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         CIRANDA... BASTA   CONVITE   AVSPE


         AVSPE CIRANDA BASTA COORDENADA POR
                  
Raquel Caminha, Membro  Efetivo da nossa Academia,
                     que administra com glorias o evento!

         Iniciada por Arlete Piedade e Victor Jerônimo 
         Patrono AVSPE  E VICE PRESIDENTE

Mande sua  POESIA  para
princesa44@secrel.com.br

 


O1
BASTA! 
 Arlete Piedade  

Basta habitantes deste planeta, azul e belo, outrora,
que deriva na galáxia, á beira da fronteira exterior,
onde está a sua serena beleza, a sua pureza, agora,
quando só se ouvem no seu seio, gritos e clamor?

Quando seus filhos agonizam asfixiados com calor,
ou morrem afogados em ondas barrentas dos rios,
e na cama, os bebés encaram a morte com horror,
seus corpinhos, embalados com lágrimas, já frios!

E de armas na mão, matando pelas ruas da cidade,
homens, ou serão monstros produtos da sociedade,
esses seres sem sentimentos, sedentos de violência?

E erguem-se nos mares, altas ondas com voracidade,
avançam, inundando as terras, sem dó nem piedade,
furacões e temporais dão o tom final com sapiência!

02
COM QUE CORAGEM VAMOS CONTAR-LHES?
Victor Jerónimo
 
Avôzinho querido porque está tanto calor?
Minha netinha porque os homens na cobiça
Não souberam parar na busca da riqueza,
Inventaram tecnologias de ponta e destruição´
Em energias atômicas que causaram radiação.
 
Avôzinho querido porque não há água para beber?
Minha netinha porque a água foi poluída em demasia,
Foi tanto o lixo que vazaram nas águas então límpidas
Que ao chegarem às nascentes estas se perderam,
Nem mesmo com a água da chuva temos salvação.
 
Avôzinho querido, porque não consigo respirar?
Oh minha amada netinha vem para o meu regaço
Aninha-te junto a mim para te fazer carinhos.
Poder refrescar-te com esta pouca água
E poder repartir contigo desta botija o oxigênio.
 
12.Jan.2007
Recife

03

BASTA
Sá de Freitas

Basta de tanta angústia pela Terra,
Causada pelas mentes doentias,
Que implantam as mais terríveis agonias,
Quando suscitam, sem piedade, a guerra.

Basta já de mentira e de indecência;
De ganância e de tanta falcatrua,
Que deixam nossa Pátria quase nua,
De riqueza, recursos, de assistência.

Basta de profanar a Natureza;
Basta de destruir tanta beleza,
Basta de ver crianças à sós, sem lar.

Basta de inveja e de maledicência,
Para que muitos tenham mais consciência,
E aprendam a conjugar o VERBO AMAR.


Sá de Freitas
http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm


04.
Alimentos da vida
Armando Sousa


Sabe que a mãe com muitos filhos mal os pode alimentar
Então é preciso educação para a população não crescer
Isso, é com educação e acção não com rezar
A China esta no bom caminho da redução para pão ter
Mas muito tem a fazer para limpar água e ar
Digo-vos que nosso maior deu e A Mãe Natureza
Preservar seus pulmões sem queimada
Mas a ambição faz toda a terra a arder sem limpeza
As águas cheias de arsênico para extrair riqueza danada
O homem não pode mais, respirar tanta fumarada
E beber veneno da água toda estragada
Entretanto a gente continua a rezar sem educação
E terra a ficar esteárica sem poder dar pão
A terra e esta ficando como um ovo vazia
Tanto fumo chumbo e enxofre enviamos ao ar
Nada a gente faz pela mãe natureza,
Apenas de mãos erguidas a cantar e a rezar
E a verdadeira mãe sem poder por pão na mesa
Deveis ser realistas, sexo não e um tabu e realeza
Precisam de broxarias e muita educação
Limpar a água e o ar que são o primeiro alimento
E a natureza mesmo aos solavancos
Nos dará água e pão, se não quiseres ganhar guerras
Fazei do universo uma só língua uma só nação
Não vamos a lado algum com rezas

Por Armando Sousa
Armando.sousa@sympatico.ca
http://www.pequeninapoesias.com.br

05.
BASTA
Carmen Flores


Si la palabra Basta!...Fuese milagrosa
yo la gritaría a los cuatro vientos,
para que nuestro universo
reciba la paz que implora.

Basta de guerras que no conducen
a nada que dé felicidad,
Basta de orgullos que se lucen
vestidos con la maldad.

Basta de tomar a los niños
como rehenes del mundo
para detener el futuro
que son ellos el destino

No me atrevo a decir Basta!
al Señor de los cielos,
pero si a los guerreros
que destruyen y matan.

A los que se proclaman Reyes,
de las mentes humanas
del pobre que no reclama.
y le mancillan poderes.

Al incauto que obedece
que se humilla y que se arrastra
ante el poder que le vence
mutilando su esperanza.

Basta! Basta! grito con la fuerza,
que me conceden las letras
y si podemos decir... ¡Basta!
es porque somos poetas.


Carmen Flores
2007

06.

ECO-HUMANIDADE
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 10 h e 53 min do dia 15 de janeiro de 2007 do Rio de Janeiro,
especialmente para a Ciranda Basta,
coordenada por Raquel Caminha
e iniciada pelos poetas
Arlete Piedade e Victor Jerônimo.


Este mundo é muito estranho... a riqueza
Que podia permitir que o ser humano
Respeitasse o seu irmão e a natureza,
Sempre tem na avareza o maior plano...

Há uma espécie de cegueira ou miopia
Escondida atrás de uns óculos de grau,
Que só mostra uma visão triste e vazia
De um poder sempre arbitrário e irracional.

E enquanto a insensibilidade
Degenera-se, a frieza gradativa
Toma forma de desprezo e de maldade
A qualquer ser do planeta que ainda viva...

Até quando o rumor das motosserras
E as crateras de um garimpo sedutor
Vão quebrar a solidão de tantas terras
E matar o animal, a fonte e a flor ?

Até quando a ambição desenfreada
Que a tantos entristece e alucina
Vai deixar a sensação desesperada
De que a vida é uma ilusão que desatina ?

Até quando, meu Senhor, o cidadão
Vai fazer do raciocínio um instrumento
De poder, de insanidade e agressão
Que produz tanta maldade e sofrimento ?

Quem destrói a natureza, não respeita
Seu irmão, só valoriza a própria casta;
Só retoca a maquiagem, só se enfeita
De uma sede de poder que nunca basta...

E essa triste sedução que não enxerga
A beleza natural que aos poucos some
Não verá também o corpo que se verga
Ante a dor, a solidão, o medo, a fome...

Até quando, meu Senhor, o homem pobre
Vai sofrer tanta injustiça e indiferença ?
Até quando um joelho que se dobre
Só vai ter a solidão por recompensa ?

Até quando esta antítese que mostra
Diferenças sociais tão alarmantes
Vai deixar um povo triste que se prostra
À frieza e ao desamor dos arrogantes ?

Até quando os detentores do poder
Vão deixar a inconseqüência destruir
Essa vida construída em cada ser
Que o planeta quer apenas colorir ?

A esperança é que esse sonho... de menino
De um futuro mais fraterno e promissor
Faça a vida recompor o seu destino
E o homem descobrir... de novo... o amor.

07.

Basta!
Humberto Rodrigues Neto

Já fui vate sonhador,
já fui amante da lua,
cantei versos pela rua
e fiz-me escravo do amor!

De quimeras pescador,
voguei do amor na falua;
talvez meu ser jamais frua
tão meigo e suave esplendor!

Algo sábio fez-me o estudo,
às derrotas fiz-me escudo,
só a morte foi meu revés...

Frente à campa... triste e mudo...
eis, meu Deus, aqui aos teus pés,
o nada do que foi tudo!

Humberto - Poeta

08.
divina decisão
EdimoGinot

fostes tu, minha criação
e como bom pai, tudo te dei
te dei amor e compaixão
e como um rei eu te tratei
mas confesso que errei a mão
e nem sei mais o que eu criei

dei-te um planeta vistoso
puro e lindo, azul-anil
caprichei, fui generoso
mas tu te tornastes tão vil
virastes um ser escabroso
que quase tudo já ruiu

dei-te uma flora imensa
e uma fauna sem igual
recebi por recompensa
o teu desprezo tão banal
não sei o que é que tu pensas
achando que és mais que o tal

já não bastasse ter a terra
que foi dada sem condição
tu me apresentastes a guerra
e a matança de irmãos
o homem a si mesmo desterra
e não merece compaixão

mas agora reconheço
a razão da minha tristeza
o que me destes, não mereço
pois só mostrastes vileza
agora vais pagar o preço
será o lixo, a tua riqueza

09.

P A L H A Ç O
Isabel Fontes

como te atreves?
provas tudo
e ainda mais...

serei apenas eu?

em ti
tudo se perde
gostes ou não

terei apenas idade?

hipocrisia
largada por ti
num compasso

terei de aprender a deixar?

ondes pensas
cabeça
pés...

vou desligar
já nada faz sentido
adeus...

IREI MESMO MORRER

By Isabel Fontes

10.

"Basta"
Wilson Fonseca

Basta! De tanto sofrimento,
Dê tanta injustiça contra a natureza,
Não é possível que este tormento,
Sê estenda, sem luta em sua defesa.

Basta! De tanta propaganda enganosa,
Que tal órgão, agora, irá funcionar...
E o que vimos, é sempre a promessa,
E a pobre natureza continua a chorar.

Basta! De falsidades de conversa mole,
Que após as eleições, a coisa vai mudar,
Precisamos de ações e mais controle...
Nossas águas e florestas não vão suportar.

Basta! De tanta ganância pelo dinheiro,
O que será amanhã, do nosso pobre Mundo,
Sem o ar para respirar por falta de oxigênio
E a água que gera à vida, ficará tudo, imundo!

Socorro! Basta! A natureza está pedindo...
Quem sabe no grito, o homem possa ouvir,
Ajudar a própria vida à subsistir mais tempo,
Ou, deixar como herança só poluição! Basta!

Wilson Fonseca
Rio Grande,RS, 14/01/2007

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