AVSPE E tendo como organizadora, nossa querida
Raquel Caminha, Membro Efetivo da nossa Academia,
que administra com glorias o evento!
Mande sua POESIA para
princesa44@secrel.com.br
POEMA DA MADRUGADA
Neida Wobeto
E o sino badalava...
Era hora de viver a vida...
Vou vivendo vivamente,
cada instante
nesta fonte,
incessante.
Vou carregada
pela minha caminhada,
querendo ser afagada,
querendo tudo querer,
para a vida buscar.
Vivendo na Vila Harmonia
e ter harmonia em sua vida.
Querendo o amor de um homem
e o amor dos filhos.
Buscando o amor
que a leve às alturas
como o carrossel da vida.
Sou a loba sem bando,
que embarca na longa
estrada da vida.
Sentindo o sabor das lágrimas,
sentindo que seu pensamento
está em mim,
e perguntando:
Onde está o Criador?
E amando o amor,
e odiando o ódio.
Querendo a vida viver.
Sabendo o amor, amar.
Buscando, buscando e buscando.
E querendo saber:
Quem foi o insensato que não amou?
Quem se tornou seco de lágrimas?
Quem chorou, sofreu, morreu e mil vezes viveu?
Sentindo o sussurro do vento
E mil vezes chamando.
E as montanhas ouvindo meu clamor,
Querendo amar.
Querendo sentir,
Querendo viver.
E quanto mais chorava,
amava,
vivia.
E as lágrimas chorando todas;
E o riso rindo todo.
E a vida, vivendo intensamente.
Oh Deus, por que não respondes?
E a resposta vinda:
Como chegada ouvida,
A vida, somos adultos,
E choramos,
E gritamos,
E chamamos,
E perguntamos:
Onde estamos?
Então direi:
A vida é um palco.
É um circo, um teatro.
Perguntarás e eu te direi:
SIM, EU SOU FELIZ!!!
Neida Wobeto
*Que se escute o grito de Deus!!!*
ZULAY A. VARGAS R.
Que se abra o céu...e entre raios e centelhas
se escute só a voz do Todo-Poderoso Deus...
ama ao teu próximo, para que amado também sejas !
e que num grito se deixe ouvir como um trovão sua voz...
Que ecoe essa palavra e escutem todos...Amemos !
Que todos somos iguais: nos, eles, tu e eu
que nada nos levamos no dia em que morremos
mas que o que temos feito e aquilo que se deu.
De que serve o dinheiro e as tais classes sociais?
se isso não se pode apresentar ante o Senhor...
por que comportar-comportarmos pior que os animais
se a única fonte de felicidade e dar e receber amor.
Necessitamos um mundo tanto real como virtual
onde todo mundo se comporte como irmão
onde todo mundo seja considerado igual
onde todo mundo tenha, e dei uma mão.
Por amor a Deus, precisamos dar e sentir paz
por amor a Deus, precisamos dar e sentir amor
ler a pureza da poesia que por, e com amor se faz
sem ódio, sem vingança, sem maldade e sem rancor.
Necessitamos entender que a única e verdadeira riqueza
é a riqueza interior, que é a verdadeira a maior e a melhor
que se extinga a falsa ideia de que existem diferencias
e que o único poder no mundo seja só a força do amor.
Para que nos serve um mundo cheio de tanta vaidade
para que nos serve um mundo com tanta violência
perdidos entre as mentiras, sem vermos a realidade
do passageira e pequena que é a vida e a existência.
Precisamos dar e ter amizade, amor, alegria e abraços
porque não existe no mundo paz nem alegria maior
que unir todos com fé nossas forças e nossos braços
lutando juntos e unidos por um mundo cada dia melhor.
Zulay Adalys Vargas R.
Portugal- 23-11-2006
Meu Grito
Alejandro J. V. Lima
Um grito silencioso mora na minha alma
grito desesperado de angustia e de dor
cheio de loucura sumido e sem calma
de ter perdido para sempre o seu amor.
Vai se espalhando e aperta minha garganta
em fragmentos doloridos uma só palavra...volta
num soluçar de dor que a mim próprio espanta
e qual musica me invade entre sua triste nota
E essa dor perene provocando
seu eco todo em mim ocupando
entalado na garganta, sufocando
o ar que preciso...me asfixiando
Volta a mim, esta a clamar esse meu grito
num berro estridente, que junto a ti chegue
saindo das profundezas em médio do atrito
gemendo, clamando meu grito de amor infinito.
Alejandro J. V. Lima
Portugal 01/12/2006
O meu grito
Rosa Silva ("Azoriana")
Cabelos ao vento, réstias do tempo,
Que confinam rente ao mar...
Ligeiro o pensamento, solitário momento
Comigo a navegar...
E a saudade regressa na onda
Faz-me sonhar com o amor passado
E na areia deixo-me embalar
Com a melodia de mar
E o corpo a soluçar...
Volta...
Volta para mim
E deixa-te ficar
No meu olhar molhado
De amor, de mar...
Abençoado seja o dia
Que renovar essa alegria
O coração triunfará
E o sal será...
O grito de cada dia!
Rosa Silva ("Azoriana")
DEPENDE DE VOCÊ
Mifori
Chega. Não chore mais minha amiga,
Poupe seu lindos olhos; sorria e viva,
O choro é a incerteza e produz tristeza;
O sorriso é o seu alicerce, sua firmeza!
Perdoe! Esqueça a mágoa e a solidão,
Ponha, agora, a alegria no seu coração!
Brilhe! Ostente a sua luz e a sua cor;
A luz é a vida e a cor, sua sustentação!
Deixe o desagravo que não gera nobreza;
Sinta e exponha a natureza com pureza.
Ao usufruir o mundo de sua vida legal,
Espalhe a grandeza do seu nobre ideal!
Pensamento:
"Quem vive com sua própria luz, deixando
as trevas às margens do caminho, é feliz"
Obrigada pela consideração
Que Deus nos conserve sempre amigos
Abraços poéticos
Mifori
http://geocities.yahoo.com.br/mifori_poemas/index.htm
http://www.poesiasemensagens.com.br/mifori/menu/menu.htm
O Grito
Marcos Loures
Preso na garganta
Grito que não solto
Tanto me revolto
A vida dói, tanta.
No canto que tento
Invento meu cais
O meu grito, atento
Não solto jamais.
Recebo em tempesta
A festa que fazes
Nas frases mais feitas
Não peço mais pazes
As horas perfeitas
Desfeitas em dor,
O grito que penso
Mas não me convenço
O grito do amor!
--
Na alameda da esperança...
Grito
Lenamais
grito forte... desabafo
espanto o sufoco
do pranto abafado
05.12.2006
Rio de Janeiro/RJ
MEU GRITO
Alfredo dos Santos Mendes
Soltai do peito, um grito lancinante,
símbolo de revolta, sem lamento!
Gritai bem alto, não! Ao sofrimento,
à hipócrita droga, insinuante!
Evitai seu sorriso virulento,
o seu néscio domínio petulante!
Afastai para longe a falsa amante,
imponham seu total afastamento!
Não queiram ter na vossa companhia
essa odiosa amante, nem um dia!
Que se disfarça de anjo protector!
Parece pó de arroz, pó inocente!
Mas é droga fatal, que impunemente,
vai semeando a morte, o luto, a dor!
Lagos, 05/12/2006
Alfredo dos Santos Mendes
Só mais um Grito...
Deth Haak
Bradam entranhas no vento que ora uivante
soa da verve poética, plasma de meu sentimento
Refega que diz Não, ecoando no horizonte...
Aos que a natureza trouxerem dor e lamento...
Ponho em meu peito a armadura do levante
E nos lábios um sorriso lançado ao vento
Empunho a lança da poesia que doravante
Vai pelos campos dissipando o sofrimento...
Da natureza, pelos humanos peçonhentos,
Vai meu verso aos corações dos petulantes
Que matam rios as Dunas, os seres cruentos!
Aloure em tempo o que grito aos mutantes
Que aqui chegam mascarando seus intentos
Que ateie pra bem longe, essas almas errantes...
A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
5/12/2006
Ao Morro do Careca a maior Duna do Nordeste, ameaçada por espigões!
SPVA-RN. Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Clamor
Mariano da Rosa
Grite!...
Até que as manhãs de domingo ressuscitem
Como um guerreiro militar oriental,
Antes do naufrágio da nave cronológica,
Da subversão do Norte (...), da anarquia crônica (...)!
Grite!...
Até que das árvores a seiva goteje,
Submergindo as planícies urbanas (...), os vales (...);
Antes da exaustão das oceânicas fontes,
Da desertificação irremediável!!!
Grite!...
Até que se fragmentem todos os espelhos
Em mil estilhaços, inencontráveis cacos (...);
Antes do irrecuperável eclipse das lâmpadas
Que abortará sem dó a gestativa imagem!
Grite!...
Até que as grades de ferro dos “nãos” inclinem-se
Diante dos “porquês” da igualdade humana,
Antes que os mártires tornem-se mitológicos:
Sem filhos ou viúvas (...), ou até discípulos!
Grite!...
Até que a fome seja um primitivo código,
Limitado às arqueológicas fronteiras,
Antes do genocídio do Capitalismo
Que torna um canibal moderno a sua vítima!!!
Grite!...
Até que as pedras das muralhas despedacem-se
Diante dos olhos dos seus próprios artífices,
Antes que as nódoas de sangue desapareçam
Sob a ação dos protozoários pós-modernos!
Grite!...
Até que as pontes, portas e degraus ressurjam
Como um caminho para qualquer peregrino,
Antes da extinção dessa milenar espécie
Que como “dessemelhante” subjuga o próximo!
Grite!...
Até que a terra um edênico nicho torne-se
- Um histórico berço, não um mausoléu,
Antes do decreto da paz apocalíptica,
Da autodestrutividade em seu cerne implícita!
Grite!...
Até que a voz torne-se um cavernoso eco
- Dos porões endócrinos até os nevrálgicos,
Antes do abissal silêncio do vácuo cósmico,
Do “na-da” (ou do “tu-do”?!), que tanto desespera!!!
Grite!...
Até que o humano alcance a autoconsciência,
O estado último da existência terrena,
Antes da degradação da macrobiose
Que igual torna todos os seres biológicos!
(extraído do livro "Quase Sagrado" - inédito)
Do Escritor Mariano da Rosa
Autor do livro "O Todo Essencial" (Universitária Editora -
Lisboa / Portugal - Edição de 2005 / Poesia)
Membro da União Brasileira de Escritores - SP
Sócio da AMAR / SOMBRÁS (Associação de Músicos, Arranjadores e
Regentes / Sociedade Musical Brasileira)
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