Nobre Senhor // Bela Senhora
Efigênia Mallemont // Jaime Barboza


Minha índole decidida aborrece e rejeita
Humilde sujeição que restringe o surto
dos ardor e ousadia, e abriga a passo curto
a estrada talhada, a prosseguir a vida direita!

Teu doce encanto me sujeita,
e aqui neste tempo tão curto,
esqueço até dores em surto,
frutos perdidos em má colheita.

Se desejo evitar dependência duvidosa
Ou qualquer sugestão, introduzida a furto,
com brandura e cautela a autoridade encurto
De tudo que se impõe, seja homem, ou seitas!

A vida, nem sempre cor-de-rosa,
expõe querer e poder em curto,
mas amoldar-me, não me furto.
Bela senhora, assim me aceitas?

Mas existe Nobre Senhor, cuja ação reconheço,
Cuja donaire e a voz de meu caráter consente,
sem recusa, sem receios, por tê-lo em alto apreço!
 
 
Se doçura e elegância é o "preço",
tentarei, em versos, este presente,
e provar que tua estima mereço.

E, eu, que contra mandato estranho me rebelo
em presença do Amor, torno-me inconseqüente,
e, adoravelmente me deixo em seu coração!...

Cultivar teu amor é o que mais quero,
por isso, planto aqui esta semente,
 regada por um beijo e minha afeição.

Balneário Camboriú
2003

 

 


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