QUANDO ANOITECE
Efigênia Coutinho
Quando anoitece gosto de te sentir
meu corpo colado ao seu,docemente
acolhemos o amor que é presente
esse contentamento que enternece
Assim hospedada em ti,teu corpo me
recebe, são momentos de desejos
ardentes, colados a nossas peles
somos tu e eu exaltar numa prece
Queridas são tuas mãos em mim
caricias que enaltecem dentro
de mim, é pecado Amar assim!
Quando me beijas e me mordes é
magia e loucura sem ter fim, extenso
é teu gemido do meu prazer sentido!
Camboriú Julho 2007
QUANDO ANOITECE
Para a Efigênia,
amiga de versos amorosos e
contundente.
Se a noite desce em curvas estelares
sobre todos os corpos sem descanso
e a escuridão inunda o porão dos ares
e o amor emerge lírico dos pântanos
eu imagino e sinto movimento
o ritmo dos barcos de espuma
em vagas de carícia e sentimento
teu corpo flutuando na penumbra
em ti cavalgo os corcéis dos mares
e nas entranhas da baleia azul
viajo e sumo de encanamento
mas na voragem do arrebol a prumo
ouço pulsar por fora e por dentro
o sol do amor em chuvas estelares
João Evangelista Rodrigues
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Coutinho
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