POEMA DA BEM CHEGANÇA
Chegança pode ser termo novo.
Bragança é nome nobre pro povo.
Preta retinta é a cor do corvo.
O mal sempre é um estorvo.
Ser rei pode ser um estorvo
Com o mal a voar como corvo.
Nobreza soa bem para o povo,
Para renovar tudo isso de novo.
Bem alto no azul voa o corvo.
O soberano reinará para o povo.
Borrão preto constitui um estorvo
Para fazer tudo aquilo de novo.
Como o poeta a falar de um corvo,
Ou um soberano a retirar o estorvo,
Chegança é bem-vinda pro povo
Lá vamos nós saudarmos o novo!
Moacir et Selena
vinte e nove de agosto de dois mil e um
UMA CRIANÇA
uma criança,
uma chegança,
uma esperança!
se quem anda faz andança,
quem não anda, faz aliança;
viva toda Bem-Aventurança!
ah, se, de paixão, teu coração balança,
depois da tempestade vem a bonança;
a experiência é que forja tua confiança!
Moacir et Selena
Os Últimos
ah, quando os últimos forem os primeiros,
terão chegado esses tempos derradeiros,
e os amores, reais, serão os verdadeiros.
todas elas terão, então, os companheiros,
todos eles dirão, eia, dos seus paradeiros,
todos os meio-trabalhos far-se-ão inteiros.
já não haverá montarias, e nem cavaleiros,
ou estandartes de sombra e seus atoleiros,
banidos, para sempre, vis navios negreiros.
haverá charruas e arados para os obreiros,
instrumentos do Evangelho e seus Luzeiros,
sul, norte, este, oeste, terão seus Cruzeiros.
e a Terra terá, nos mansos, seus herdeiros,
não mais cairão nos olhos os tais argueiros,
todos os dias terrestres serão alvissareiros.
haverá bem-aventurados e não aventureiros,
e a Luz, divina, acenderá todos os candeeiros,
ver-se-á o Caminho... já sem despenhadeiros.
olhos verão, e ouvidos ouvirão, Mensageiros,
que do Alto virão, angelicais, e, mui faceiros,
abraçar irmãs seareiras, e, irmãos seareiros.
a Vinha do SENHOR precisa dos vinheiros,
nobres de coração e do Bem sementeiros,
os derradeiros, mas, de JESUS, parceiros!
Selena et Moacir 2007
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Pois há últimos que serão primeiros,
e primeiros que serão últimos.
(Lucas 13:30; Mateus 19:30; Marcos 10:31)