SONETO À PRIMAVERA
ENTRANDO NO OUTONO

Efigênia Mallemont
Francisco Coimbra


Serpenteando por águas cristalinas
com as cores quentes do Outono
vai esta breve paixão pelo rio longo,
cubro o teu corpo de suaves tintas
coração perturbado em chamas sibilinas...
fazendo uma pintura sem sono
Vai adentrar a sua alma no céu oblongo.


onde desperto tudo para que sintas
O meu olhar reduz-se à sua ternura,
uma estranha magia do desejo
reduz-se a uma pupila cheia de meiguice,
feita de sons no silêncio em letra
e desliza no rio cheio de verdura
toda a música tocando um beijo
auscultando o concerto de Afrodite.


onde teus lábios vêm numa oferta
Sussurrando gemidos no escuro,
história a volúpia sobre lábios
o gozo da loucura torna-o formoso
onde o tempo se liberta e solta
e o rio é perturbado no percurso
deixando falar da carne sábios
pelo esto arrebatado e fogoso.


sabores no fulgor em tua volta
Só a ara traz prazer e sedução
onde redijo a poesia com estro
na bela Primavera da emoção.
rijo de marujo viajando metro.!.

 

(algo de incógnito faz incógnita
beleza vir à boca que regorgita)

 

 


Todos os direitos reservados
Sala de Poetas
AVSPE
Copyright © By Efigênia Coutinho
2008

Esta página, composta por texto e arte gráfica,
é protegida pela Lei de Direito Autorais -
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998,
e pelos tratados e convenções internacionais.
Respeite os direitos da autor,
para que seus direitos também
sejam respeitados, sempre.

CrysGráficos&Design



Michael_van_Laar-Fantasy_For_Two.mp3