www.art.com

         CIRANDA... BASTA   CONVITE   AVSPE


         AVSPE CIRANDA BASTA COORDENADA POR
                  
Raquel Caminha, Membro  Efetivo da nossa Academia,
                     que administra com glorias o evento!

         Iniciada por Arlete Piedade e Victor Jerônimo 
         Patrono AVSPE  E VICE PRESIDENTE

Mande sua  POESIA  para
princesa44@secrel.com.br

 

LISTA DOS PARTICIPANTES


011.

Natureza
Efigênia Coutinho
Em Homenagem ao Dia da Natureza (4 de Outubro)

Quando entro numa floresta, ajoelho-me,
porque ela é a mais antiga das Igrejas,
aquela em que o primeiro homem ergueu ao céu
a sua primeira prece: saudação à Natureza!

Não há sacerdotes nesta Igreja, nem velas no seu altar,
nem fumos de incenso, que saiam dos turíbulos
de prata! Há uma multidão silenciosa,
que estende os braços robustos para o alto...

E, sobre aqueles braços, uma multidão de mãos,
se abrem para implorar a vida ao sol,que tudo cria.
A natureza mais sábia, soube na Floresta preparar
bálsamos diversos, para todos os males da alma.

Porque todas aquelas folhas verdes e sussurrantes
ao vento, dizem a sua prece no murmúrio misterioso
duma língua sem palavras, tudo reza: rezam as folhas,
e com elas os insetos da Terra nos ramos entre a cortiça!

Eu me encontro como uma criança, num berço
onde a vida germina e cresce, lenta,
esperançosa,apontando a Natureza Futurecida!

Balneário Camboriú
Janeiro 2007

012.
Basta!
Tarcísio R. Costa

Basta de tanta maldade,
Basta de tanta discriminação,
Basta de tanta crueldade,
Basta de tanta injustiça,
Basta de tanta corrupção,
Basta de tanto ladrão,
Basta de tanta violência,
Basta de tanta inclemência,
Basta de tanto ação do mal,
Basta de tanto desnível social,
Basta de tanto ser corrompido
Basta de tanto voto perdido
Basta de tanta ganância,
Basta de tanta tolerância,
Basta de tanto projeto obscuro,
Basta de tanto "Brasil do Futuro"
Basta de tanta inverdade,
Basta de vocês polítIcos
CORRUPTOS.

013.
Basta !
Mercília Rodrigues

Basta o queixume do mundo,
que arde em fogo lento
e o caos que se abre profundo ,
para o amanhã de lamento .

Somos oleiros oriundos,
do solo que vivifica,
na ida e do mundo !

Esta herança se edifica,
em nossos atos passados,
a colheita é que nos fica !

Na triste aridez estampada,
sem alma e frágil o corpo,
sou de assombro tomada ,
tem a Terra um homem morto?

mercilia.rodrigues@terra.com.br

014.
Basta…
António Zumaia


É o meu povo que grita,
nesta luta desigual…
Na pequenez a desdita,
de ser tratado tão mal.

Basta…

Luxúria dos governantes,
à pobreza deste povo;
Essas promessas sonantes,
sonhou-se num homem novo.

Basta…

O Luso peito diz basta,
não quer mais, ser enganado;
Pois a verdade o afasta,
do seu ideal sonhado.

Basta…

Digo basta… e grito eu,
com fome envergonhado…
Apenas quero o que é meu
e me está a ser roubado.

Basta…

Vossos erros o povo paga…
Os ricos dão o que sobra;
Os pobres é triste saga,
o que o estado lhes cobra.

Basta…

Há fome em Portugal
e a miséria também…
Não vêem que fazem mal,
tirar o que o povo tem?

Basta…

Políticos… nobre casta,
de golpes enriquecidos.
Chegou a hora… já basta,
de estarmos adormecidos.

Basta…

Grita o meu Portugal,
peito sempre nobre e puro,
não roubem mais, porque é mal
e destrói nosso futuro…

Basta…

De escolas a acabar…
De crianças desvalidas…
Sem futuro para sonhar…
Doentes, mal são paridas.

Basta…

Basta é o meu grito agora,
não tirem o que nós temos.
Olhem… chegou a hora,
desta verdade sabermos.

Basta…

Sou o velho do RESTELO,
tenho pulmões para gritar;
O branco do meu cabelo,
diz-me… Não vai continuar…


Sines - Portugal

015
BASTA
Raquel Caminha Matos
(Lindinha)

A questão central que afeta a humanidade,
gira em torno de dois pontos essenciais,
recursos escassos para carências vitais,
e as necessidades ilimitadas da realidade.

As riquezas espalhadas pelo universo,
se renovam constantemente e muitas ainda,
são desconhecidas tornando-se infinda,
a possibilidade de um caminho inverso.

O problema se resume na administração
desses recursos, que mesmo escassos,
poderiam aproximar mais esses espaços,
através de uma planejada e justa distribuição.

O homem mudou o foco de Deus na criação,
em vez difundir o amor, propaga o rancor,
em vez de construir, tornou-se um destruidor,
em vez de procurar a unidade, prega a separação.

E o mundo se tornou uma arena, um Coliseu,
onde os bons, os carentes, são jogados
às feras, por seres cruéis e desalmados,
não importa se um palestino ou um judeu.

Não bastam, todavia, palavras e manifestos,
a dor, o sofrimento, a fome, não conseguem,
arrefecer a violência, os insanos perseguem,
seus objetivos , apesar de todos os protestos.

Basta que cada um de nós empreenda,
uma mudança profunda de sentimentos.
que busque no amor todos os lenimentos.
Basta que o legado de Deus compreenda.

Basta fazer valer a prática da cidadania.
Basta uma luta severa por justiça social,
Basta reconstruir o meio ambiental,
Basta implantar a verdadeira democracia.

Basta plantar, em vez do desmatamento,
Basta uma melhor distribuição de renda.
Basta buscar a paz no lugar da contenda,
Basta ter mais amor e discernimento.

016
"PANIS ET CIRCENSES". BASTA.
Diógenes Pereira de Araújo


Muita gente não passa de assistente
por ter índole frágil, comodista;
jamais será alguém, protagonista,
a construir um mundo mais decente

O ser protagonista: uma conquista
de gente pró-ativa e inteligente
que sabe, no que quer, ser persistente
e que a seu ideal tem sempre à vista

É muito antigo o "panis et circenses"
mas era tempo já de dar um basta
porque no divertir-se a vida é gasta

O comodista inclui em seus pertences
tudo que dê conforto e dê prazer
a fim de divertir-se: até morrer.


017
BASTA
GLADYS OVADILLA


BASTA YA DEL HAMBRE DE LOS NIÑOS,
¡Y JESUS! LOS MIRA IMPOTENTE,
CARITAS TRISTES, LLANTOS INOCENTES,
EL HOMBRE CORRE A SUS VANOS LUJOS,
DEJAME AQUÍ, DONDE LLORAN PEQUEÑOS,
QUE ELLOS SABRAN, DE TODO MIS EMBRUJOS,
LOS LLEVARE, DONDE NO EXISTE EL DESPOJO,
POR EL EXCESO DE CALOR SUBIRAN AL PARAISO,
DE PAJAROS AZULES, Y FLORES DE COLORES,
PERFUMADOS Y FRESCOS NO SE DESHIDRATARAN,
ACASO MIS NIÑOS, ¡VOLARAN!
DE FLOR EN FLOR, COMO ABEJA
DE BALCON,
BASTA YA DE PENAS RECOGIDAS,
PAREN EL MUNDO ORATE,
TAL VEZ MAÑANA, SURGIRAN AVENTURAS MERECIDAS.


15 -1-2007
hpt//rincónpoetisa.webcindario.com


018
BASTA
Antonio Cícero da Silva

Basta, chega de tanta destruição
A natureza muito chora
O homem terrível sem coração
Machuca a natureza que tanto implora.
A natureza já não suporta
A tantos descasos
Com milhões de árvores mortas
E milhares de alqueires queimados.
Com o meio ambiente poluído
Fica difícil respirar
Com tanta química espalhada no ar
A situação somente vai se complicar.
Água com lixo de todos os tipos
Os rios repletos de solventes,
Óleos e derivados diversos.
Será que é realmente o progresso?

 


019
Se o homem quiser, basta
Marlene Vieira Aragão

A pureza do homem tornou-se impureza!
Na face não há alegria, agora, só tristeza.
Uma sombra imensa ronda a sua Vida
Oh! Homem! A tranqüilidade foi esquecida.

A alma do homem hoje perde a poesia
Toma conta de tudo apenas a egolatria.
Basta, homem! A vida não quer vício!
Basta! A vida quer não quer artifícios!

Basta! A vida humanos jardins, esmola
Um olhar, um afago; mas, desconsola-se.
Um acre sabor de sangue das bocas escorre
Amargo feito fel das mãos da própria vida!

Oh, Homem, basta! Você gera vida.
Não levante contra vida esta pistola
Não asfixie suas crias com poluição.
Basta de tanta e tamanha destruição!

Oh! Homem! Teus braços te dão força
Luta! Tua mente contigo se esforça.
Tens o dom da pura solidariedade.
Basta que queria e tudo será suavidade

Basta, ó homem, de tantos enforcamentos
Na terra que te deu tanto ensinamento.
Por que anda em tanto fingimento?
Olha para cima e veja o firmamento.

Transbordam brilhantes contas de lágrimas.
Nuvens de algodão se distribuem em estimas.
Basta que ame. Ame principalmente a ti.
Assim dirá à violência que te arrasta: Basta!

Marlene Vieira Aragão 16/01/2007.

020

JÁ BASTA
Alfredo dos Santos Mendes

Já basta de dizer: não está bem!
Parem de criticar só por prazer.
Quem provar que melhor sabe fazer,
mostre como se pode ir mais além!

Não basta só mostrar o seu desdém,
e de tudo somente mal dizer.
Mostre p’ra que possamos aprender,
como deixar de ser um Zé ninguém!

Não basta criticar! Há que mostrar!
Partir do pressuposto, de ensinar...
Já que por certo é mestre, e sabe tudo!

Não basta só dizer: leiam estudem...
Não sejam egoístas nos ajudem...
A deixar de escrever, algo maçudo!

Lagos, 16/01/2007
Portugal

 

PRÓXIMO

 

INICIO CLIQUE

 


 

 

l Página Inicial l Índice l Livro de Visitas l

riozinho.wav

Você é o visitante número
 
Counter
Todos os direitos reservados
Academia virtual Sala de Poetas e Escritores
Maior Point de Poetas na Net

AVSPE
Copyright © By Efigênia Coutinho
200
7

Esta página, composta por texto e arte gráfica,
é protegida pela Lei de Direito Autorais -
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998,
e pelos tratados e convenções internacionais.
Respeite os direitos da autor,
para que seus direitos também
sejam respeitados, sempre.