Nobre Senhor // Bela Senhora
Efigênia Mallemont // Jaime Barboza
Minha índole decidida aborrece e rejeita
Humilde sujeição que restringe o surto
dos ardor e ousadia, e abriga a passo curto
a estrada talhada, a prosseguir a vida direita!
Teu doce encanto me sujeita,
e aqui neste tempo tão curto,
esqueço até dores em surto,
frutos perdidos em má colheita.
Se desejo evitar dependência duvidosa
Ou qualquer sugestão, introduzida a furto,
com brandura e cautela a autoridade encurto
De tudo que se impõe, seja homem, ou seitas!
A vida, nem sempre cor-de-rosa,
expõe querer e poder em curto,
mas amoldar-me, não me furto.
Bela senhora, assim me aceitas?
Mas existe Nobre Senhor, cuja ação reconheço,
Cuja donaire e a voz de meu caráter consente,
sem recusa, sem receios, por tê-lo em alto apreço!
Se doçura e elegância é o "preço",
tentarei, em versos, este presente,
e provar que tua estima mereço.
E, eu, que contra mandato estranho me rebelo
em presença do Amor, torno-me inconseqüente,
e, adoravelmente me deixo em seu coração!...
Cultivar teu amor é o que mais quero,
por isso, planto aqui esta semente,
regada por um beijo e minha afeição.
Balneário Camboriú
2003
|
|
|
Todos os direitos
reservados
Sala de Poetas
AVSPE
Copyright ©
By Efigênia
Coutinho
2008
Esta
página,
composta por
texto e arte
gráfica,
é protegida
pela Lei de
Direito Autorais
-
LEI Nº
9.610, DE 19
DE FEVEREIRO
DE 1998,
e pelos tratados
e convenções
internacionais.
Respeite os
direitos da
autor,
para que seus
direitos também
sejam respeitados,
sempre.

CrysGráficos&Design
|
|
|
|
|
|