Acróstico para uma deusa

             De Edson Gonçalves Ferreira

                     Para Maria Efigênia Coutinho

Minhas palavras, quero-as douradas

Apaixonantes e apaixonadas

Roseiral em flor e ditoso

Iluminando a vida de quem sabe

A vida deve ser um hino de amor.

 

Esse é o destino dos versos

Fulgurar a existência de quem os concebe e os lê

Imagens que saem do profundo eu

Ganhando dimensões que só Deus concebe

Ele que nos dá o dom

Nascer com sensibilidade tamanha

Inaugural e fecunda

Aquecida pelo Seu Sopro divino.

 

Como anjos cantando docemente

Ouço a voz do meu coração

Unido ao teu

Teço, então, o poema

Iniciado Naquele que não tem princípio nem fim

Na dimensão de um amor que não se explica

Hélice encantada que move o mundo

Onde, no sem razão do sentir, poeto.

 

Divinópolis, Minas Gerais, Brasil, 13.01.2011