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         CIRANDA... BASTA      AVSPE


         AVSPE CIRANDA BASTA COORDENADA POR
                  
Raquel Caminha, Membro  Efetivo da nossa Academia,
                     que administra com glorias o evento!

         Iniciada por Arlete Piedade e Victor Jerônimo 
         Patrono AVSPE  E VICE PRESIDENTE

Mande sua  POESIA  para
princesa44@secrel.com.br

 

LISTA DOS PARTICIPANTES


 

081
AVE MARIA NO MORRO
Rosangela_Aliberti


Dias de verão
bem detrás do morro
um amarelo-lixa

Se há pás-de-lixo incham
nas asas dos pássaros
sente-se o odor de sujeira...

De um lado do morro
ainda há o Verde
do outro, predomina a queimada

Às dezoito horas em ponto
terços orações e cantorias
saudando Maria:
Salvem Gaia!
(Do Alto do Morro)
Que se retenha o Azul das Cascatas...

Rosangela_Aliberti
São Paulo, 30.I.07


082
Se eu pudesse...
Vera Salbego

Se eu pudesse transformar o mundo
Faria da bomba atômica
Um bálsamo para a paz.

Se eu pudesse faria deste mundo
Um mundo mais colorido e musical.
Transformaria a poluição.
Em pássaros ofertando música
A nossa alma.

Se eu pudesse...
Daria liberdade a todos.

Se tudo dependesse de mim.
O mundo seria só amor e poesia.
Não existiria violência.
Todos se dariam as mãos.

Se eu pudesse...
Faria deste mundo, pétalas de rosas.
Exalando perfume de felicidade

Colaboração para Ciranda Poética /poetisa vera salbego
Membro efetivo da Academia Virtual e Sala de poetas e Escritores virtuais.
http://verasalbego.zip.net


084
O NOSSO 25 DE ABRIL
AMIGOS PORTUGUESES:
Nelson Fontes Carvalho


Quando há trinta e tal anos se deu a revolução,
A esp’rança foi latente, eufórica, desmedida,
O fim da ditadura ia tudo da nossa vida,
Todos vislumbravam sair da estagnação!

A PIDE fora do baralho, ali, enfim, rendida,
Com super talentos políticos com erudição,,,
As promessas surgiram; a eterna cantiga, ilusão,
Quem contar, hoje vimos nenhuma foi cumprida!

Certo, vê-se grandeza pra enganar o ZÉ-POVINHO,
Entramos na zona EURO, só pra pagar mais,
Até ordenados não chegam pra encher o carrinho!...

Só se pensa em fantasias com todas as tabelas,
Já dizem que não há na social os nosso capitais,
Vejam, pra dar contas aos patrões de Bruxelas!


O descalabro é, grande nos nossos bons pilares
De progresso, que continuam em banal estudo,
Por ilustres cabeças que prometeram tudo, tudo,
Que hoje vimos, sentimos isso tudo foi SÓ…ARES!

Vejam, sem referendo, foi-se o velhinho escudo,
A carestia de vida está em todos patamares,
Os impostos são tantos, tantos e tão, impopulares,
Que breve pagamos o que respiramos por um canudo!

O auto, tão preciso, com tal preço da gasolina,
Com tantas dízimas, sabe-se, mais o povo arruína,
Que vai notando o bolso vazio nem que não queira…

A saúde! O cavalo de Tróia pra este triste povo,
Vêm fechar hospitais, urgências imposto novo,
Isto é, o fim, já se fala fazer renascer a OLIVEIRA!


Nelson Fontes Carvalho
AMORA/ Belverde

084
BASTA
Deborah Douglas

Basta a mão corrompida
Basta a madeira corroída
Basta a moça pervertida
Basta a mata invadida

Basta o homem tristonho
Basta o paraíso ser só um sonho
Basta o desespero medonho
Basta do que me envergonho

Basta a casta
Nobre e vasta
Comandar a devasta
Como a má madrasta

A terra também é tua mãe
O que fazes com ela? Espanca-a?
Então percas a esperança
Do dinheiro como alavanca

Porque um dia a madeira acaba
Porque um dia a fumaça macabra
Irá fazer tua grande gaba
Dizer abra-cadabra
Mas mesmo assim a casa desaba
E antes que o chão se abra
É melhor imitar cabra
Que parte em retirada
Antes de ser rejeitada
Pela terra abençoada
E pelo homem maltratada

Basta de tudo
Almejo somente o veludo
Vestindo o homem desnudo
Será que somente me iludo?

Basta gente!
A humanidade clemente
Ainda é crente
Que terá o presente
Da vida excelente
Nesta Terra que brada urgente
Que a fome, a guerra e a corrupção
Sejam extintas para sempre.

 

085
CONTRA O TEMPO
Maria Thereza Neves

...contra o tempo caminho
precisando respirar
destravar coisas do âmago
frases soando como versos
sem lugar pra deixar

os jardins estão poluídos
as letras virando pó
as rochas nada querem gravar
só querem escutar
nada falar

não sei onde letras deixar
as folhas somem no soprar do vento
apodrecem virando vidas
abrindo poemas em terras famintas.

(Direitos Reservados-BN/RJ)

086
Basta
Muriel E T Niess Pokk

Basta de tantas guerras
Que mutilam e matam
Com maldade.
Basta de tanta fome
Que aos pobres maltrata
Sem piedade.
Basta de tanta discriminação
Que deprime e machuca
Com impiedade.
Basta de tantos deuses
Que confunde a mente,
E escondem a verdade.
Basta Deus meu
De tanta destruição,
Faz com que o HOMEM
Volte a pensar com o coração.

Registrado em Cartório

087
SALVEMOS NOSSO PLANETA!
Cristina Aceves Colibri


Lideres, dirigentes e ativistas,
um alto urgente à destruição;
Juntem suas forças e tomem ação,
detenham cedo tem os capitalistas.

A terra esta em suas fases fatalistas
Deforestada, e em contaminação,
depredadores em louca traição
sem pensar são netos materialistas.

Auxílio pede o mundo não é um jogo
pois grandes desastres já se aproximam
a terra agoniza pela ambição.

É hora de atuar e a todos lhes rogo!
salvar nosso planeta! já o aniquilam .
se não tomamos agora mesmo ação!

SALVEMOS NUESTRO PLANETA!
Cristina Aceves Colibri


Lideres, gobernantes y activistas,
un alto urgente a la destrucción;
Junten sus fuerzas y tomen acción,
detengan pronto ha los capitalistas.

La tierra esta en sus fases fatalistas
deforestada, y en contaminación,
depredadores en loca traición
sin pensar son netos materialistas.

Auxilio pide el mundo no es un juego
pues grandes desastres ya se aproximan
la tierra agoniza por la ambición.

Es hora de actuar y a todos les ruego!
salvar nuestro planeta ya lo aniquilan!
si no tomamos ahora mismo acción!

Autor
Cristina Aceves Colibri / U S A


088
MEU GRITO

O meu grito sai da alma
E chora meu coração,
Por sentir tanta tristeza
Na face do meu irmão.

É um grito de revolta
Que pranteia o meu peito doído,
Se juntando ao clamor de um povo
tão maltratado e sofrido.

O grito não cala ...
A fome não pára ...
E nos olhos de um pai a sofrer,
lágrimas continuam a brotar
Pela dor de ver seu filho
Sem um pedaço de chão prá viver,
Sem um pedaço de pão, prá sua fome matar.

E na luta para sobreviver
Meu irmão continua a caminhar,
E com seu grito de dor e de tristeza
Se faz ouvir o seu clamor pelo mundo,
é o grito de uma vida de incertezas!

Socorrinha Castro / florzinha
JP - PB - Brasil
www.socorrinhacastro.com.br

089
HAVIA...
Joaquim Sustelo

Havia uma floresta densa e verde
Que o vento balouçava de caminho
Num gesto de quem ama e nunca perde
De dar, sempre que passa, o seu carinho.


Havia um bando de aves, o chilreio
Que mergulhava o espaço em melodia;
Um rio de águas claras pelo meio
Entoando outra canção em sintonia.


Havia um campo vasto onde a semente
Crescia pela força do seu chão;
Apenas chuva e sol como presente
E dando com amor um fruto são.


Havia um céu azul onde as estrelas
À noite cintilavam com esplendor;
E as nuvens recortavam entre elas
Os quadros deslumbrantes de um pintor.


Havia um Mundo-Terra que girava
A namorar o sol, em estado puro;
E todo o ser vivente então achava
A Terra um paraíso, com futuro.


Porém chegou o homem. Inconstância
Em gestos que eram ódios… ambições...
A fúria desmedida e a ganância
Que tem o alvo posto nos cifrões!


Atira-se à floresta, faz o corte
Destrói a bel-prazer e negoceia...
E sem notar que traça a própria morte
O que inda dela resta, incendeia!


Nessa ambição-loucura que o anima
Conspurca o céu azul, o ambiente...
As cores viram cinza, muda o clima
O rio vai poluído na corrente...


Por via de um pensar que é tão pequeno
Agora em toda a parte o perigo espreita;
Os frutos são colhidos com veneno
E o homem sofre efeitos da maleita.


Das fábricas se eleva o negro fumo
Sem respeitar limites, convenções...
Depois o nuclear… piora o rumo
Desastres que mutilam multidões!

Ó Gente que em postura tão nefasta
Destrói sem ter noção desse valor!
É tempo de parar, de dizer basta!
Ficando a Terra um ermo, pobre e gasta
Teremos nossa noite sem alvor…


Joaquim Sustelo
(Para a ciranda “Basta!”,
sobre alterações climáticas e degradação do ambiente)


090

BASTA DE UMA VEZ!
Raquel Caminha
(Lindinha)


Basta de indignação e nada fazer.
Basta de gritar e não ser ouvido.
Basta de ser sã... Temos que ser loucos.
Basta de não ter vez, pois quando se tem, é julgado,
condenado, sufocado, enforcado.
Basta com as queimadas,
basta com a tomada dos pulmões do Brasil.
Estão querendo nos deixar sufocados,
sem ar, sem água.
Essa ambição vai nos definhar por falta de alimentação.
Vamos dar um
BASTA!

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