Quem
gosta das letras, não gosta
de números, mas sabe contar
estrelas.
Professores,
queridos, dedicados... Poucos
prenderam minha atenção.
Fui
professora e quis a
necessidade que eu trabalhasse
muito com números.
Enfrentei-os, sem que me
conquistassem.
Escrevo
desde tenra idade.
Minha
paixão por livros é imensa.
Amo
animais, mas compreendo a
equanimidade. A fé em Deus me
faz parte desse meio.
Nada
eloquente, mas entendo
‘meias palavras’.
Gosto
da simplicidade, ao mesmo
tempo em que, toda vez que
miro o Universo, sinto-me
complexa a tal ponto, de ouvir
que algo respira mais acima de
nós.
Hoje
aposentada, trabalho mais que
o necessário, porque a
ociosidade me rouba os neurônios.
Renovo-os no imaginário.
Renovo-os escrevendo.
Este
ano completarei 56 anos, não
sei se é aniversário do meu
tempo ou da idade somente; se
for do tempo... Então estou
ainda engatinhando, mas se for
da idade... Aguardo o prazo de
vencimento. É uma dissonância,
mas infelizmente aqui,
conta-se a idade.
Casada
com alguém que ‘deu
certo’.
Onde
nasci e me criei, era um canto
do paraíso, as estrelas eram
visíveis, os rios eram límpidos.
Desmatar? Só cortar algum
galho para fazer uma árvore
de natal.
Comer
a fruta no pé e dividir com
as cobras e passarinhos...
Calçado
descente? Só para ir à
missa.
Então
nasci no interior meio
selvagem.
Diplomas?
Cursos? Onde então está
minha existência? Eles nunca
me deram uma idéia, uma
inspiração sequer do que
deveria escrever!
Blog?
Site?
Há
três anos fiz um Blog,
perdi-o por falta de freqüência.
Provavelmente, antes que a
internet suma faça outro.
Frequento
muito www.autores.com.br
.
Não
tenho nada publicado, ainda.
Mas penso que meus
escritos serão uma herança
carinhosa para minha única
filha, e pelo tempo, estou na
flor da idade, então...
Agradeço
aos que me lêem, que seus
olhos enxerguem eternamente o
amor, a justiça e a caridade,
sem desfazer-se dos sonhos e
da serenidade.
Beatriz 18/03/2010