nas dobras do lençol
Efigênia Coutinho


incita-me pela noite
com o teu anseio
na agitação dos teus dedos
com que dominas
o corpo em meu leito

é renda a tua língua
bordando a teia
sedução de palavras
proferidas

desejo
entrega
sem
disfarce

e trazes à memória o meu corpo
docemente
nas dobras do lençol que amassas

incita-me pela noite
em teu corpo
agita-me do sono
onde deslizo

e eu abundo na entrega
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descortinando flores.


Balneário Camboriú
Setembro 2008


DOBRAS DO LENÇOL

Nas dobras do lençol eu te procuro
Nos escaninhos que teu corpo esconde
Embora juntos, me pergunto a onde
Inteira ver-te, te encontrar no escuro.

Enquanto apalpo esse lençol (que muroi),
E o corpo envolta, a minha mão
Já onde, vou descortinando avidamente donde
De mim te escondes, sem querer eu juro
 

Enfim, desfaço o vão esconderijo,
E com o lençol no chão, me regozijo,
Ao ver-te nua, bem colada a mim.

Almas, corpos e beijos se entrelaçam
Todos gozos da vida nos abraçam
Numa luxúria que não tem mais fim.


ERNANE GUSMÃO 02 11 08

 

 


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Sala de Poetas
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2008

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