço porque parto sem clemência!
 

Quem me acompanha  a cada  noite insone,
Ou nas tardes de  meu quente verão
Verá quem  faz  ninho na minha alma em ciclone
É a saudade, que mitiga em meu nobre coração.
 

Mas pela vida vou peregrina caminhando ,
Tentando distrair de meu peito qualquer dor.
Pinto tudo de branco e vou transformando,
Para recomeçar  com a base do Branco Amor!