AUTO-RETRATO - (Efigênia Coutinho)
A IMAGEM DE EFI - (Fernando Reis Costa)
Tanto me vejo que não consigo
Mas, nós te vemos! E conseguimos
entender quem sou ou quem fui.
E sentimos quanto de tua alma eflui!
Assim, vou me desprendendo
Da nostalgia, que, doendo,
como chuva que chora
Fica conosco, e jamais te vão embora
pelas ruas, tristes gotas silenciosas
...as tuas poesias tão maravilhosas!...
Quero exorcizar do meu íntimo
- Esse sentimento abençoado:
o amor acumulado,
que a tantos que te amam tens doado
oscilando corpo e alma num bailado,
nos versos nos cantas, qual Cupido,
a remover de minhas vértebras
e de teu coração, com emoção
todo sentimento vivido
e que nós sentimos repartido
em doces momentos já passados
em versos sublimes retratados!...
Desvanecida,
(mas p’ra nós nunca esquecida)
cada segundo me é alheio,
- Nestes singelos versos que encadeio
mas enquanto me disperso
Quero gritar p’ra todo o Universo
nesse enleio,
que desta escritora de talento
busco vencer o tormento
nos meus singelos versos
da alma inquieta
de tão nobre Poetisa
e recuperar da vida o alento
que dos ventos ela faz suave brisa!
1 - Efigênia Coutinho Balneário Camboriú BR
2 - Fernando Reis Costa Portugal
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