AFINIDADES
Efigênia Coutinho


Germinamos amor com afinidades,
o tempo prolificou os laços de ternura
Sendo tu, com donaire e formosura,
eu .enamorada, cativa em plenitude.

Sonhamos os mesmos sonhos do amor
Duma paixão que a alma apura,
Aceso no almo, ardor e ventura
A alma no laço, do abraço o candor.

A ilusão acende,vertendo esperança,
perfazendo a grandeza do sentimento.
Em teus braços, ao lume do teu peito.

Assim, meu coração abrange e sente,
sagrado e ditoso ,em que te desvendo:
és luz , imortal, que vou renascendo!...


Balneário Camboriú
30.10.2008


NO MESMO CORAÇÃO
Luiz Poeta

Luiz Gilberto de Barros
Às 10 h e 10 min do dia 2 de novembro
de 2008 do Rio de Janeiro,
exclusiva e especialmente para essa
irmã maravilhosa que mora no meu coração:

Efigênia Coutinho

Quando somos mais iguais, temos no peito
Muito mais que pulsação... temos a nós...
Em estima, em afeição, amor... respeito...
Conversamos em silêncio... sem a voz.

Quando somos semelhantes nos anseios
Naturais de ser feliz e de aceitar
O silêncio, a solidão, os devaneios
E os enleios de quem também quer sonhar...

Tudo aquilo que falamos tem sentido,
Pois amar é muito mais que aceitação,
É curar o próprio amor, se ele é ferido
Pela dor de um abandono sem razão.

Estar só é um sentimento inexplicável
Que independe de alguém perto ou ausente,
E se a dor de estar sozinho é irrevogável ,
Ninguém deixa de sofrer, se está carente.

Ressuscita-se o amor, quando o perdão
Se destina ao abandono que criamos
Em nós mesmos, quando o nosso próprio irmão
Não tem culpa dessa dor que cultivamos.

Cada qual vive feliz no seu planeta,
Se procura ocupá-lo completando
O espaço destinado à baioneta,
Com a ingênua sensação de estar sonhando.

Quando somos mais iguais, nossas metades
Se completam nos momentos adequados
Porque nossas solidões e ansiedades
São apenas sentimentos delicados.

E se a cada solidão que nós sentimos,
A lembrança traz de volta o nosso irmão,
Deus nos diz que ele não chora se sorrimos,
Porque estamos dentro do seu coração.
 

 

 


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