NO VALE DA POESIA
Pedro Valdoy
Atravesso o desconhecido
por entre as estrelas
de uma imaginação intempestiva
sem preconceitos sem ódios
São pesos indecisos
que transvasam meu ser
na imensidão celestial
no silêncio Universal
Na incerteza meus passos
ondeiam pelo vácuo
das palavras perdidas
descompassadas
Enquanto os poemas
pela incerteza das palavras
soam a melodias fantásticas
no campanário celestial.
DIVAGANDO
No espaço etéreo
espalham-se as notas musicais
de um poeta sonhador
passeando por entre as estrelas
São notas brincalhonas
decompostas em palavras
saltitando pacificamente
por entre os lírios
Por vezes ouço o canto das sereias
com as ondas do mar
deslizando serenamente
com meu coração apaixonado
Observo meio tonto
o sorriso do Sol
com seus raios escaldantes
e ali fico sentado pensativo...
SUAVEMENTE
Pelos prados soavam os ventos
na suavidade eterna de uma vida
guiada por tempestades mornas
na indecisão do tempo eterno
São gotas de orvalho
pingos de mel que se espalham
no horizonte da bondade
com o despertar do Sol
Solitário continuo a navegar
na sombra do desconhecido
oculto pela vergonha vadia
no vale de uma velhinha
O vazio corrói a maldade
com a transmutação da alma
que atravessa o vale da eternidade
onde nem o som dos oceanos se ouve.

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