FLOR CARNÍVORA
Efigênia Coutinho
Teus lábios em fogo
afogando-se entre
minha virilha
são notas musicais
vogais dum alfabeto
com sonoridade própria
cópulas consoantes
ávidas, retesado
saboreando...
defloraram
umidades ao meio dos pêlos.
Oh! lábios que tem sons
consoantes e vogais
delirantes
levando contigo
o calor...suor...odor...
na linguagem do Gozo
perfumes duma Flor!...
Novembro 15.2007
Balneário Camboriú
FLOR CARNÍVORA
Heitor de Pedra Azul
Enquanto a Flor
Reflora
Perna dentro
Perna fora
Entre V W V
Laço-me
Entrelaço-te
Lambo
Teus labios
Vaginais
No teu âmago
Suspiros me esperam
Arpoar!
Faltam so alguns suspiros
Piro!
O momento é chegado
Heitor de Pedra Azul, Saint Julien les Villas,
15/11/07 - França
INCÊNDIO
Erigutemberg Meneses
Com meus lábios de fogo em tua virilha
Acendo o mato seco dos trigais
E na onda de calor escuto os ais
Da labareda indo a sua trilha.
Cresce a chama e o corpo inteiro brilha.
De cada poro sons angelicais
Surgem do fogo e as notas musicais
De tal beleza a voz de anjo humilha.
Do corpo ruem todas as muralhas
E no sopro fatal tudo farfalha
Com manto negro em mim Nero se assoma.
Os escravos dos seios são libertos
E nos braços das nádegas abertos
Celebro a destruição total de Roma
FLOR CARNÍVORA
JF Marques
15 nov. 2007
tua flor, oh Efi, me enlouquece
quando sinto o perfume agridoce
ou em volta de mim ela me aquece
me fazendo querer que a vida fosse
um eterno gozar junto contigo
gemidos e sussurros em mistura
eu buscando em tuas pernas o abrigo
desta carne tornada orgia pura
por beijar os teus lábios palpitantes
orvalhados de puro mel cheiroso
qu'estremecem em pulsos excitantes
pra levar-me ao êxtase do gozo!
FLOR CARNÍVORA
João Evangelista Rodrigues
flor carnívora pássaro canoro
por dentro canta o canário
a aurora canta por fora
floresta de carmim
meu coração deflora
me deixa em carne viva
a língua em pânico
prenuncia o cio aflora
exerce esnoba assobia
enrijece e dobra
em seu ofício de cobra
lima lambe lírica morde
saboreia o vinho
através da flor de vidro
o viço brota
vigorosa rosa abre-se ao gozo
viro sua gueixa me vicio
e tu me deixas doido
sem sono pesco pérolas
de tuas virilhas em teu dorso
arranco sonatas de outono
do silencio de tuas ilhas
flor carnívora come
mastiga minha fome sem remorsos
enquanto minha língua
canta por instinto o teu nome
flor carnívora pássaro canoro
por dentro canta o canário
a aurora canta por fora.
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