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PRIMAVERA
Carmo Vasconcelos
Desabrochadas minhas rosas amarelas
Segredam-me a esplendorosa alegoria
De ternas noites orvalhadas de euforia
E mansos adomeceres com as estrelas
Ciciam-me brilhos de sol, alvas manhãs
Em que dissimulados ecos de tambores
Convidam à simbiose castos amores
De seivas similares, pétalas irmãs
Murmuram-me rumores de água perto
Lembrando o marginar de um rio desperto
A matar a sede da terra que o venera
E mais sibilam minhas rosas amarelas
Que a divina inspiração se vestiu delas
Para consagrar uma nova Primavera
Lisboa/Portugal
25/03/2007
 
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