FASCÍNIO
Efigênia Coutinho
Calei-me,
vedando
Meus olhos diante
Do teu corpo
ofegante.
Me entreguei amando.
Sorvendo o
perfume
Do corpo sonhador,
Murmurei: és o
meu amor.
Quero viver este lume.
Com sonhos
reviver
Ao fascínio de Amar
Enamorada
conviver
Sem cair ou tropeçar.
Oh, sonho
obstinado!...
Onde me levas distante
A inebriar
como dantes
Fluindo sonho fecundo!
Balneário
Camboriú
Janeiro 2010
FASCÍNIO
Odir Milanez da Cunha,
de
passagem
Fascínios por meus olhos
concebidos!
Meus olhos, ideários da
beleza,
testemunha ocular dos meus
sentidos,
parceiros passionais da
natureza!
Lentes
livres dos laços das libidos,
os olhos meus
mergulham na leveza
das formas formatadas nos
vestidos,
com serena e sensível
sutileza!
Mas depois
que te olharam, que te viram,
os meus olhos
perderam o predomínio
sobre as formas do belo. Eis
que deliram!
Do focos da
natura no declínio
à tua volta hoje meus olhos
giram,
quais ninfeus, sob a luz do teu
fascínio!