POBREZA…
Tantos porquês?!
...Tenho a certeza,
Que esta pobreza,
Vem da cabeça...
Um copo de vinho,
Sem que lhe apeteça...
O trabalho esse, sim!
Bem por acréscimo...
À noite uma sopa de caldo,
É o princípio do fim...
No ouvido um telemóvel, sem saldo!
O mês está péssimo,
Diz “Alegria” com alegria...
Choramingando à nora,
Que a vida está ruim,
Mas esta última ignora,
E resmunga o “Franklin”...
- Chega para sardinhas!...
E uma sopa de vinho!...
Com as minhas economias!
Mas detrás disto tudo há gato,
E conto, contudo,
Estes espalhafatos, ou seja,
A verdade dos factos!
…A frase não aleija...
“Rendimento mínimo nacional:”
Excepcional...
Normal...
Fenomenal...
…A frase não aleija...”
Tenho a certeza...
Um copo de vinho ou uma cerveja!
Que se deve esta pobreza...
O pobre, é pobre de espírito,
Afinando com álcool,
Entra em conflito;
Começa aos gritos...
Acaba o vinho, bebe sumo!
A sede de beber anseia,
Porrada nas filhas e na mulher,
Ao jantar e à ceia...
Com a vassoura e com a colher,
Ao murro e ao pontapé...
Sem caridade!...
Sem dó nem piedade!...
As marcas, essas ficam no corpo,
Às vezes dando para torto...
No dia seguinte tudo passa!...
Vai-se buscar à venda fiado,
1 Kg de arroz outro de massa,
Sete garrafões de vinho...
Para a semana beber afinadinho...
Até que o rendimento chegue!
Que esse o trabalho nunca mais!
À espera que o vizinho se aconchegue,
E que dê dois reais...
No banco há duas coroas,
Aquele que citou nas economias...
Mas que na cara jogou,
E muita gente irritou...
Não havendo concórdia,
Dizendo dar tudo à Misericórdia...
Passando necessidade,
Metendo o rendimento no banco,
Esta é a verdade,
Vivendo lá para um canto,
Sem afinidade...
Que um dia morrerá,
E indo a enterrar,
Tudo deixar cá...
Nem tempo lhe resta,
Para beber um chá,
Muito menos um copinho...
De cerveja ou de vinho!
O pobre, é pobre de cabeça,
Mais cedo morrerá! …
... E terá,
A sua SENTENÇA...
autor: Quelhas
ABORTO...
Tudo nasce e cresce,
Há um início e um fim,
Na verdade me parece,
Uma confusão para mim...
Nós somos nada,
Tudo ou nada!
Não somos ninguém,
Quem julga, quem?
Ou não existimos,
Ou vivemos de incertezas,
Às vezes mal bulimos,
Ainda não temos certezas...
Se viermos por bem,
Somos bem-vindos,
Se viermos por mal,
Será fatal...
Meus avós geraram,
Meu Pai e minha Mãe,
E, tiveram sucesso,
Que herdei também...
Nós somos nada,
Tudo ou nada!
Minha alma confessa,
Que sou ídolo nesta parada...
Ou não existimos!
Ou vivemos de incertezas,
Não obstante sucumbimos,
Sem ter proezas...
Quando pensei ser Pai,
Era apenas um sonho,
Que minha mulher e Mãe,
Admitiu ser também...
Tudo nasce e morre,
Ou até nem nasce,
A existência é complicada,
Na garganta temos a espada...
Às vezes até renasce,
Algumas esperanças,
Na barriga dão cólicas,
E acontecem coisas insólitas...
Mas a vida me parece,
O sonho de todos os Pais,
Que às vezes entorpece,
Com muitos ais...
Perde muito sangue,
É o aborto! Ai, ai, ai,...
Deixa-nos sem conforto,
A desejar ser Mãe e Pai...
Tudo é natural,
Ao contrário do sublime,
Que é penal,
Planeando o crime…
Mais vale Mãe solteira,
Mesmo sendo Mãe velha,
Mais vale Mãe arruaceira,
Sendo ela Mãe aselha…
Melhor filho sem Pai!
Não tendo reconhecimento!
Melhor filho sem carinho!
Sem nenhum afeiçoamento!
O aborto é premeditado,
Com Pais sem eira nem beira,
Fica a mágoa marcada,
Para a vida inteira…
Nós somos nada,
Tudo ou nada!
Se nos derem oportunidade,
DEUS saberá toda a felicidade…
Preferível Mãe solteira,
Que arranja Pai no suposto,
Que lhe dê conforto,
E não precisa ser ABORTO...
O aborto premeditado associa-se ao assassínio!
autor: Quelhas
DIA DA MULHER
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
Mulher é ser mãe
É ser Filha
Porque não Avó
Neta
Ou Bisneta
Mulher é ser tia
É ser Sobrinha
Porque não Prima
Parente
Ou amiga
Mulher é ser enteada
É ser madrasta
Porque não meia-irmã
Irmã
Ou não sei quê
Mulher é ser amiga
É ser tolerante
Porque não amor
Desafogo
Ou lágrimas
Mulher é ser gente
É ser inteligente
Porque não amante
Pecadora
Ou beleza
Mulher é ser rosas
É ser preciosidade
Porque não perfume
Doçura
Ou amargura
- Mulher é tudo aquilo que esteja no imaginável, mesmo que, não imaginemos, ela pode ser tudo isso, mas, cada uma ao seu jeito e liberdade de o ser.
- Mulher é aquilo que é, é o que não quer ser, é o que a deixam ser, é aquilo que escolhe e, aquilo que não escolhe.
autor: Quelhas
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