SONETO INGLES
“OS ANDARILHOS”
Rosa Magaly Guimarães Lucas
- Eire
Há longo tempo juntos, nós andamos,
Pela estrada da vida esburacada...
Vamos sozinhos e nos apoiamos
Em vara tosca por tua mão talhada...
Passamos já por tantos empecilhos,
Sofremos em nossa alma tantas dores...
No entanto, meu amor, tais andarilhos,
Gostam-se tanto que exalam a flores...
Mas ninguém vê quando nós dois sozinhos
No fim do dia a nosso lar chegamos...,
Há troca de ternuras, de carinhos,
Quando os corpos cansados sossegamos...
É quando um milagre nos acontece,
E o velho corpo se rejuvenesce...
Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, Brasil, 08/10/2006.
“AH, NET... POR QUE?”
Rosa Magaly Guimarães Lucas
- Eire
Está mudando a NET... E quando em vez
Percebo um desencanto num amigo...
Não sei se por descaso ou algidez,
A amizade entre nós não encontra abrigo...
Alguns tentam através da esquivez
Ao mais tímido impingir seu castigo...
Não têm paciência e querem de uma vez,
Afastá-lo por meio de um fustigo...
Será cada um de nós um literato?
Alguém que prime por manter cultura,
E do seu trono não queira contato
Com aquele outro que luta, que procura,
Que estuda e ama a poesia de fato?
Não creio! A poesia é dádiva pura!!
Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, Brasil, 06/10/2006.
Amigo Dani,
És um homem de letras, e muito especial,
é isto o que de ti penso, e sempre digo..
Sendo esse homem do mais puro cristal,
eu o quero mais e mais como um Amigo.
Não é justo prender-te ainda que queira,
tampouco o é ficarmos sem te ter...
Viaja, amigo, vai ter à Albufeira,
mas não te esqueças, Dani, de volver.
Abraços e leva contigo meus votos de Boa Viagem.
A Ibero-Brasileira
Eire
Jacaraípe - Espírito Santo, Brasil
QUEM SABE?
Rosa Magaly Guimarães Lucas
- Eire
Não mostram mais meus olhos alegria
Porquanto eu n’alma e no meu peito choro...
E embora eu sofra, meu amigo, imploro
Que Deus me dê na dor minha alforria...´
Se não compreendo aceito essa agonia,
Como a pagar os erros que deploro...
E pra quitar tais faltas eu laboro
Na minha vida, hoje melancolia...
Quem sabe um dia venha sem que eu espere,
O perdão de meu Pai, que é tão precioso,
E livre de pecados se acelere
Meu coração alegre e tão ditoso,
Junto a minh’alma, que com ele aufere
Na nova vida um tempo venturoso!
Jacaraípe, Serra, Espírito Santo, 25/07/2007.