Fingidor, o Poeta!?
Efigênia Coutinho
Seja indulgente
quando do meu murmúrio
ou do meu rezingar.
Se canto ou danço
ou me agito resistindo
vou seguindo o vento.
A lágrima cristalizada
salgada, ácida, deixando
a idade gasta...
Poeta sente com amor
em sua alma e coração
a ambigüidade de outra dor!
Mas quando se faz de
sonhos e fantasias
tudo vem com emoção!
Balneário Camboriú
Novembro 2007
EU FINGIDOR
João Justiniano no da Fonseca
05/11/07, 18 horas e 30 minutos.
Inspiração em Efigênia Coutinho
e Fernando Pessoa.
Eu poeta, fingidor,
finjo mais do que supões.
Finjo amor e finjo dor,
finjo mil opiniões.
Se queres saber se minto,
quanto minto de verdade,
vem freqüentar o recinto
de minha infelicidade...
Sou triste e só, sem ninguém,
que console a solidão,
que me chame de meu bem...
Grito em vão, suspiro em vão,
Consolar a dor não vem
a amada do João...
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