UMA FERA BEM
DOMADA
Efigenia
Coutinho
Sendo no palco o poeta é quase
perfeito
Faz o seu papel de domar a fera por temor,
Ou,
por quem tem repleto de amor o peito,
Quer ver o
coração quedar-se num tremor.
Em meu corpo, sem timidez, no dorso
O rito mais solene da paixão, em desejos,
O murmurar do
meu coração, eu ouço
Sem freio, pela própria dimensão dos
ensejos.
Afagas minha pelugem macia, na
montaria,
A desejar com ardor, no
trote, viver emoção
Para beber o néctar vestal em
primazia,
Sentindo no corpo Amor cantar sua
canção!
Nas emoções ardentes de uma entrega
voraz,
Cadenciando na chama do amor a
cavalgar,
Entrego-me ao que realmente me
compraz
Ao alvorecer,nas belas tardes e em noites de
luar!
Balneário
Camboriú