PÁS
Milton José Pantaleão
De muitas pás precisaremos
para cavar profundos buracos
durante anos a fio
tentando encontrar
a Paz que Adão escondeu.
O Senhor,
através de Seu filho,
implorou para que no mundo,
entre todos os povos,
reinasse soberana a Paz.
Essa Paz não tem idade
sua face é desconhecida
pois jamais os Homens
a mantiveram entre nós,
um dia sequer.
Quem se habilita a cavar
em busca desse tesouro escondido?
nossa Academia está distribuindo
aos pacifistas, a mancheias,
milhares de pás.
PAZ ! - IDENTIFIQUE-SE, PLEASE!
Milton José Pantaleão
A formação Cristã a que fui submetido
criou em mim várias crenças e
impôs diferentes princípios.
Ensinaram-me que Cristo pregou a Justiça e
a igualdade entre os Homens.
Igualdade de direitos e de obrigações.
Subjugado que fui por essas crenças e
confiando na sua veracidade,
obriguei-me a viver segundo elas.
Como a Paz é um ingrediente fundamental
para a convivência cristã dos povos,
estou comprometido com ela até a raiz dos cabelos!
Mas, qual será a Paz que todos apregoam buscar?
As gentes estão em guerra desde sempre!
E os povos lutam dizendo estarem em busca da Paz!
Até quando essa desfaçatez, ó Céus?
Alguém acredita que a sociedade de classes que criamos,
algum dia proporcionará a Paz?
Poetas do Mundo!
Utilizem seu talento, arte e sensibilidade para
conscientizar o mundo da Verdade!
APELO!
Milton José Pantaleão
No Seu dia mais inspirado, nosso Deus criou a Mulher.
Deslumbrado com Sua obra, naquela insuperável inspiração criou também a Mãe
E, num ato de suprema sabedoria, reuniu as duas em um só Ser. Um ser Divino.
Mulher-Mãe tornou-se, assim, o símbolo da perfeição terrena.
É com o poder que seu amor, sua ternura, sua dedicação, sua bondade lhe conferem, que podemos contar para buscar a aproximação da Humanidade com essa hoje quase utopia chamada Paz.
- Nas tuas mãos, pois, Mulher-Mãe, está a responsabilidade de redimir a todos nós. Com tua sabedoria infinita hás de mudar os corações empedernidos dos Homens, abrindo os olhos de nossas almas para que cheguemos à conclusão óbvia de que sem Paz a vida não tem sentido.
- Mulher-Mãe, usa tua sapiência e ensina teus filhos que a felicidade não está nos bens materiais que a sociedade nos compele a acumular!
- Ensina-lhes que “amar ao próximo” não são apenas palavras vazias que o Criador te suplicou!
- Ensina-lhes que não são as riquezas que possuímos que nos fazem superiores aos nossos irmãos!
- Ao invés de brinquedos de guerra, dá-lhes brinquedos de paz!
- Uma caneta real, e não uma pistola de plástico!
- Uma vida de generosidade, e não de ganância.
Sem essas ferramentas, jamais teremos a Paz!
- Mulher-Mãe, pelo amor Dele, salva a Humanidade!
PAZ?
Milton José Pantaleão
Sob esse título, quantos textos o mundo já escreveu?
Quantas belas e sedutoras palavras foram pronunciadas?
Todos, sem exceção, jurando serem a favor da Paz...
Não sei de qualquer pessoa que tenha se posicionado contra.
Nem qualquer entidade...
Mas, que resultados práticos colhemos dessa unissonidade?
Será que houve algum dia, um só dia, sem um conflito no mundo?
Matando e trucidando gentes!
Os historiadores dizem que não!
Então, minha gente, onde estamos errando?
A Paz a que me refiro é a paz verdadeira.
Não aquela chamada de paz interior e outros que tais, meros desvirtuamentos do seu sentido mais dolorido...
Os sucessivos votos e apelos pela paz e entendimento entre as pessoas e os povos têm, a meu juízo, virado letra morta em todos esses séculos.
A Ambição, um dos principais agentes motores do Homem, é a causa remota da ausência de Paz no mundo.
Ela que cria, permite, incentiva e fustiga as diferenças sociais na Humanidade.
Riqueza e pobreza. Fartura e Fome. Subjugador e Subjugado.
Sem justiça social, jamais alcançaremos a Paz.
Poetas! Clamemos ao Mundo e aos Poderosos pela Justiça Social! Mesmo que sem palavras charmosas e rimadas! Só assim teremos chance de transformar uma utopia na sonhada realidade da Paz!
SEM PÉ NEM CABEÇA
Milton José Pantaleão
Não consigo esquecer
Os momentos felizes
Que contigo passei
A tua lembrança
Faz-me pensar
No quanto eu te amei
O teu amor
Foi mera paixão
Nossa alegria
Uma grande ilusão
Quanto mais te afasto
Mais perto de mim estás
Minha vida agora é curtir
Todas estas horas más
VINTE E UM
Milton José Pantaleão
O século em que a Ecologia virou moda e
trouxe consigo, a tiracolo, o insopitável desejo de Paz,
o Meio-Ambiente transformou-se em prima-dona
e o aquecimento global é o moderno quinto cavalheiro...
Mas os reais agentes da degradação do planeta são
a miséria
a fome
a desigualdade social
a ambição desmedida dos poderosos.
De qual Paz estamos em busca?
o silêncio e a resignação dos injustiçados?
a paz dos cemitérios?
O calar dos miseráveis?
Enquanto mantivermos essa distribuição de renda
e de oportunidades, a Paz será uma utopia,
um discurso vazio e inconsequente,
buscando aplausos gratuitos
nos palanques da vida...
TEMPO PRECIOSO
Milton José Pantaleão
Meu querido Tempo,
A Humanidade não me permite perder-te.
Que tu és Dinheiro é o que ouço dizer
Mas mesmo sendo só meu,
Não posso dispor de ti
A meu bel-prazer.
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