AVSPE
PRIMEIRA CIRANDA DE 2007 COORDENADA POR
Raquel Caminha, Membro Efetivo da nossa Academia,
que administra com glorias o evento!
CIRANDA... EU POESIA
iniciada por Faffi e Bernardino Matos Patrono AVSPE
Mande sua POESIA para
princesa44@secrel.com.br
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POETA IMORTAL
Ilka Bosse
Sou poesia, e...
Registro minh’alma
Em aquarelas
Pintando meu coração
Em alvas telas
Sinto o escorrer da tinta
Em meu ser
Colorindo o meu sorrir
O meu viver
Contemplo minh’alma
Com leveza voar
Pelo caminho
Sem espinho
As rosas delinear
Seguindo pelo horizonte
Sementes do bem semeando
Em verdes campos
Um mundo de flores regando
Vejo minh’alma
Dar sua mensagem ao mundo
Dando à vida
Um significado profundo
Ao transformar
Poesia em luz para a mente
E se com isso pudesse...
Alegrar o coração
De apenas um só doente
Desta forma
Alcançando minha meta
De pertencer
Ao mundo artístico
Mundo do escritor, do poeta
Assim não teria
Minh’alma sido passageira
Minha obra consagrada
Marcante, verdadeira
E, quando eu partir para o além
Não seria o final
Seria através da arte...
A POESIA, ou quem sabe,
POETA IMORTAL
Autora: Ilka Bosse
Bailarina das Letras
Do Livro: O BAILAR ENTRE LETRAS
Direitos Autorais registrados
>>> ilka.bosse@terra.com.br <<<
102
Soneto a Quatro Mãos
(Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais)
Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.
Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.
Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.
Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.
103
Eu sou Poesia
Malu Mourão
Sou a rima, sou a prosa, sou poesia!
Quando falo de nobres sentimentos,
Se sorrindo a cantar minha alegria,
Ou se chorando os tristes lamentos.
O que importa mesmo é a harmonia,
Que desabrocha em cada momento,
Quando solto a palavra em poesia,
Desabafando assim velhos tormentos
Sou pássaro poético em sinfonia,
Que rimando num doce ciciamento,
Vou juntando palavras com nostalgia,
Para mostrar com belos ornamentos,
Que ao se fazer da vida uma poesia,
É apenas embalar-se em encantamentos.
104
MINHA POESIA
Carmo Vasconcelos
És a filha que trago na barriga
gerada nem eu sei há quantos anos
oculta neste ventre que te abriga
sustida plo cordão dos desenganos
Semente, grão em mim inseminado
óvulo fecundado em letargia
morosa gravidez, parto adiado
que lentamente dou à luz do dia
Me alegra que vás nascendo aos poucos
com gritos de triunfo em cada dia
com risos, choros, ou gemidos roucos
sejam de espanto, dor ou alegria
Acorda-me do sono que dormi
liberta-me do sonho-pesadelo
bebe-me o seio e cantarei pra ti
o que guardei de mais sublime e belo
Meu bem, meu tesouro, meu unguento
minha fonte, meu pão, minha utopia
meu vinho, lenitivo e esquecimento
meu alento e estrela que me guia!
Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal
In E-Book “Despida de Segredos”
105
POESIA E O POETA
Ricardo De Benedictis
Dedico a todos os Poetas e todos os Artistas deste mundo
A Poesia é sublime
Quando a inspiração exprime
Beleza, amor e ternura.
Como as notas da Canção
Que brotam do coração
Nas linhas da Partitura...
Composta parte por parte
A Música e a Poesia
Se completam em pura Arte...
...Versos, Métrica, Harmonia...
Letras, Notas Musicais,
Palavras, sons magistrais
Na mais bela Sinfonia...
Artista, Fama, Sucesso,
À semelhança do excesso,
A marca dos desenganos...
Alegrias e tristezas
Se confundem com incertezas
No coração dos humanos...
106
EU, POESIA...
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
À meia-noite e 43 min do dia 12 de janeiro de 2007 do Rio de
Janeiro,
especialmente para a Ciranda " EU POESIA ".
Eu, poesia... sou um homem
Que ama e que fantasia
Imagens que nunca somem
Quando um verso se inicia...
Eu, poesia... sou menino
Brincando de anjo e monge,
Recriando meu destino
Com o pensamento longe...
Eu, poesia... não sou nada
Mais que o teu sopro de fada
Sobre a pétala macia...
Sou resultado do amor
Que poliniza essa flor
Que tem teu nome... poesia.
107
CORAÇÃO TAMBÉM É POESIA
Leda Galvão
Pobre da minha pena!
Era dourada, brilhante,
corria sobre o papel
em ritmo alucinante!
Versos, versos e mais versos
todos vibravam em harmonia.
Às vezes eram perversos
porquê uma lágrima vertia.
Hoje... ela está desgastada,
já arranha mais que escreve.
Meus versos são só saudade,
são rimas, mas tão de leve...
Constato assim o que é real,
porém vivo feliz do meu jeito,
pois sendo eu somente poesia,
coração é poema em meu peito.
108
Minhas poesias
Helô Abreu
preciso explica-las?
elas nascem em mim..de mim
da vida que levo,
dos meus dias vividos
Elas falam por mim
de ti..para ti
P'ra saberes como sou
bastas leres nas entrelinhas
ali estou
interinha...
Helô Abreu
109
Eu poesia...
Maria Antônia Canavezi Scarpa
Nasci... na indolência da minha preguiça
talvez um vértice muito jovem para os versos
fiz no tempo das letras o meu brinquedo
a boneca que nunca ganhei,
pelo ode me apaixonei
As folhas, as canetas eram fáceis
e as idéias vertiginosas surgiam
tumultuavam sem parar meus pensamentos
sendo assim pela poesia me apaixonei
Brincando todos os dias
com frases, palavras truncadas
idéias que vinham e em minha cabeça fervilhavam
pouca, mas muito pouca idade eu tinha
para querer ser mestre nas rimas
mesmo assim nas difíceis palavras naveguei
não sei de onde originavam
mas se firmavam solenes, férteis
nos versos que fui ao longo do tempo compondo
sem mesmo entender
dava uma história um paradoxo, uma razão a vida
Eu poesia, poesia minha
brincando ninei-a com carinho
e da vertente cada dia mais espessa
a água jorrava, branca e cristalina
gostei do seu sabor e a sorvi, protegendo-a
em cadernos, brochuras, folhas esparsas
foram se avolumando, tomando corpo
as idéias se multiplicando cada vez mais
como um colar de pérolas se desfiando
foram caindo ao léu como flores perenes e cheirosas
Minhas todas elas, filhas, crias, todas minhas
transformaram-me numa onça ferina
se uma linha for subtraída
arrancadas da minha autoria
porque cabe somente a mim as histórias
contadas, inventadas, vividas
vieram, germinaram de dentro de mim
em qualquer tempo, hora ou dia
cada sonho, cada virgula emprestada, pontuada
nasceram PARA DAR SENTIDO a minha existência
HOJE sou eu poesia
110
AH! SE EU FOSSE POETA!
Bernardino Matos.
Ah! se eu fosse poeta, para em versos traduzir,
a forte emoção que sinto quando o sol clareia,
no rompante da manhã, pra dizer do meu sentir,
para falar do meu amor em noite de lua cheia.
Ah! se eu fosse poeta , para tua varanda alcançar,
e com palavras doces, na força de um poema,
através de tua vidraça, baixinho, a sussurrar,
falar ao teu ouvido: amor, você agora é meu tema.
Ah! se eu fosse poeta, para assumir teu sofrer,
para chorar por ti, quando a saudade viesse,
para acalmar teu coração e melhorar teu viver,
eu seria tão feliz, como se no paraíso estivesse.
Ah! se eu fosse poeta, para contigo vivenciar,
a suavidade da doçura na força do acalanto,
de uma mãe que se debruça para poder ninar,
sua criança adormecida,que amanhã vai sonhar.
Ah! se eu fosse poeta, para poder compartilhar,
a amargura da solidão de um pobre solitário,
que nem um ombro amigo ele encontra pra chorar,
eu poderia amenizar a dor desse triste itinerário.
Ah! se eu fosse poeta, para poder amparar,
cada menino de rua e sua infância devolver,
para vê-lo sorrir, correr, soltar pipa, jogar,
para matar sua fome e feliz vê-lo crescer.
Ah! se eu fosse poeta, para poder consolar,
os enfermos, que estão tristes aguardando,
o desfecho fatal , esperando a morte chegar,
para dizer-lhes a eternidade está chegando.
Ah! se eu fosse poeta, para unir os corações,
sofridos, aparar as arestas, fazer predominar,
a força do amor, da paz, da ternura das emoções,
eu espalharia flores, nesse novo caminhar.
Ah! se eu fosse poeta, para acolher os velhinhos,
abandonados, sofridos, perdidos, desolados,
para repor seus sonhos, devolver-lhes os carinhos,
dos filhos, dos netos, de amor serem cercados.
Ah! se eu fosse poeta, para em prosa e verso exaltar,
a beleza da natureza e me ajoelhar agradecido,
a Deus por toda essa riqueza nos disponibilizar,
e pedir-lhe perdão por ter, às vezes, esmorecido.
Alguém poderá me questionar, dentro da racionalidade,
não precisa ser poeta, para tudo isto entender e praticar,
e eu respondo com segurança, na força da verdade,
somente o poeta é capaz de a dor e o amor expressar.
Para, porém, traduzir na veracidade da poesia,
todas as agruras e as desilusões da humanidade,
é preciso, de fato, ser poeta, pois ele entoa a sinfonia,
emite o som da dor, o sussurro do amor, o sufoco da saudade.
Fortaleza, 31 de janeiro de 2006.
PRÓXIMO
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OBRIGADA SONIA ORCIOLLI
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