EM VOCÊ...

 

 

Encontrei aquela poesia recente

que eu chamo “de repente”...

Chega, enleando-me, desprende 

mil rimas dentro do P(L)eito...

Faiscando, gotas de Amor...
Com tua melodia extasiante!

 

Atamos por algumas noites,

uma só cintura, e você vinha
cochichar aos meus ouvidos seus

anelos, e dizia: estou apaixonado

transbordando meu P(L)eito!
a invadir meus sentimentos.

 

Onde, eu, à espera dos teus

carinhos, que insinuas com argúcia, 

num ímpeto, saltei ao ouvir

você murmurar: do teu corpo
sou beato, és meu porto,

te desejo nua em meu P(L)eito!

 

 

 

 

Efigênia Coutinho
Janeiro 2010

 


 

TEU CORPO 

Odir, de passagem

 

 

Teu corpo, que pressinto e que imagino

quando passas por mim cheirando a flores,

tem das madonas  as gentis colores,

traz a pureza do cristal mais fino.

 

 

Teu corpo é sacrilégio, é dom divino!

Faz-me pecar, também cantar louvores.

Dormência que adormece as minhas dores,

esperança presente em meu destino.

 

 

Teu corpo passa, entre negaça e oferta, 

e vai me consumindo, pouco a pouco,

na chama do desejo que desperta.

 

 

Teu corpo é rosa rubra, é flor aberta

aos devaneios de um poeta louco

sonhando amores na manhã deserta...

 

 

Janeiro, 2010

 

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