BIOGRAFIA ARTISTICA :


ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, mineiro de Belo Horizonte, é um poeta egresso dos tribunais de justiça. Sendo advogado de formação, iniciou a sua graduação no curso de bacharelado em direito na UFES – Universidade Federal do Espírito Santo, em 1982, tendo concluído os seus estudos na FADIVALE – Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce, em Governador Valadares – MG.
Atualmente, morando em Vitória – ES, impedido da militância na área do direito, haja vista proibição legal em razão do exercício de função publica, Antuérpio dedica-se à nova empreitada da sua vida, que é a atual graduação no curso de bacharelado em história, apaixonado que é pelo tema regional da Inconfidência Mineira, buscando assim maiores subsídios para a sua obra na cientificidade histórica.
Já em abril de 2002 consagrou-se como artista plástico com a exposição do seu trabalho nos recintos do egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, intitulada, como não poderia deixar de ser, “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias “, em uma clara alusão a temática mineira.
Finalmente, após trabalho perseverante e árduo, em junho de 2003, pôde lançar, em Vitória – ES, o livro homônimo que é, em síntese, um sumário ilustrativo da Exposição. Coroou de êxito, enfim, o seu trabalho a tão acalentada Exposição realizada nas dependências da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, no Espaço Cultural Gustavo Capanema, entre 02 e 19 de dezembro de 2003, na capital mineira, prestigiado por milhares de pessoas.
Antuérpio, no curso da sua obra, cuja técnica em infoarte, aborda a todo tempo a temática insigne na bandeira mineira “Libertas Quae Sera Tamen”, reflexo de uma infância soberba vivida na capital Belo Horizonte, nos logradouros que vão desde a “Praça da Liberdade” até o “Mercado Central”, passando pela “Serra do Curral”, sempre com a preocupação poético-social, que tanto contribui para a valorização do seu sentimento de cidadania e civismo.
Reiteradamente, a obra de Antuérpio é, há que se frisar, mais do que um simples tratado poético. É, na verdade, um forte discurso político de indignação frente à realidade social brasileira, aos desmandos, à corrupção, ao caos político e ao embrutecimento do homem. Com textos duros e ilustrações que tem referência no caleidoscópio, e que trazem a tríade que integra desde a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) até o pensamento psicanalítico freudiano (id, ego e superego), chegando mesmo a abordar o materialismo histórico de Marx (tese, antítese e síntese), também presentes na bandeira mineira, segundo a sua ótica pessoal, Antuérpio inspira-se na realidade para desenvolver uma poesia e imagens concretas, latentes.
O Inconfidente Mineiro, na verdade um personagem verídico criado pelo artista, de carne e osso, espelhado no movimento histórico da Conjuração, clara miscelânea entre realidade e fantasia, é em alguns aspectos personificado pelo autor, ganhando vida, contracenando com a verdade real através da constante interação com o publico, das suas poesias e imagens, parecendo querer levar-lhe a consciência contextual e o sentimento de inquebrantável silêncio dos que, em vão, querem gritar, despertando do adormecimento uma inconfidência, na realidade, jamais acontecida fora do seu imaginário.
Assim, após breve, e intensa, passagem pela poesia e artes plásticas, Antuérpio, em uma espécie de apologia a lei, processou a sua Obra mais autêntica e emblemática, traduzindo-se em sua própria biografia/processual, extraída do processo latente por que ora, ainda, passa, expondo numa espécie de “mea culpa” todas as mazelas e vicissitudes do Estado brasileiro, cujo teor, também homônimo: “Processo Penal: O Estado no Banco dos Réus”.
Contudo, apesar de todos os percalços, cenas e contracenas, Antuérpio hoje se dedica a sua mais profunda e interativa Obra, a qual se lapida e se delapida a cada ato cênico/arsênico na Instituição que Ele próprio fundou, com base na lei civil, cuja personalidade jurídica de Direito Público, com finalidade não-lucrativa e assistencial, com caráter de Sociedade Civil, denominada ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, cujo Órgão Informativo o “Jornal Grito Cidadão”, de cunho indagativo e questionador, assumindo na tal propositura o ardente papel de Presidente da Entidade e também o sendo Editor–Chefe do periódico informativo, sempre em busca da causa popular e justicialista, com profundos reflexos na Sociedade em que vive e no tempo/história que o faz.
Por certo, aquele que se atrever a abrir a Caixa de Pandora contida em sua obra, ou aquele que se aventurar a folhear o seu livro, sairá certamente com as mãos impregnadas do sangue quente jorrado na última poesia escrita, ainda na calada da noite passada.
Alguns dados a mais sobre Antuérpio podem ser colhidos no dia a dia das crônicas que escreve através do site em que é colaborador: www.paralerepensar.com.br/antuerpiopf.htm
www.abdic.org.br
www.direitodireto.com.br

 

 

 

 

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Publicado: 02.09.2006 Última atualização:  11.04.2009  

  

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